a magia da primeira estrela que vejo no céu, cada noite, no meu dia!...

Lilypie Baby Ticker
Lilypie 1st Birthday Ticker

2009/10/26

riscos

Há riscos que gosto de correr. Há outros que não. E sobretudo, não gosto de me sentir em risco, quando não é um risco calculado, quando não é minha a decisão de estar em risco.

Podem desaparecer folhas de papel, ficheiros do meu portátil.
Da web será um pouco mais complicado...

2009/10/25

uma entre tantas

A história que estou prestes a contar, não tem bons nem maus, embora possa parecer que sim. Por isso mantenham-se atentos, porque ainda que alguns pormenores possam levar-vos a pensar o contrário, não é assim.
Como [quase] todo este blog, a história que se vai seguir escreve sobre sentimentos, sobre pessoas verdadeiras e sobre as suas emoções. Por isso, não tem, quanto a mim, heróis ou vilões.

A história que estou prestes a contar fala sobre um percurso. Sobre um caminho. Representa escolhas, por vezes tão difíceis, como determinantes. Esta história fala de um sonho e da esperança de o encontrar. Escreve-se, reorganiza-se, entretanto, noutro canto, até que aqui se possa encontrar.

Está quase aqui...

2009/09/27

3 posts

3 posts num ano não fazem, na verdade, a continuidade de um blog.

Com o passar do tempo, o primeira estrela apagou-se. Da minha rotina, da rotina dos que o liam: VOCÊS!! Será que ainda aqui passa alguém? Passa? Não, caríssimos leitores, não precisam responder! Não precisam suplicar para que volte a escrever. Já decidi, vou voltar na mesma!

Não sei se será de imediato, talvez não, porque mais elevados valores assim obrigam. Mas vou voltar seguramente. E por um motivo único e especial, em tanto semelhante ao que me trouxe aqui a primeira vez.

...É que eu tenho uma história para contar! Uma história por vezes vazia, por vezes sem sentido. Maçadora ou emocionante, e que pode não dizer nada a muita gente, mas que faz tooodo o sentido para mim.

A minha história. Escrita nas linhas e nas entrelinhas. Autêntica. Transparente, mais do que nunca. Inesperada, talvez. Revestida de pormenores. E que aqui será contada, para alguns dos 31.760 que já por aqui passaram!

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2009/04/23

bons sonhos

Sempre admiro muito, as pessoas que sonham, as que lutam e realizam. As pessoas que não passam indiferentes pela vida. Aquelas que guardam um segredo bem guardado. Aquelas que sabem algo que só elas sabem... E que um dia o revelam, no momento certo.

A vida não se fez para lhe passar ao lado. A vida fez-se para ser grandiosa, para deixar uma marca nos outros. Porque geralmente somos preconceituosos, temos reservas, não nos mostramos como somos, não tentamos tudo, sem medo do que podemos perder.

Talvez também eu seja assim. Talvez um dia não seja, e diga tudo o que sinto. Talvez um dia faça tudo aquilo que eu quero, tudo aquilo em que acredito.

Por agora resta-me admirar, emocionar-me com o talento que sempre me toca de perto quando o vejo. Mais do que isso, posso sorrir ao ver alguém realizar o seu sonho! E ficar contente por participar, por estar neste mundo que é assim... estranho, complexo, mas que tem muuuitas coisas boas!

2009/04/06

tempo de...

...Escrever aqui!
Só para lembrar algumas coisas. Ou melhor: só para não me esquecer de algumas coisas. Por exemplo: normalmente as minhas convicções são certas. São as correctas para mim. Para mim, e para toda a gente. Cada um com as suas, claro. O que quero dizer é, se sentir que algo é certo para mim, talvez seja porque é mesmo, e não vale a pena seguir pelas ideias dos outros. Pode até parecer acertado, mas mais cedo ou mais tarde, aquilo que nos parecia mais correcto, acaba por ser mesmo o mais correcto. Nada como fazer exactamente aquilo que achamos que é certo, seja certo ou errado, para nos sentirmos a viver em plenitude.
Mas claro, isto não se aplica a todos!

Os anos passam, os tempos mudam, e cada vez mais acho que as minhas ideias não mudaram assim tanto ao longo dos anos. Por vezes, no entanto, aquilo que fiz, o rumo que segui, foi diferente daquele que havia estruturado, daquilo que havia imaginado para mim. E hoje, depois de um ou outro caminho diferente, chego à conclusão que devia ter feito exactamente aquilo que tinha pensado.
Mas as nuances do caminho por vezes empurram-nos para opções diferentes. E nem sempre seguimos o caminho mais curto.

Chego lá na mesma! Talvez demore apenas um pouco mais...

Primeira Estrela: o meu eterno espaço de reflexão. Com o passar do tempo, as minhas reflexões aqui tornam-se mais confusas, menos claras, menos transparentes. À medida que as minhas palavras abertas escolhem determinadas pessoas, a abertura total deste espaço leva-o a tornar-se mais vago. Mas ao mesmo tempo a sua familiaridade para mim é tanta, tão intensa, que me apetece 'postar' aqui tudo o que vai acontecendo ao longo do tempo. Tudo o que mudou, e o tanto que está a mudar em mim.

Esta bola que é o 'Primeira Estrela', rodou sobre si mesma intensamente ao longo do último ano! Como um mundo que se virou de pernas para o ar, mais do que uma vez, em diversos aspectos, sacudindo por vezes para ver quais as coisas que estavam realmente bem agarradas. E quais aquelas que caiam, quais as que não aguentavam, quais as que ficavam para trás. E depois, roda novamente, e continua a rodar. Talvez noutro lugar, ou no mesmo lugar mas apenas com outra perspectiva. Se calhar, afinal, sempre aqui tinha estado, mas o sentir que é diferente revela-me outros detalhes de onde estou, de com quem estou, de quem está à minha volta. E isso dá-me outras coisas, que só agora sei ver, sentir e valorizar.

Sem segredos. Sem ilusões. Com muitos sonhos!
Histórias e sentires que se repetem. Descobertas que se fazem devagarinho.

2008/09/15

um dia regresso

A vida é um caminho.

Um dia vou ter novamente espaço para escrever aqui o que realmente me apetecer. Mas as coisas mudam, os tempos mudam, e toda a história que se escreveu aqui, que se retrata, teve um princípio, um meio... e já um fim.

Embora por vezes aqui surjam novas linhas, elas não passam de uma espécie de suspiros. De uma onda que vem e volta, que surge umas vezes com mais, outras vezes com menos força, e que se dissipa invariavelmente, na imensidão de um mesmo mar. Depois volta o silêncio, a calma, uma surdez estranha, que leva alguns a perder o meu rasto. Por um instante, quase eu perco o meu próprio rasto! Como me faz falta escrever aqui! Como me faz falta escrever para mim, ser lido por um 'todos vocês', sendo que isso engloba os que me estão perto, os que conheço bem, os meus amigos, e todos os desconhecidos.



Organizar ideias:

Ok: não posso continuar a escrever aqui. Não faz muito sentido, não é? Tanto tempo depois... Ou talvez faça. Em quantas visitas de página é que isto está?! Deixa cá ver... Fo**-se, quase trinta mil!! E o mais estranho, é que continuo a ter várias visitas diárias, quer directas, quer pelas mais diversas expressões buscadas.
Se calhar devo 'o escrever aqui' a algumas pessoas.

Por outro lado, não sei se gosto da ideia de escrever do modo como fazia antes. Não o sendo - segundo me diziam - a mim parece-me sempre demasiado explícito. E não estou a falar das fotos que coloco, mas antes do que expressava.

Algo de acesso limitado também não me parece muito divertido. Afinal, a descoberta, a partilha, é muito mais divertida e diversa se estiver em aberto. E assim acabei por 'conhecer' também um pouco de tantos de voz: deixando que me lessem, e lendo-vos, tantas vezes.

Acompanhei histórias que me divertiram, que me emocionaram. Que me fizeram reflectir, escrever. Tantas vezes escrever nos vossos comentários, ou escrevendo aqui impulsionado pelo que lia. Acho que cresci, aqui.

E voltar a este espaço sabe sempre a VOLTAR A CASA.
Por muitos espaços que crie, que crio e invariavelmente deixo ao abandono ou apago, este é sempre o meu espaço. E agora? O que é que faço?

1. continuo a escrever aqui

2. começo a escrever noutro lado novamente sem dizer nada a ninguém, e espero que se construa um novo espaço, como se criou este, aos poucos

3. começo a escrever num novo espaço, de acesso condicionado, e deixo aqui um link ou um mail para poder garantir o acesso daqueles que queiram ler, e que eu queira permitir a leitura

4. acho que se acabaram as minhas opções... por agora

Confuso?! Apetece-me....... partilhar!

2008/04/07

Madeleine

Curioso, só escrever este nome aqui, agora.

Há quase um ano atrás, despareceu uma rapariguinha inglesa no Algarve. Todos conhecem a história. É horrível, quando nos pomos a pensar as diferentes coisas que podem ter acontecido. Tenha sido raptada, abusada, ou 'dopada' pelos próprios pais, as consequências não podem ter sido boas... E isso custa sempre imaginar.

A mim custa-me ainda mais, quando tenho uma filhota apenas uns meses mais nova. Com o mesmo nome, na versão portuguesa...

Tantas, e tantas vezes que me disseram que elas eram muito parecidas... De facto na altura encontrava algumas semelhanças. Hoje menos. Porque passou um ano. A minha filhota está um ano mais crescida. As imagens da pequena Madeleine permanecem as mesmas que lhe conhecemos.

A nossa princesa mais crescida gosta agora de ir conosco quando temos de ir fazer compras. Este fim de semana, passou em frente a uma livraria com a mãe, e viu exposto o livro que saiu, que tem na capa escura a fotografia da Madeleine. Parou, puxou o braço da mãe e disse:

- Mãe, mãe! Olha eu!!

Pelos vistos, não são só os outros que encontram semelhanças...

2008/03/31

sol

Há dias escuros. Cinzentos. Chuvosos.

Podemos correr, sair por aí. Caminhar... simplesmente, à chuva. Até que se acabem por secar as núvens.

E depois há dias de sol. Dias em que uma expressão, um sorriso, são o suficiente para nos aquecer. Mostram que o caminho que seguimos é o certo, ainda que a todos possa parecer o errado.
E vêm as ideias, todas as ideias, novas, velhas, de todos os tempos e de todos os campos. E tudo parece preencher-se. Mais e mais, por vezes até de mais.
E numa pausa, num instante, vem um sorriso que por ser tão verdadeiro, me dá todo o amor que preciso! Por hoje...

E amanhã haverá outro dia...! E começa tudo outra vez.

2008/03/22

August Rush

É como se em monte de letras soltas se juntassem dentro de mim!...
E depois se agrupassem. Numa explosão de cores.
E eu escrevesse isto.

Por vezes é preciso passar algum tempo. Muito, muito tempo. Para questionar. Para encontrar as coisas que fazem sentido. Para saber as perguntas certas que tenho de fazer. Para esquecer, aquelas que não quero mais fazer.

E é preciso encontrar o tempo, de novo. Como hoje, para ir ao cinema. Para ver, e sentir as emoções sair de dentro de mim, sob uma estranha forma, que já não sentia há tanto tempo. E isso faz-me sentir que de todos os pensamentos que povoaram a minha mente nos últimos meses – ou anos – só alguns estavam certos. Tantas, tantas coisas para as quais tentava encontrar sentido, não precisam, simplesmente não precisam de justificação. E tantas são as coisas que tenho ainda que fazer!! Tantas já fiz!

Chegar onde cheguei, saber o que sei, pode não ser muito, pode até não ser nada, mas significa definitivamente algo grandioso. Sou mais do que aquilo que penso. Não, e isso não está em mim, mas antes à minha volta. Está em vocês, está nas pessoas à minha volta. Naquela magia que se vê, que se sente, e que se agrupa, tantas vezes aqui, neste espaço que há pouco mais de um ano não existia, e que se construiu das vossas presenças. Paredes que se preenchem de risos, choros, sorrisos, abraços. Mais recentemente, de amor também, de paixão de novo.

Há tanto que queria escrever, e não sei como o fazer. Acho que hoje foi um pouco demais, e não sei por onde começar. Como de costume, não planeio aquilo que escrevo. Sai de rompante, de dentro de mim. Mas hoje, apetece-me sentir que sou especial! Que aquela capacidade que tantas vezes me dizem que tenho, que é a de transmitir algo por palavras… hoje apetece-me acreditar que a tenho mesmo, porque as letras, as tais letras soltas dentro de mim, são muitas mais do que as que se vão agrupar aqui, e parecem preencher-me por completo.

A cruzar o país sinto as minhas raízes, porque não estão aqui, fisicamente, agora. Raízes que são memórias, recordações, pessoas que já não tenho por perto, os meus amigos ou as minhas filhas. São essas raízes que são mais do que eu. Que vão além das fronteiras. Que estão e ficam por toda a parte. No meu pensamento, concentradas, aqui! Com tudo o que tenho para lhes dizer. Para ensinar e aprender. Todas as pessoas que fazem parte da minha vida, seja em passado, presente ou futuro. Aquelas que já tive a boa fortuna de encontrar, e aquelas que ainda não descobri!...

Servem para saber que tenho tanto, tanto por fazer. Já pensei que não. Já perdi o norte. Já achei que sabia as grandes respostas, e talvez as soubesse mesmo, cedo demais. Já achei que não sabia nada, e afinal sabia qualquer coisa. Descobri que a saudade não é salgada, a saudade é doce!

De todos os medos que tenho, acho que o maior de todos é não poder estar sempre e para sempre ao lado das minhas princesas. Não poder beber dos seus olhos, as alegrias e tristezas que a vida lhes trará. É uma espécie de angústia, em que tento não pensar muito. Mas acho que no fundo, ainda não disse vezes suficientes a toda a gente, o quanto quero estar presente, por todos vocês, se um dia não puder estar cá para elas. Nada, nesta altura que são tão pequeninas, lhes poderá dar essa segurança. Muito menos as minhas palavras. Mas quero que saibam que estarei sempre, sempre presente para elas! E que se pelas minhas palavras, escritas por toda a parte, elas o poderão saber, seria pelas minhas mãos e por vocês que o saberiam sentir…

Porque é que será que escrevo estas coisas?!

Finalmente, as minhas inquietações parecem encontrar respostas. Ainda numa fragilidade de descobertas, os laços são imensos, assim como as certezas, das mais diversas! Acabo por não ter certezas de quase nada, mas tenho uma certeza enorme, apoiada na sabedoria de outros mestres: se me perguntarem se encontrei o ‘caminho para a felicidade’, direi que descobri que ‘a felicidade é o caminho’! E sinto que estou, definitivamente, a percorrer esse caminho!

Parece que em um ano cresci uns cinco! E ao mesmo tempo sinto-me uns dez anos mais jovem do que há dois meses atrás! Acredito no sonho, na emoção. Nos laços imensos que crescem a toda a minha volta. Que como as letras, como a música, me preenchem, me ultrapassam, me fazem voar, me fazem sentir que estou POR TODO O LADO!

Sinto que a minha casa é O MUNDO, e que a casa de todo o meu mundo é aqui! Sinto que estou a VIVER! Hoje. Agora. De há uns anos para cá, tudo parece acontecer de um modo específico, algo mágico. Por vezes, demoro a compreender o porquê das coisas, mas quase sempre, acabo por saber porque é tão óbvio!

A palavra de hoje, é só uma: OBRIGADO!

2007/06/19

alô?

Está alguém PERSISTENTE, desse lado?

2007/01/23

primeira estrela...

Publico… não publico…
Publico… não publico…

… Escrever as últimas linhas deste ‘primeira estrela’, quase três anos depois do seu início é até estranho. Entre muitas outras coisas que aprendi ao longo deste tempo, aprendi que nada, mas mesmo nada é assim tão definitivo. Assim, o que hoje me parece um final pode amanhã mesmo ser retomado, recomeçado, continuado. Aprendi que tudo – ao contrário do que imaginava – tem um princípio e um fim, assim como este blog, por exemplo!

Descobri o amor incondicional que um pai sente por um filho. Algo que só se pode sentir, e não saber.

Este blog passou a fazer parte integrante da minha vida. Não só pelas situações que descreveu, ou pelos momentos de reflexão que me permitiu. Tornou-se quase uma parte autónoma, que me descreve tão bem. Mais do que acontecimentos, situações, ele revelou estados de espírito. Emoções. De uma forma – dizem – por vezes pouco transparente. Assim serei eu… talvez. Deserto de me fazer ler, de me fazer entender, muito mais por palavras escritas do que por palavras ditas.

Ainda me espanto por quantos me souberam aqui encontrar, por tantos que aqui vieram uma e outra vez, encontrando aqui algo de interesse para ler. Por quantos me comentaram, nas suas palavras que significaram tanto para mim!
Aqui encontrei cumplicidades, semelhanças, soube aceitar diferenças. Descobri diferentes opiniões. Encontrei novos amigos, que me escutaram. Aprendi – também aqui – muito! Convosco!

Este blog termina aqui. Num misto de (já) saudade, num vazio que se revela intenso… num olhar para o futuro, de amor, de esperança. Num olhar de emoção.
O tempo para o escrever escasseou tantas vezes. Não tantas vezes quanta foi a falta que me fez aqui escrever.
Estranho como por vezes as coisas acabam mesmo antes de as darmos por terminadas. Assim foi com este blog. A verdade é que já tinha terminado há uns meses, certo? Mas por vezes é preciso terminar as coisas como deve ser. Encontrar o tempo e o espaço certo para o fazer.

O futuro trará novos tempos para escrever, talvez noutro lugar, outras palavras, outras e as mesmas histórias. Estas mesmas histórias que vos trouxeram aqui, as mesmas que me preenchem, e que falam de um sonho: aquele que se pede à ‘primeira estrela’ que vejo no céu, à noite. Aquela que me trouxe não uma, mas duas pequenas e perfeitas estrelinhas! Que preenchem a minha vida e o meu coração. Aquelas por quem sou capaz de fazer tudo, aquelas que representam tudo para mim!

…Aqui ilustradas por um sol dourado a brilhar no céu azul de Janeiro. Deste mesmo Janeiro que encerra e inicia histórias, como esta!

2006/12/22

feliz natal!

2006/11/25

peço desculpa pelo incómodo, mas...

Depois de ver isto, e de ler o poema que se segue, não pude deixar de o colocar aqui.

Não consigo sequer imaginar algo assim. E pensar que são crianças como as minhas, que tantas vezes serão abusadas, maltratadas... E que podiam ser doces, como as minhas. Há coisas no mundo que eu ainda não consigo mesmo entender... Fiquei mesmo perturbado, desculpem.

Qualquer coisa não se esqueçam, liguem 800 202 651.

Cá vai:


O meu nome é "Sara",
tenho 3 anos

Os meus olhos estão inchados,
não consigo ver.

Eu devo ser estúpida,
eu devo ser má,
o que mais poderia pôr o meu pai em tal estado?

Eu gostaria de ser melhor,
gostaria de ser menos feia.
Então, talvez a minha mãe me viesse sempre dar miminhos.

Eu não posso falar,
eu não posso fazer asneiras,
senão fico trancada todo o dia.

Quando eu acordo estou sozinha,
a casa está escura,
os meus pais não estão em casa.

Quando a minha mãe chega,
eu tento ser amável,
Senão eu talvez leve
uma chicotada à noite.

Não faças barulho!
Acabo de ouvir um carro,
o meu pai chega do bar do Carlos.
Ouço-o dizer palavrões.

Ele chama-me.
Eu aperto-me contra o muro.
Tento-me esconder dos seus olhos demoníacos.

Tenho tanto medo agora,
começo a chorar.

Ele encontra-me a chorar,
ele atira-me com palavras más,
ele diz que a culpa é minha,
que ele sofra no trabalho.

Ele esbofeteia-me e bate-me,
e berra comigo ainda mais,
eu liberto-me finalmente e corro até à porta.

Ele já a trancou.
Eu enrolo-me toda em bola,
ele agarra em mim e lança-me contra o muro.

Eu caio no chão com os meus ossos quase partidos,
E o meu dia continua com horríveis palavras...
"Eu lamento muito!", eu grito

Mas já é tarde de mais,
o seu rosto tornou-se num ódio inimaginável.
O mal e as feridas mais e mais,
"Meu Deus por favor, tenha piedade!
Faz com que isto acabe por favor!"

E finalmente ele pára, e vai para a porta,
enquanto eu fico deitada,
imóvel no chão.

O meu nome é "Sara",
tenho 3 anos,
esta noite o meu pai *matou-me*.

2006/11/08

feitiço

Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite, me guia de dia e seduz...

Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
Ter o céu como fundo, ir ao fim do mundo e voltar...

Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!
O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...

Eu gostava que olhasses
para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo, um olhar em segredo, só para eu
Te abraçar...

Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!
O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...

O primeiro impulso é sempre mais justo, é mais verdadeiro...
E o primeiro susto dá voltas e voltas na volta redonda de um beijo profundo...

Eu...
Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!
O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Eu...
Não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!
O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Como tu...

(André Sardet)

susto

Há momentos que nos marcam definitivamente.
No meio desta vidinha (supostamente) perfeita, são ‘sustos’ que apanhamos, que nos fazem reflectir sobre as relações que mantemos com as pessoas, sobre o modo como encaramos a vida, sobre tudo em geral. Momentos que nos marcam, que nos levam a avançar, que nos fazem crescer, que nos atiram para a frente.

Vivi um momento desses. Poucos de vocês sabem sequer o que se passou, porque acabou por não ser nada. Mas foi o suficiente para me fazer pensar. E para me fazer um pouco de tudo isto.

Para me deixar a querer sugar mais e mais da vida, a cada instante. Para me retirar um pouco mais do (pouco) sono que tenho.
Tudo está bem, quando acaba bem.

um dia depois

Afinal não custa assim tanto fazer trinta. Ou não custou assim tanto fazê-los. Se calhar porque as coisas não mudam assim tão repentinamente. Se calhar porque até consigo – de momento – ir vivendo a minha vida um pouco como gostaria. E porque acredito que algumas coisas que não estão no devido lugar vão acabar por mudar.

Alguém importante se esqueceu de me dar os parabéns ontem. E isso magoou-me. Ainda não sei se foi intencional ou não. Acho que não vou dizer nada – tão típico meu!!

A questão do desagrado com os trinta é mesmo uma coisa física. Acho que em tempos ouvi dizer que o ‘auge’ da sexualidade masculina era por volta dos 20 anos, enquanto que das mulheres era pelos 30. A ideia de já o ter ultrapassado, e me encontrar na fase ‘depois de’, na fase ‘decadente’, dá uma sensação estranha. Parece que já estou na segunda metade da minha vida. Naquela em que estamos mais próximos do final do que do início. Como na segunda metade das férias, em que começamos a fazer a contagem decrescente para regressar ao trabalho. Fiz-me entender?

A verdade é que não sinto diferença nenhuma. Talvez não diga o mesmo aos 40, hehe!

Seja como for, estou a ultrapassar esta ideia de relutância contra os trinta. Estou mais velho, é certo. Tenho menos cabelo e mais pêlos no corpo, do que aos vinte. Mas não tenho barriga nenhuma e acho que vou continuar assim! Fez-me bem ir ao ginásio, porque acho que melhorou a minha forma física de lá para cá. Por isso, no geral, até acho que estou melhor (hoje, pelo menos)!

Se calhar tinha que vir aqui para escrever esta mensagem com um sentido positivo…!

2006/11/07

trinta

Agora mesmo, é isso: faço 30 anos!
Alguém acredita? Alguém faz ideia o que isso é? Se souberem, digam-me, porque eu não faço a mínima ideia! E mais uma vez, nem sequer tive muito tempo para pensar nisso.

É assim mesmo, de repente, de um minuto para o outro, acabaram-se os ‘vintes’, e entrei definitivamente nos ‘trintas’. Penso no quanto mudou a minha vida na última década, e imagino como serei diferente daqui a outros dez anos.

De há uns anos para cá (poucos), preferia não fazer mais anos. Mas é verdade, este ano custa mais do que os outros. A diferença que eu sinto? Nenhuma. Absolutamente nenhuma, até agora. Gosto de me sentir jovem. De fazer, pensar, sonhar como os mais jovens. Apesar de uma parte da minha vida estar perfeitamente enquadrada na idade dos trinta anos – a vida familiar organizada, duas crianças pequenas, a minha vida profissional – certo é que a minha mente está muito mais no início dos vinte, do que perto dos trinta.

Tenho hesitações e dúvidas como um jovem de 20 anos. Sonhos, projectos. Arrisco, muitas vezes sem pensar no amanhã. Não é no futuro, é mesmo no dia seguinte. É verdade que as minhas decisões acabam por nem sempre ser tão impulsivas assim, mas ponho tudo em causa, constantemente. Como quem busca o seu caminho.

Se era isto que esperava ter encontrado, aos trinta… não encontrei. Se esperava ver tudo estabilizado à minha volta, parece que não. E no entanto, não sei bem porquê.

Há dias, conversa entre amigos a comentar o facto de eu ir fazer trinta anos (ora, que bom tema), foi qualquer coisa como isto:
- Então, estás ansioso?
- Não, ainda não pensei muito nisto. Acho que não trás grandes vantagens, estou a ficar mais velho. Tenho mais rugas, mais olheiras, e menos cabelo. Vantagens? Zero.

As mulheres aos trinta estão melhores – acredito. Mais maduras, dizem. De facto têm outra segurança, outra presença, que não têm no encanto dos vinte. Uma mulher aos trinta é interessante. Têm outra história. A menos que seja uma frustrada, ou uma solitária desesperada à procura de marido.

Um tipo aos trinta o que é que tem a mais? Ninguém acha que está a ficar para trás se estiver sozinho. Mas a verdade é que o envelhecer não parece ser tão generoso. Estou eu para aqui a pensar nisto. A esta hora, imaginem!!

O meu irmão – na mesma conversa – dizia-me que não estava nada de acordo: que aos trinta sabe-se mais coisas do que aos vinte. Sabe conduzir melhor, e escolher um bom vinho, por exemplo… Ok. Eu conduzir até acredito que sim, mas não hoje melhor do que ontem, certo? E vinho, não sou muito esquisito mesmo! É certo que ganho mais hoje do que aos 25, por exemplo. Mas… por muitas vantagens que o meu ser tenha HOJE, detesto a ideia de envelhecer.
Por muito que se cumpram objectivos, por muito que se alcancem metas. O tempo a passar é do pior que posso sentir. Tem momentos bons, instantes felizes em que sentimos que estamos a cumprir a nossa missão. Que estamos a conquistar os limites certos. Mas o que me custa é sentir que os anos correm, tão depressa. E que o tempo se consome a si próprio demasiado depressa. Queria viver tudo de novo, mais devagar. Queria poder saborear cada instante o dobro do tempo. E agora não custa muito, mas acho que vou chegar aos sessenta com esta mesma sensação.

Dos vinte para os trinta… apaixonei-me. Fiz novos amigos. Comprei um carro novo. Desentendi-me com a minha família, sem entender bem as suas razões, até hoje. Reencontrei velhos amigos. Afastei-me de alguns amigos. Terminei o curso. Estive na tropa (imaginem)! E fiz mais amigos onde menos esperava encontrá-los. Comecei a trabalhar. Constituí uma sociedade. Perdoei a quem me magoou. Comprei uma casa. Fiz obras. Casei com a mulher dos meus sonhos. Viajei um pouco. Reaproximei-me do meu irmão. Perdi a minha avó. Comprei outro carro. Comecei a trabalhar sozinho, e desenvolvi outras actividades. Fui pai pela primeira vez. Descobri que só algo tão mágico como ser pai me podia ligar de novo à minha família sem ressentimentos. Senti que tinha a minha vida preenchida. Descobri sentimentos que não imaginava existirem. Perdi o meu cão. Decidi aventurar-me num novo investimento. Conheci novos ritmos de vida. Aprendi a dar valor à tolerância, à autenticidade das pessoas à minha volta. Reaproximei-me de alguns bons amigos. Sonhei, reencontrei no meu amor a vontade de sermos pais novamente. Descobri que podemos ser muito importantes para alguém, quando menos esperamos. Fui pai pela segunda vez. Sucedi-me bem nos investimentos que fiz. Adquiri novos sonhos, novos projectos. Aprofundei cumplicidades, fiz novos amigos. Ponho tudo em causa, por vezes só para ter a certeza de que este é o caminho certo. Será?

Às vezes apetece-me largar tudo! Mudar tudo! Deixar o ritmo acelerado a que vivo. Esquecer os objectivos planeados que nem sempre nos saem como imaginámos e partir em busca de espaço. De tempo. De outros valores. Se calhar estou no bom caminho, e só não me dou conta disso.

Apetece-me viver devagar!

Hoje, faço trinta anos. E sinto saudades de quem não tenho próximo de mim. De quem não me pode tocar. De quem não me abraça. Do tempo que já passou. Das emoções que vivi até hoje. Não posso ficar nos 29 para sempre, não?

2006/11/02

na mente das minhas princesas

Sempre me questiono muito sobre o que vai na mente das minhas filhotas. Como é que elas vêem o mundo, o pai, a mãe, a família que lhes oferecemos, a casa, o colégio – tudo! E nas diferentes idades em que se encontram.

Começo por imaginar o que estão a achar ‘do mundo’, logo que nascem. Deve ser estranho – tudo deve parecer estranho quando se sai cá para fora. Os diferentes colos que lhes são oferecidos. As conversas que se escutam, agora com tanta nitidez. As luminosidades dos diferentes locais. A sua casa, que começa por não ser mais do que um espaço estranho, talvez com alguns sons familiares. Ver a mãe, do lado de fora, pela primeira vez. Encarar e conhecer o pai. Desta vez a mana, e também toda a família.

Só mais tarde, quando a Madalena começou a falar, pude depreender que o seu entendimento do mundo, das nossas conversas, era já bastante superior ao que imaginávamos. Parece que vivem mais alheadas de nós, do que estão na realidade. E cada acontecimento parece rapidamente transformar-se num estímulo. Por vezes parece que estas pequeninas nos conhecem muito bem, bem demais até!

Sente-se empatia no olhar delas por nós. Um sorriso, revela tudo! Enche-me a alma. Preenche a minha existência.

Conquistam-se os momentos, as histórias. Descobre-se a família. Assim foi com a Madalena. Tantas e tantas coisas descobri através dos olhos dela. Tantas outras ultrapassei, tentei esquecer, pela sua autenticidade, pela franqueza dos seus sentimentos e emoções. E tudo isto se acentuará com Mercedes. Todos estes laços, meios baralhados, que nos unem.

Pergunto-me por vezes se reagimos bem com a Madalena. Será ela feliz? Parece-me que sim, embora por vezes me pareça que não estamos a encontrar as melhores soluções para determinadas questões. Mas é divertida, sempre muito educada fora de casa, por vezes tonta, teimosa, e com as birras normais de qualquer criança de dois anos e tal (mas que nos tiram do sério, isso tiram)!

Que pensará ela de nós? De mim? Estas duas princesas significam o mundo para mim!

2006/10/19

como?

Como é possível já gostar tanto de alguém que tem apenas 2 meses e meio?

2006/10/11

dois meses

Escrever aqui tanto tempo depois é até estranho! Sempre tenho mais facilidade em começar algo novo, do que modificar, alterar algo. E a verdade é que este primeira estrela – eixo reflector da minha vida, está a precisar de uma mudançazita. Assim, apetece-me mais escrever noutro lugar. Como se fosse um projecto que carece de alterações, e que a mim apetece-me logo pegar numa folha em branco e começar a desenhar algo novo… mesmo que por vezes chegue à conclusão que a solução obtida se aproxima muito do inicialmente proposto. Mesmo que fique igual ao projecto inicial. Mesmo que fique pior, e que chegue à conclusão que o primeiro desenho era uma melhor solução.
Trata-se de reflectir, vazar a mente, começar de novo. Como morrer e nascer de novo. Às vezes precisamos disso.

Pior é quando morremos, nascemos de novo, e por algum motivo estranho, voltamos a morrer – devagarinho – para quem sabe voltarmos a nascer de novo mais tarde.

Mas chegar aqui e ver os vossos comentários, ver que em dois dias o ‘counter’ do meu blog indica ainda muitas visitas, apesar de nada escrever há quase dois meses, leva-me a escrever aqui, mesmo que pouco, mesmo que sem muito sentido. Mesmo que tenha de encontrar outra ‘casa’ para onde deitar estas letras. Vá-se lá saber porquê.

Tudo está bem com as pequenas estrelas!

A Madalena adaptou-se muito bem à presença da irmã. Tranquilizou-se, depois dela nascer. Claro que faz birras estranhas por vezes, que temos dificuldade em controlar, mas está na idade disso (é o que ouço dizer). Continua a criança doce, meiga e inteligente que sempre foi, embora por vezes nos consiga tirar do sério, literalmente. É muuuuito teimosa, quando quer, com a determinação de um adulto.

A Mercedes é uma bebé saudável, mas muuuito pouco organizada. Ter um bebé pequenino por perto, faz-me sempre pensar naquilo que eles estão a pensar. E era sobre isso, sobretudo, que queria ter escrito aqui. Tão pequeninos (ou nem por isso), saem do conforto estável da barriga da mãe, para um mundo estranho, completamente diferente, onde toda a gente lhes quer pegar, dar colo, falar… onde acontecem as coisas mais estranhas. Colocam-nos na cama, na espreguiçadeira, no ovinho. Dão banhos, mudam fraldas. Se isso parece ser sempre um impacto de ‘tantas-coisas-para-fazer’, imaginem para elas. Estranho, no mínimo. No entanto, com o passar do tempo, parecem habituar-se (eles e nós), e tudo parece começar a fazer sentido. Tudo é normal.

Estamos agora a entrar nessa fase. Acho que finalmente a Mercedes se começa a organizar. Durante mais de 2 meses teve muita dificuldade em compreender os espaços entre as refeições. Não se pode dizer que seja uma bebé muito tranquila. Acho que estava mesmo com dificuldade em entender o mundo (deve sair ao bronco do pai)!

Depois de beber o leite agora, tanto podia querer novamente daqui a duas horas, como 3 ou 4. E nesse intervalo, tanto podia adormecer automaticamente, como estar a chorar incessantemente. De noite ou de dia, com a Mercedes tudo era possível. Não me parece que fossem muitas cólicas, ou algo assim. Acho que era mesmo falta de organização.

Na semana passada deu-me ideia que se estava a começar a orientar. Depois de duas noites sem os papás, pareceu-me que não, novamente. Mas agora estamos a tentar novamente dar-lhe a segurança que ela precisa para estar bem.
E isso parte sobretudo dela. Do momento em que se sente bem e começa a olhar para o mundo ao seu redor. No momento em que ela conhece mais do que a expressão de quem lhe pega ao colo. No instante em que sorri para alguém mais do que a mãe. Neste despertar que lhe dá força e segurança!

É fantástico ver como são semelhantes e diferentes em tantos aspectos! A Madalena tem mais traços meus, a Mercedes mais da Bárbara. Ambas de olhos rasgados (em pequeninas), com muito cabelo, as pestanas grandes, mais penteadas que as minhas! Os gestos tantas vezes semelhantes, as expressões, talvez o sorriso.
Diferentes no modo como se acalmam. A Madalena utilizava bem a chucha, esta procura a sua própria mão. No entanto, a Mercedes precisa muitas vezes do colo para se tranquilizar. De barriga para cima, depois para baixo, depois novamente para cima, agora em pé, ou sobre os nossos ombros… sempre de um lado para o outro, dificilmente se acalma se estivermos parados. Nunca sentados, nem pensar!

É cansativo ter uma bebé assim em casa, é certo. Mas é muito bom, sentir as duas tão ligadas. Ok, a verdade é que a Mercedes parece mais ter medo da Madalena, do que outra coisa. Deve achar a irmã muito barulhenta, muito mexida, pouco tranquila.
Mas a Madalena adora-a! Pergunta sempre por ela, quer dar-lhe beijinhos, mimos, todos os seus brinquedos, e estar sempre perto dela. E isso deixa-me preenchido!

Tudo o resto, penso que os beber por vezes são mesmo assim. Temos de ter paciência com ela, com elas, porque a Madalena também é muito pequenina ainda.

Entretanto lembro-me de tantos episódios que tenho para contar…! Depois passo por aqui para actualizar. Só não prometo que seja breve!! E peço-vos desculpa por isso.

Agora vou… mas volto!

2006/08/14

1 de Agosto 2006

Pelos vistos é assim: há emoções que só se escrevem em papel, à luz de uma lua em quarto crescente, para mais tarde passar para o computador!...

Mais do que detalhes de uma história, aquilo que senti nesta noite conta-se assim.

No reboliço de um novo dia, de uma família mais cheia, de uma história que se escreve para sempre de um modo absoluta e definitivamente diferente.

Nesta noite, chegou até mim a minha filhota Mercedes!

Ainda que o facto de já ser pai deixe prever ou antever muitos dos passos, as emoções são agora tão ou mais intensas, na medida em que sei melhor o que esperar.

Ter uma filha - agora duas - foi a melhor e mais surpreendente coisa que aconteceu na minha vida! O resultado puro do amor que sinto pela Bárbara, dos nossos sonhos e do nosso desejo. Cada dia que passa elas dão mais sentido à minha vida!

Na correria dos dias que passam, vemos mudar luas no céu da noite, sem que nada deixe prever a tua chegada. Até ao momento certo, em que tu decidiste nascer.

Num misto de dúvidas, de ansiedade, mas na certeza de que tudo ía correr bem, tive oportunidade de assistir ao teu nascimento. É mais 'o privilégio', porque foi de facto um momento mágico e cheio de significado.

Não vou saber expressar a admiração que senti pela Bárbara, pela coragem, pela força e resistência, pela determinação extrema, num grau que não lhe conhecia. Surpreendeu-me mesmo, porque foi espectacular! E estar ao seu lado, só assim, sem deixar, foi muito importante para mim. E parece que para ela também.

Líquido amniótico à 1h, em casa. Contracções de 6 em 6 minutos, desde logo. Preparar tudo, a Bárbara a tomar um duche entre as contracções, enquanto ligo à minha mãe para ficar com a Madalena, que dormia descansada... Trocar a cadeirinha de carro, deixar as chaves e tudo mais, para que a Madalena pudesse ir ao colégio no dia seguinte, tendo um dia normal, até que lhe pudesse explicar o sucedido. Só quis assegurar-me que neste momento que ela tanto esperava, tudo não lhe parecesse confuso, ou que despertasse nela mais ansiedade e insegurança.

Viagem tranquila até ao hospital, chegada às 2h.

A Bárbara entre às 2h15, logo após a inscrição. Fica 40 minutos lá dentro, e depois sai, entregando-me a roupa. Diz-me pouco, continuamos sem saber muito. Continua com contracções e tem 3cm de dilatação. Muito pouco ainda. Não podendo o parto ser induzido, o que acontecerá? Em minutos chamam-na novamente. Decido arrumar as coisas no carro. Quando regresso, como qualquer coisa, enquanto espero que ela saia novamente.

Estou sozinho. Ainda me ocorre ligar a alguém. Mas estranhamente apetece-me estar sozinho. Não me sinto desacompanhado. Alguém parece ouvir isto, e eis que me chamam para o bloco de partos!!

A Bárbara já tinha entrado, e estava deitada, monitorizada, com contracções. Diz-me que não vai levar epidural. Fico assustado, penso em falar com alguém. Estamos com 40 semanas e 2 dias (já 3), o outro parto foi de cesariana, por isso é quase como se fosse um primeiro parto, e para além disso pensamos que a bebé será grande, tendo em conta os dados da última ecografia… Penso que não pode correr bem! Mas a B. explica que lhe disseram que já não dá tempo, que ela já tem muitas contracções. Vai correr tudo bem!

Continuam as contracções mais ou menos de 6 em 6 minutos. Fico vê-las chegar, agarrando a mão da Bárbara a cada uma. As enfermeiras vão e vêm, sempre com um sorriso, um gesto carinhoso ou uma palavra amiga. Tranquilo, o ambiente estava tranquilo, sempre com os batimentos da Mercedes como som de fundo, entre os 130 e os 140 por minuto.

As contracções descem até por volta dos 10, e aumentam rapidamente, 30, 40, 50, 60, 70, até às 80 no final. 5, 6, 7, 9cm de dilatação. ‘Está mesmo quase!’ – diz a enfermeira.

A B. tenta não fazer força, pedem-lhe para esperar. Só vejo números: as horas, o espaço entre as contracções, a intensidade, os batimentos, o peso previsto da bebé. São 5h e pouco, montam um imenso aparato por trás de mim. Dizem-lhe que já está, que pode fazer força quando quiser.

Vem uma, e outra, e outra contracção. A B. faz uma força imensa e dizem-lhe que continue. Imaginava que se complicasse, mas quando ela diz que não vai ser capaz, dizem-lhe que já está, é só mais um bocadinho, que já está a cabeça cá fora! E estava mesmo!!

Mais um pouco e a Mercedes saiu! Linda, perfeitinha, toda roxa e com a cabeça toda amarrotada, toda torta! LINDA! A B. tinha conseguido tudo, e muito bem!

Segurava-lhe a mão, quando me perguntaram se queria cortar o cordão. Porque raio perguntam uma coisa destas? Disse ‘deixe lá’! Acho que o importante era estar ali para a Bárbara, não atribuo um grande significado a isso do cordão. Mas perguntaram de novo, e lá fui! Cortando o cordão e memorizada a sua expressão, colocaram-na sobre a Bárbara. Lindas, as duas! Depois levaram-na para limpar e pesar, e trouxeram-na pouco depois. 3,990Kg!!! É enorme, ficou conhecida como a gorda das 5h da manhã! Deram-ma ao colo, de seguida, enquanto a B. foi cosida.

A enfermeira não conseguiu começar a coser, e chamou uma médica. Esta chegou perto das 6h. Só às 7h15 terminaram… Foi complicado, porque a bebé era muito grande.

Acho que as enfermeiras devem estar mesmo habituadas a ver os pais desmaiar. A certa altura, uma delas perguntou-me se estava bem com a bebé. Claro que sim! Onde é que esperavam que a deixasse?! Era a minha filhota que ali estava! Mas entendo a sua questão. No nascimento da Madalena, não pude assistir, uma vez que foi cesariana. Mas como o médico que a operou é um amigo meu, vi logo a bebé e pude ficar com ela ao colo todo o tempo, junto à B., na sala de recobro. Pesava menos 500g do que a Mercedes, mas o meu braço ficou-me a doer no final do dia!!

Ficaram em seguida as duas no recobro. Só perto das 11h subiram, e ainda as acompanhei ao quarto, empurrando a sua cama (aproveitando a falta de pessoal)! Só assim tive oportunidade de as deixar bem instaladas no quarto.

Foi um momento mágico de partilha. Único e muito importante. Um culminar de uma etapa, um fim e um começo, que tinha de ser assim, neste capítulo da nossa história!

Ao mesmo tempo em muito semelhante, muito é diferente da Mercedes e no modo como ela se relaciona comigo e com a Bárbara.

No decorrer do dia, pedi que nada dissessem à Madalena. Quis ser eu a dizer-lhe, para que não se sentisse logo posta de fora de um assunto que é nosso, desta família.

Quando a fui buscar, disse-lhe que tinha uma surpresa: a mana tinha nascido! Podíamos ir ter com a mamã e com ela, para a conhecer!

Ficou de boca aberta, sentada na cadeirinha do carro, encantada!

Chegamos antes de todas as visitas, fora do horário. Entrámos, e ela viu-as! Ficou espantada, admirada, surpreendida. Talvez um pouco confusa, nos seus ainda menos de 2 anos e meio. Mas quis dar-lhe beijinhos, fazer festinhas, pegar ao colo. E nós deixámos tudo! É a sua mana Mercedes, e ela sabe isso, sente isso!

O dizer-lhe isto, levá-la lá, é mais um momento de grande emoção para mim! Poder acolhê-la, sentir o seu coraçãozinho bater acelerado, a ansiedade de conhecer a irmã. O acreditar que isto terá tanto de positivo, e que será para a vida delas toda! O aceitar as dúvidas.

Tentei que os dias seguintes fossem, acima de tudo, o melhor e mais regulares possíveis para ela. Jantou nos avós, como tanto gosta. Dormiu cá em casa sempre. Foi ao colégio brincar com os amiguinhos, como sempre!

Claro que o seu comportamento se alterou. Mas até agora ela tem sido também muito corajosa, muito bonita!

São as minhas primeiras estrelas, a brilhar nos meus olhos com aquele brilho da primeira estrela a quem se pede um desejo, a cada noite.

E aqui conta-se a sua história, na minha história!

2006/08/09

PÁRA TUDO!

... Porque aqui ao lado, nasceu a Mercedes!

Mais uma história que termina bem, que se enche de perfeição, num ambiente de pura magia!

Em simultâneo, tudo corre a um ritmo acelerado demais. No entanto, o tempo parece abrandar e dar tempo até para pensar, para reflectir. Para reencontrar os outros, para reencontrar o meu lugar.

Nasceu mais uma estrela, definitivamente uma estrelinha! Para povoar a minha casa, para dar mais sentido à minha vida, ao nosso amor, a este blog.

Estou de volta ao trabalho.

A história segue já em seguida!

2006/07/30

aquilo que vemos...

... Nem sempre corresponde à realidade. Ou: 'quem mora no convento, é que sabe o que lá vai dentro', ou qualquer coisa assim.
Temos tendência a comentar, criticar ou mesmo julgar aquilo que vemos os outros fazer. É fácil. É como comentar a vida dos famosos, ou as notícias que vemos na TV. À nossa semelhança, temos sempre o direito de reflectir um pouco sobre o que vemos, ou simplesmente dizer, às vezes sem mesmo reflectir muito.

É bom contar com a opinião dos outros, por muito disparatada que ela possa parecer. Por exemplo, o que seria deste blog sem os vossos comentários? Não teria metade da piada. Para mim, teria muito menos de metade!

Por vezes vemos cenas com crianças que pensamos ser incapazes de repetir. Ok, há cenas e cenas, e violência e coisas assim são mesmo para julgar, para criticar. Mas há situações que por vezes olhamos de uma forma, e que podemos ver de outro modo, se nelas estivermos incluídos. Lembro-me de uma amiga nossa comentar, que uma vez em férias, num país distante e maravilhoso, estava a zangar-se com os seus pestinhas (vá-se lá saber porquê), e uma americana veio repreendê-la. Pensei logo que às vezes me apetece fazer o mesmo, quando vejo situações assim.

Depois de ver mais e mais situações em que me apetece dizer qualquer coisa, cheguei à conclusão que temos de ser mais exigentes conosco próprios, e mais tolerantes com os outros. Porque por vezes, apesar da minha filhota ser um anjo, também eu sou capaz de a repreender, de me zangar, se ela não dorme, se ela não come, se ela não quer tomar banho, vestir as cuecas, se ela faz chichi no meio do quarto (sempre no mesmo sítio)... etc.

Nunca lhe bati, e espero nunca vir a fazê-lo. Ainda que aceite que uma palmada num dado momento pode doer menos que uma repreensão. Mas não acho necessário, só isso. Mesmo quando me zango com a Madalena, fico com o coração partido, logo depois. Mas ela consegue - por vezes - tirar-nos do sério! Ontem por exemplo, levou horas a dormir a sesta. Mas que precisava, precisava, dormiu mais de duas horas... mas teve de chorar primeiro, depois de ter tentado adormecer com o pai, depois com a mãe... às vezes é preciso alguma persistência. Criar regras é difícil, mas é necessário. Não necessita, de facto, de muitas repreensões. Necessita de compreensão, de carinho, de firmeza q.b.

Como tudo o resto na vida. Não será verdade que todos os casais discutem? Mesmo os que nos parecem mais sólidos, mesmo aqueles que parecem estar sempre bem, sempre apaixonados, têm os seus problemas, os seus desentendimentos. O que os motiva?
Tenhamos muito ou pouco, sejam os nossos filhos uns anjos ou umas pestes, todos e cada um de nós estamos contentes, e ao mesmo tempo preocupados com os nossos problemas, tenham eles ou não alguma dimensão significativa para quem está de fora.
E aquilo que tanto incomoda ou causa dificuldades a um, pode ser de menor importância para outros. E vice-versa. O que parece um problema para o outro, pode não ser nada para o primeiro.

Claro que isto se aplica a pessoas como nós. Porque é claro que há quem tenha problemas reais, que qualquer um consideraria de peso. Mas para esses casos, há que aprender a lidar com as situações. Mesmo quando parece muito difícil...

Hoje, conta-se mais um dia. Será que ela vai nascer a dia 30, como a mãe?

Sorte.

Hoje, considero-me com sorte!

2006/07/29

há dois anos...

Cinco meses, duas semanas e seis dias atrás, nascia a Madalena!

Depois de uma gravidez com algumas questões e exames, a Madalena nasceu PERFEITA! E isso era tudo o que podíamos desejar!
A única coisa que contrariou o desejado, é que ela não deu a volta, pelo que o parto teve de ser por cesariana.

Não costumo perder-me com este tipo de pormenores, mas cá vai!

Uns dias antes, descobri através de uma amiga minha que um outro amigo comum, também médico, estava colocado no hospital onde pretendíamos fazer o parto. Dois dias antes, encontramo-lo no Colombo, e ficamos de lhe dizer alguma coisa na sequência da consulta que estava marcada. No dia marcado, a médica que observou a Bárbara disse que o melhor era ela ficar logo lá, porque a Madalena estava a preparar-se para sair. Minutos depois estavamos a combinar tudo com o meu amigo. Ainda tivemos oportunidade de vir a casa, arrumar as coisas, a Bárbara tomou um duche, e voltamos para o hospital.
Ele trocou de turno com uma colega para fazer o parto, e pouco tempo depois eu estava com a Madalena nos braços, de body roxo vestido. E depois por todo o tempo do recobro, junto à Bárbara e com a Madalena ao colo.

A cirúrgia correu muito bem, mas a recuperação foi algo dolorosa. A Bárbara foi sempre muito corajosa, mas ficou sempre a desejar que numa próxima gravidez pudesse ter um parto normal...

O resto desta história, conta-se aqui.

2006/07/26

um dia de cada vez

Ora escrevo aqui... ora aqui!

Nada. Novidades? Naaaada!

A lua nova levou consigo algumas ansiedades. Incertezas. Dúvidas e hesitações. As coisas que se sentem são assim mesmo: umas vezes mais intensas que outras. Umas vezes mais marcantes. Outras vezes deixam-nos leves. Felizes. Preenchidos. Naquela noite sentia-me um pouco perdido, como em tantas outras. Ao escrever um post longo imaginei que ninguém o lesse mesmo. Mas parece que não é bem assim!

Hoje fomos caminhar juntos para a praia! A Madalena ficou no colégio a brincar com os amiguinhos, como ela adora. Depois espaço para mais umas compras, necessárias, mesmo à última hora. Ainda tive tempo para vir ao atelier fazer uns telefonemas e programar mais uns trabalhos. Agora sim, estou descansado, porque tenho (quase) tudo organizado.

Ouviste? Podes nascer!!

2006/07/24

vinte mil

Usualmente acedo aos blogs que estão nos meus links através do Primeira Estrela. Ontem, reparei que estava quase a chegar aos 20.000.
E pensei: quem será?

Hoje, ao aceder ao meu blog, fui o número 20.000!! Não sei o que pensar disto!... Vinte mil visitas ao meu blog... o que será que vêm aqui ler?

2006/07/23

tantas coisas

Atrever-me-ía mesmo a dizer que todas as coisas, as relações, se constroem e constituem de vários detalhes, de pormenores, de dedicação, de empenho, de amor. Aplicados, consoante os casos.
Quer se trate de uma relação amorosa, de uma outro relacionamento, de trabalho. De um misto de tudo isto. Variando de acordo com a situação.

Todas elas, invariavelmente, se constroem com o tempo: dias, semanas, meses, por vezes anos.

E num ápice, sem aviso, sem justificação, um pormenor, um momento, parece poder destruir tudo aquilo que se construiu. Como se um pequeno detalhe valesse mais do que todos os outros.

Não raramente um detalhe de menor importância. Pelo menos, não tão importante como o todo.

Importante o bastante para destruir qualquer coisa para sempre.

Não era um post assim que se esperava aqui hoje, pois não? Às vezes, as coisas são mesmo assim. São os dias que se fazem de tudo e de nada.

2006/07/17

o que pensas tu?...

... de tudo isto?

Se ouves com tanto detalhe e atenção tudo o que dizemos, tudo o que fazemos, mesmo quando estás noutra divisão da casa, ou quando parece que estás a fazer outra coisa qualquer, o que pensarás tu de tudo isto?

Consegues estar a brincar, na sala, enquanto nós acabamos de jantar, nos teus diálogos com os bebés (os teus filhos), escutando e respondendo às nossas conversas, e ainda comentando as notícias que dão na SIC. Como é que fazes isto?

E ris-te, deliciada, quando eu - na casa de banho, do outro lado da casa - faço brincadeiras com os teus brinquedos, para te convencer a tomares banho, quando chegas a casa e queres é (continuar a) brincar!...

De manhã, a mãe diz-te que vais ao colégio, ter com os amiguinhos. Decides fazer uns telefonemas antes de ir, para te assegurares que estão lá todos. Pegas na tua mão, marcas uns números imaginários, e dizes, ao mesmo tempo que colocas a mão ao ouvido:

"- D., estás na sala?"

Falas também com a C. e com a M.

Ao final do dia, grande agitação, para terminar. Descobriste que gostas de andar de carrocel... MUITO! E nos últimos dias, não tem havido outra coisa para ti!
A primeira vez que andaste, parecias não estar a gostar muito. Ar sério e muito compenetrado. Escolheste um cavalinho verde, em que foste com a avó G. A seguir quiseste ir sozinha, porque o avô também tinha ido sem a avó! E foste mesmo, com a mesma expressão.
Só temos a certeza de que ADORAS porque só sais de um para ir para outro. De outro modo, não descolas mesmo!! E depois queres um carrinho, e outro. E por vezes nem dás oportunidade de te retirarmos no intervalo, e acabas por andar outra vez!!... É um rir!
Queres é festa. Diversão. E arriscas, queres andar em tudo!!

Em que pensarás tu, quando estás a andar, com aquela expressão a que parece ser difícil arrancar um sorriso?

2006/07/11

troca de olhares

Acho que a memória, o instante mais intenso de que me recordo, foi aquele em que senti o olhar da Madalena pela primeira vez pousado em mim.
Todo o tempo de expectativa em relação àquela bebé, àquela gravidez, ao sonho de ser pai, toda uma vida (ou duas) traduzidas naquele instante, em que o meu amigo, o Dr. Paulo me entregou a minha filhota nos braços, envolvida por um 'body' violeta (roxo)!
Tão pequenina, e ao mesmo tempo tão grande, para ter saído daquela barriga que bem conhecia! E ao mesmo tempo que os meus olhos tentavam decorar aquele rosto, aquela expressão, os seus faziam já o mesmo, com aquela certeza e aquele sentimento que diz: 'és tu, o meu pai, finalmente te conheço!'
Este encontro, aquele olhar observador, jamais deixará o meu pensamento. E invade-me de novo agora, à medida que um novo encontro se aproxima.

As trocas de olhares sempre fizeram parte da minha vida, ou não fora assim que me apaixonei pela Bárbara! Aquilo que os olhos podem dizer, quebra muitas vezes o silêncio, traduzindo o que as palavras não sabem expressar.

Assim foi então. Assim foi naquele final de tarde há dois anos e pouco atrás. E assim será agora.

2006/07/05

a muito poucos dias

Falta pouco para a Mercedes nascer. Muito pouco, tenho a certeza.

Entretanto, na minha mente voam - a uma velocidade alucinante - todas e mais algumas questões possíveis e imaginárias. Lógicas e absurdas.

Pelo meio de demasiadas questões, pensamentos, reflexões aceleradas e planos para o futuro, resta-me um grande sentimento de vazio. Um VAZIO enorme. Que não devia fazer qualquer sentido. Que não faz qualquer sentido. Mas que existe. Que está presente.

Parece que tenho ou devo resolver tudo agora, sobre uma série de coisas, decidir uma série de coisas, mas ao mesmo tempo parece que estou de pés e mãos atadas. Tanta coisa a acontecer, e eu como se estivesse só a ver. Não é bem assim, a verdade é que estou mesmo a fazer uma série de coisas. Mas talvez essas coisas não valham de nada, e eu esteja só a chegar a essa conclusão agora, à medida que as vou realizando, arrumando, programando.

Confusos? Também eu.

Há lados de mim que nem eu pareço compreender muito bem. E que numa altura destas é mesmo a pior altura para explorar. Tantas questões sobre as quais falar, ou escrever, e tão pouca vontade. Ou tanta. Sei lá.

Mas como é meu hábito, as minhas dúvidas eu guardo só para mim.

E escrever aqui resume-se a isto mesmo: baralhar ideias. Deitar fora um sentimento inadequado, desapropriado à altura.

Como tantas outras vezes, há que seguir em frente. Pensar depois.

(...)

Os dias passam e cada vez a confusão na minha cabeça parece maior... Enquanto se resolvem e se arrumam gavetas, outras permanecem tão perdidas que simplesmente não sei por onde começar, para que tudo fique no seu lugar.

Hoje... não é um bom dia para escrever.

2006/06/20

miss alfama 2006

Não, não estou a falar das marchas de Lisboa!

Outra das palavras que a Madalena diz de um modo curioso é alfama (ok, deve ser alfâna, mas parece o mesmo). O que ela quer dizer: almofada!

Mas como ela tenta sempre superar-se na linguagem, outro dia, quando perguntei à B. se sabia quem tinha ganho as marchas e ela respondeu 'Alfama', a pequena M. descobriu que para ela, Alfama e almofada eram a mesma coisa. Isto já aconteceu com botão e Sebastião, por exemplo, que era sempre 'batão'...

Quando se dá conta destas desigualdades, ela tenta logo afincadamente melhorar a palavra que está mal. Assim, disse logo 'alfáda', e depois, 'almfáda', o que ficou perfeito!

A verdade é que, de há uns tempos para cá, a Madalena habituou-se a dormir com uma almofada. Ainda não cheguei à conclusão se dorme melhor assim, ou não, mas tornou-se um hábito 'de crescida', já que nós dormimos com almofada também.

Por vezes, quando estamos mesmo cansados, e se ela está a dormir muuuiiito mal, ou para um mimo de manhã, deixamos ela vir um pouco para a nossa cama. Ela levanta-se de noite, e vem até junto de mim. Normalmente colocava-a na nossa cama, e depois ía buscar a sua almofada ao quarto dela.
Nos últimos dias, quando quer mesmo vir para a nossa cama, vem já de chucha, ó-ó, e com a almofada debaixo do braço. Tipo: "- Já não me falta nada, vêem? Não quero dar trabalho nenhum!!"
É a 'miss almofada', a desfilar pela casa...

2006/06/12

adoro...


...esta miúda, já o tinha dito?! És sempre a minha razão de viver!!

um lugar comum

Por vezes não entendo muito bem certas coisas. Certas pessoas. As voltas que a vida dá sobre si mesma, para muitas vezes não chegar a lado nenhum diferente. Por vezes, dá voltas para chegar a um lugar mesmo diferente, só para nos mostrar que não mudou absolutamente nada.

2006/06/07

dicionário primeira estrela

Aqui ficam mais algumas palavras saídas directamente da boca e da imaginação da nossa M. Grande.

  • caçapete - capacete
  • a-pistior - a pistola?! Onde é que ela ouviu isso?!?? - Ah... ok, é só o 'aspirador'...
  • puxar o alcoolismo - não, não está a falar do pai, é apenas o autoclismo!!

ma-da-le-na!

Como é bem verdade, as crianças sempre crescem e se desenvolvem em casa dos avós! Assim foi com a M. nos dias que esteve em casa do avô C. Logo à chegada - e ainda antes de as ter deixado lá sozinhas - aprendeu a dizer correctamente o seu nome: Ma-da-le-na! Um bocado espanholado, é certo, mas o que é que havemos de fazer. Foi no Domingo, dia 28, que ela disse pela primeira vez o seu nome como deve ser. Nada de Manêna, ou Ma-Lena. Madalena. E tão contente que fica que por vezes diz: Madalenamadalenamadalena!!

Claro que, já depois disso, disse muitas vezes Manêna - acho que acaba por ser afectivo, não há nada a fazer! E depois houve outras duas vezes em que lhe perguntei o nome e respondeu uma vez:

- Mercedes. O meu nome é Mercedes - com um ar sério mas maroto.

E da outra vez:

- Maíana - por várias vezes diz que se chama Mariana, não há como evitar. É completamente do contra!!

2006/05/29

home alone

Acabo de chegar a casa. Se estar aqui sem e Madalena já é silencioso e vazio, estar aqui sozinho ainda é mais. Não, a Mercedes ainda não nasceu (seria cedo demais)! Mas a mamã Bárbara vai ficar uns dias a descansar, e ficou com a pequena M. consigo também.
Como alguém tem de ir trabalhando um pouco por aqui, vim eu de regresso a casa, como planeado.

Não as ter junto a mim - a todas! - dá espaço para reflexão. Dará? Não será por muito tempo. No entanto à medida que aquela corda imaginária estica, sinto que ela não se parte nunca. As minhas princesas, as minhas três princesas estão lá. Com o meu coração guardado entre elas. Custou escutar a Madalena chorar um bocadinho e dizer que não queria que o pai fosse embora. Ao mesmo tempo sabe bem sentirmo-nos queridos, ainda que fosse mais sono e cansaso do que outra coisa.

Por certo vão ficar bem, e a distância não é assim tão grande. Vai ser bom para a Bárbara descansar um pouco - espero que descanse.

Só vai é deixar deste lado um monte de saudades. Sobretudo ao final do dia, quando aqui chegar a casa, e não as encontrar... E durante o dia, porque vou tê-las sempre no meu pensamento, guardadas com mais força porque estão geograficamente mais longe.

Um abraço apertado para as minhas princesas...! Eu estou mesmo aqui, pertinho, para deixar o mesmo beijo de boa noite. Chegou aí?

2006/05/22

doce, muuuuito doce

A nossa princesa continua um poço de mimo (como diz a mamã)!

Por vezes um diabinho. Brincalhona, estarola, deixando-nos algumas vezes irritados quando decide fazer 'ginástica' na sua cama na hora de dormir. Sim, EM VEZ de dormir.

Ontem por exemplo, no meio de uma luta que parecia não mais terminar contra o sono, diz:

- Paizinho. Paizinho. Pai João. Tu gostas muito de mim, não gostas?

- Sim, filha, gosto!...

- E a mãe também gosta muito de mim! - diz ainda.

Não há melhor sentimento do que este. Por muito que as coisas por vezes pareçam descontroladas, isto indica-nos que estamos no caminho certo. Definitivamente!

2006/05/10

lugares

Por vezes penso que há lugares que podem ser reencontrados. Pessoas que ocupam lugares e que podem ser substituídas por outras.

Outras vezes não.

O teu lugar é um desses. Procuro-o tantas vezes, nas pessoas que encontro, nas que deixaste no meu caminho, naquelas que não conheceste... e não o encontro.

Se calhar, os lugares não se substituem mesmo! E há lugares novos, tão bonitos, que tenho na minha vida e que gostava de te mostrar. Não o poder fazer deixa-me sempre o coração apertado... Tão apertado!
Hoje não é nenhum dia de especial, mas estas letras há muito que estavam para sair. Parece que tem que haver datas especiais ou concretas para te recordar, mas não é assim. Penso tantas vezes em ti, que não encontro os lugares onde te escrever. Não te encontro.
Parece que estás já ali. Aqui. Perto, como sempre. À distância de um telefonema, de uma visita a qualquer hora, mesmo que tarde. A tua porta estava sempre aberta para mim. Que saudades tenho eu disso...

Parece que estás mesmo ali, mas não estás. Parece que logo logo te vou encontrar de novo, mas não será assim. E passam-se os dias, os meses, os anos, e parece que foi ontem. E tanto que aconteceu de lá para cá e que não te pude contar, que não pude partilhar contigo.

Não te encontro, e chega a dar raiva.

Eu sei que tudo o que aconteceu foi no momento certo. Sinto isso, e dá-me uma tranquilidade tão grande. Mas este nó na garganta parece não ir embora nunca! Queria que os teus braços afagassem a Madalena. Que lhe dessem colo. Que conhecessem a Mercedes. Que me visses hoje.

E recordo as noites em que falavamos muito. O abrigo que sentia sempre na tua casa, mesmo na tua casa de férias, quando lá ficava. Sempre presente, mesmo quando lá não estavas. Nos croissants ou torradas com muuuuita manteiga que me preparavas. Nos últimos abraços que recordo ter sentido...!

Não tenho dúvidas de que estás aí. Que me guias o caminho. Que me vês. Que sorris. Que me fazes sorrir.

Mas eu só queria que estivesses aqui. Agora.

2006/05/04

recomeçar

São ciclos que se fecham. Coisas que terminam. E que dão lugar a novos começos. A novas expectativas, novas histórias, que por vezes parecem apenas se reescrever.

Outras vezes parece que simplesmente vão ao encontro do seu destino!

(com música de fundo... levezinha)

2006/05/03

no tempo certo

Tenho autênticos anjos a somar-se, a cuidar de mim. A guiar o meu caminho, para que as coisas aconteçam no momento exacto. Assim mesmo, sem enganos! De modo a que as emoções, as reflexões, aqueles momentos em que se pára para pensar, as doses de risco, de trabalho, e de retorno deste, sejam medidas em doses certas.

As pessoas que aparecem no momento certo. Assim mesmo, postas no meu caminho.

E as acções encadeiam-se, pela ordem certa. A seu tempo. Por vezes podem parecer insignificâncias. Não quando se tratam das pessoas - do que aprendemos, do que guardamos delas. Mas quando se fala de trabalho, parece que é algo de uma importância menor. Talvez seja. Talvez não quando se faz aquilo que se gosta. Quando se criam projectos. Quando se cumprem objectivos. Quando tudo isto nos faz sonhar.

Quando tudo isto se mistura em encontros, reencontros. Novos projectos. Mais sonhos. Expectativas grandes à mistura.

Definitivamente, alguém ajuda - e muito - a guiar o meu caminho!

São as estrelas que dão luz, e o nome a este blog!...

2006/04/29

a vida tem destas coisas

Em momentos MUITO concretos da minha vida, ocorrem coisas que me fazem sentir que não há acasos.

Esta foi uma dessas temporadas. Sim, porque foi mais do que um momento.

Senão vejamos:

Certo fim de semana, máquina de lavar roupa a lavar. Sábado à tarde. Nós que normalmente deixamos a máquina a trabalhar à noite, ou durante o dia quando não estamos cá... naquele dia a B. decidiu pôr só quando regressamos a casa. Estava muito bem a desenhar qualquer coisa ao sol, na varanda, elas cá dentro na sala, e eis senão quando começa a vir um estrondoso barulho da cozinha. Calculei que fosse a máquina, e imaginei algo grave: tipo inundação, ou algo assim, e corri para lá. Pelo caminho ainda atirei a M. para o sofá para junto da mãe. A máquina parecia ter ganhado vida, e balançava bruscamente. Tentei segurá-la, desligá-la, carregando nos botões, e nada. Tive de pedir à B. para desligar o quadro eléctrico, e só assim sossegou.
Resultado: roupa dentro da máquina - sem sair (por muito que tentassemos abrir a porta), máquina com o tambor partido, todo torto. Uma peça qualquer desfeita sob a mesma, que ainda deu para riscar o chão, quando afastei a máquina para a desligar. Depois de forçar a porta, lá tiramos a roupa - ensopada. Roupa para lavar em casa da mãe até recebermos a máquina nova.

Outro dia. Lisboa, depois de uma consulta, num dia com muuuuito que fazer, no regresso a casa. Eu, a B. e a M. (a consulta era da M.). Mudo de faixa, a conduzir, num percurso absolutamente normar. A Bárbara avisa-me de uma pedra na estrada... tarde demais. Um calhau enorme, não faço ideia o que era. Nem quero fazer. Não sei como o não vi. Resultado: furo no pneu. Claro.
Ainda consegui estacionar comodamente. Nem tudo é mau. Só que nunca tinha mudado um pneu naquele carro, e primeiro que descobrisse onde estavam TODAS as coisas, foi um tempão. Deu tempo de chegar a hora de almoço da M., a B. ficar com fome. Eu sujar-me por completo, claro. Quase no final, a B. vai comer qualquer coisa a um restaurantezito lá perto. Eu, de calças todas cinzentas e com mãos de mecânico, entro em meia dúzia de restaurantes no caminho antes de as encontrar. Quando entro no restaurante, senti mesmo o olhar dos empregados tipo: '- Bem, elas com tão bom aspecto, e olha para o gajo!'
Mas nem tudo é mau e o meu astral entretanto já era outro. Há coisas que só podem acontecer no momento certo. Se há momentos que significam que 'não há coincidências', este é um deles. Acabado de mudar o pneu recebo o telefonema que esperava há meses...

Outro dia. Venho almoçar a casa. Antes do almoço, portátil ligado, a fazer qualquer coisa que já não me lembro o que era. Ouço uns estalidos vindos da TV, que estava desligada (em stand-by). Parecia mesmo vir da TV, mas pensei que seriam umas folhitas a voar com o vento, na varanda, já que tinha a janela aberta.
Às 13h pego no comando e ligo a TV para ver as notícias. Nada. Penso logo: faltou a luz (CLARO)! Não digo que sou optimista? A luz da sala acendeu no interruptor. No quadro tudo ok. Verifico a tomada. Podia ter-se desligado. Lembro-me que quem desligou a TV na noite anterior foi a B., e culpo-a por ter desligado no botão da TV, e não apenas no comando, como de costume. Ligo-desligo-ligo-desligo. Tentando ligar com o comando nos intervalos. TV para arranjar.

Tudo isto em pouco mais de duas semanas. Há coisas piores. À terceira já me ria com a situação!

2006/04/23

pessoas

Aprendi há já bastante tempo a respeitar as outras pessoas. Mais que respeitar, aprendi que a melhor forma de conviver e conhecer os outros, é aceitá-los como são. Não tentar mudá-los ou moldá-los à nossa forma. De pouco adianta.

As verdadeiras relações são aquelas em que nós somos iguais a nós próprios, e o outro igual a si mesmo. Com todas as diferenças que possam existir. A isso eu chamo um relacionamento autêntico!

Com o tempo aprendi que nem sempre as pessoas são aquilo que parecem. Por vezes agem de uma forma, mas pensam de outra. Com o tempo, aprendi que também isso se lê, num olhar, numa expressão. Muitas vezes numa expressão corporal. Aprendi que há pessoas que parecem aquilo que são, mas nem sempre é assim. Mais uma vez, chama-se autenticidade - esta é de facto uma característica que aprendi a admirar, a valorizar bastante.

Aprendi que na vida são de facto poucas as coisas que podemos ter como certas. Com diz a letra daquela canção, umas vezes estamos à frente, outras vezes atrás, e a corrida é longa! Num momento temos alguém como nosso melhor amigo, noutro instante estamos tão longe...

Com o tempo, cada vez menos contei com os outros, e mais comigo só. Eu sei, eu sei, isso não é nada bom. É péssimo, horrível. Mas por vezes é o melhor modo de não nos sairmos mal. Não pensem com isto que não me dou aos outros, nada disso! Apenas aprendi a ser um pouco mais reservado.

Há pessoas que nos desiludem muito.

Outras de quem já sabemos que não podemos esperar muito, mesmo.

surpresas na vida, para o bom e para o mau. Por vezes vale a pena correr riscos. Outras vezes não.

Há pessoas com quem sabemos que podemos sempre contar - mesmo que seja apenas numa determinada medida, e isso é sempre tão bom!

E há aqueles que nos surpreendem, num dado momento. Quando achamos que não significamos muito, percebemos que afinal, um pequeno gesto, uma presença, um abraço, não foi esquecido. E de repente somos mais importantes para alguém, e esse alguém pode também fazer uma grande diferença para nós, mesmo que não o sinta. Mesmo que não o saiba.

Mesmo que a simples troca de afectos seja apenas isto: uma troca.

Mesmo que ela possa ser quantificada. Qualificada. Comparada.

Essa troca continua a valer TUDO para mim. De acordo com as minhas escolhas. De acordo com as minhas emoções. Pelas pessoas certas!

intuições

Com o tempo descubro algum poder intuitivo.
Não sou muito intuitivo. Talvez racional. Talvez emotivo. Pouco intuitivo.

Mas por vezes, uma intuição leva-me a fazer algo, a conhecer alguém. A pensar de determinada forma sobre uma pessoa, aproximando-me mais ou menos dela. Conhecendo-a apenas, ou aprofundando uma amizade.

Nesses casos, raramente me engano. Raramente a minha intuição se engana!...

2006/04/18

numa qualquer loja de roupas... & outros episódios!

Daquelas de tias, onde a mamã se perde a comprar roupas à princesa para as nossas pulgas. Eu para um lado, a mãe para outro, a M. para outro, cada um na sua.
A sra. da loja pergunta-nos, passado um bocado, tentando ajudar-nos nas escolhas:

'- Então, e vai ser uma mana ou um mano?'

Resposta, exactamente ao mesmo tempo, dos três:

'- Uma mana.'

Bem vista a pergunta, parece de facto dirigida à Madalena, não sei porque raio é que fomos nós responder também!

Nos últimos dias a sua participação em tudo o que diz respeito à mana tem aumentado muito! E penso que num sentido AGORA mais positivo. Nesta mesma incursão às lojas, pegava nas roupinhas pequeninas e tentava entregá-las à mana, colocando-as por baixo da camisola da mãe. Boa tática, filhota! Mas as sras. da loja estão a ver...! Temos de praticar melhor esta situação, hehe!
De manhã, no fim de semana quando foi ter conosco à cama, pergunta à mãe:

'- A mana já kexeu?'

...E espreita para a barriga.

Desde que descobriu que pode sair da sua cama de grades quando quer (mesmo assim termos aguentado até agora não foi nada mau, hein?), de vez enquando salta, depois de ter ido dormir, e corre a ter conosco à sala, ou ao nosso quarto, consoante a hora.
Na outra noite, correu para a sala e lá perguntou à mamã, com ar estremunhado, se a mana já tinha crescido. Depois lá foi dormir, com uma ajudinha minha...

A meio da noite, a B. diz-me baixinho:

'- João, não te assustes... ela está mesmo à tua frente a olhar para ti...'

E lá estava ela, em pé, junto a mim. Não sei se à espera que eu acordasse, ou que desse por ela. Parecia um fantasminha de palmo e meio!

10.5Kbps

Por vezes, o meu acesso à internet aqui no atelier consegue ser meeeesmo leeeento! Geralmente até estou satisfeito com a velocidade em QUASE todo o lado. Mas aqui é mesmo péssima. Hoje, pior que péssima!

Não há paciência! Não se consegue fazer uma simples operação online. Ou abrir uma página. Até para escrever aqui é um tormento.

Resta-me fazer novamente o teste, e chorar, chorar, chorar...!

2006/04/10

entretanto

E enquanto nada de NOVO acontece, pensamos no NOME a escolher para a nossa bebé.

2006/04/04

à espera

A fazer um monte de coisas ao mesmo tempo. Atolado em projectos, trabalhos a terminar, e outros a começar. Outros a decorrer.

Simples e unicamente:

...à espera!

2006/03/31

diariamente

Para calar a boca: Rícino
Pra lavar a roupa: Omo
Para viagem longa: Jato
Para difíceis contas: Calculadora
Para o pneu na lona: Jacaré
Para a pantalona: Nesga
Para pular a onda: Litoral
Para lápis ter ponta: Apontador
Para o Pará e o Amazonas: Látex
Para parar na pamplona: Assis
Para trazer à tona: Homem - Rã
Para a melhor azeitona: Ibéria
Para o presente da noiva: Marzipã
Para Adidas o Conga: Nacional
Para o outono a folha: Exclusão
Para embaixo da sombra: Guarda-Sol
Para todas as coisas: Dicionário
Para que fiquem prontas: Paciência
Para dormir a fronha: Madrigal
Para brincar na gangorra: Dois
Para fazer uma toca: Bobs
Para beber uma coca: Drops
Para ferver uma sopa: Graus
Para a luz lá na roça: 220 volts
Para vigias em ronda: Café
Para limpar a lousa: Apagador
Para o beijo da moça: Paladar
Para uma voz muito rouca: Hortelã
Para a cor roxa: Ataúde
Para a galocha: Verlon
Para ser moda: Melancia
Para abrir a rosa: Temporada
Para aumentar a vitrola: Sábado
Para a cama de mola: Hóspede
Para trancar bem a porta: Cadeado
Para que serve a calota: Volkswagen
Para quem não acorda: Balde
Para a letra torta: Pauta
Para parecer mais nova: Avon
Para os dias de prova: Amnésia
Pra estourar pipoca: Barulho
Para quem se afoga: Isopor
Para levar na escola: Condução
Para os dias de folga: Namorado
Para o automóvel que capota: Guincho
Para fechar uma aposta: Paraninfo
Para quem se comporta: Brinde
Para a mulher que aborta: Repouso
Para saber a resposta: Vide-o-Verso
Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: Hipofagi
Para a comida das orcas: Krill
Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você o que você gosta
Diariamente

Nando Reis, cantado por Marisa Monte

por isso, e bem a propósito

Bolas! Quase me esquecia de jogar no Euromilhões!!!

Não, não estou à espera de ficar um excêntrico. Nem queria, a sério. Estou a jogar para o 2º ou 3º prémio... Mas se por ventura não voltar a escrever neste blog, muito provavelmente, já sabem o que terá acontecido!

Só joguei meia dúzia de vezes. As primeiras quando foi um grande jackpot há uns meses, e depois saiu-me mesmo!!!

9€

Decidi gastá-los a jogar mais umas vezes. Uma chave só. Fixa, porque é assim que faz sentido, e que é para quando deixar de jogar, se sair àquela chave, eu ficar com remorsos para o resto da vida, ehhehe!

eu sei que não é bem assim, mas...

Hoje, apetece-me gritar bem alto: ESTOU FARTO DE SER POBRE!

É para ver se me convenço.
E não, não pensem que sou daqueles que só vê cifrões à frente. O dinheiro, para mim, não é de facto importante... Importante é o que posso fazer com ele!!

2006/03/24

sono e falta de apetite

Com muita sensibilidade à mistura!

Esta história, contada por outros olhos, poderia parecer um pesadelo. Mas não é, porque a nossa menina é um doce que aperta o meu coração com atitudes como esta.
Nos últimos tempos o sono tem sido um tormento cá por casa. Custa a adormecer, acorda de noite... quer colo, quer vir para a nossa cama. É verdade que eu também não durmo muito bem, por toda uma série de coisas diferentes que se entrelaçam neste momento na minha vida. São coisas para resolver, coisas por terminar, para começar, para decidir, para organizar, para-para-para. Parece que está tudo a acontecer ao mesmo tempo! Com tudo o que isso tem de bom e de mau. Deixando-me num stress enorme!

Acho que isso passou para ela, e assumo a minha parte de culpa. Pode também ser pelos 2 anos, que dizem que trás 'terrores nocturnos', inseguranças, etc.

O nosso doce tem andado a dormir mal, mas nos últimos dias comeu muito pouco também, o que nos levou ao Dr. L.
Quanto à comida, ela está com uma faringite. Quanto ao sono, o médico atribuiu aos 2 anos, e falou conosco dizendo que fossemos firmes, o que, pela descrição que ele sugeriu, temos sido, na medida certa. Disse-nos ainda para irmos ao IKEA, comprar uma cama maior, para podermos deitar-nos com ela, na sua cama (olha que sugestão tão boa)! Bem, em último caso é melhor que ficarmos no sofá do quarto dela, de facto!

Mas à medida que a conversa se desenrolava, a M. ficou com uma expressão totalmente diferente. Muito séria, reservada. Ela que costuma ser muito simpática para o médico, não gostou mesmo daquela conversa. Deve ter sentido que aquilo era o que se passava entre nós, em casa, e não esperava nunca que fosse assim um problema, algo para expôr ao médico.

Chegados a casa ficou a brincar tranquilamente enquanto preparavamos o jantar, e depois jantou conosco, muito bem: fruta, sopa e massa. E depois brincou mais um bocadinho! Um anjo!

Mas quando se preparava para ir dormir, vomitou ao meu colo o quarto dela todo. Foi cortinados, sofá, chão, móvel dos brinquedos, brinquedos, a roupa dela e a minha. Massa, sopa e água por todo o lado.

Depois sossegou com a mãe, e ficou a dormir na sua cama. Bebeu o leite pela meia noite, e pouco depois, acordou a chorar e antes que lá chegasse, já tinha vomitado de novo, na cama. Leite fora. Cama para lavar, roupa para trocar... Madalena para a nossa cama.

Já de madrugada, deviam ser umas 6h da manhã, vomita outra vez. Chão do nosso quarto para lavar (fui mesmo a tempo), mais roupa para lavar, mais Madalena para o banho.

Mas no meio de tudo isto ela esteve um doce. Sempre paciente, calma, e meiga. Completamente branca (quase verde), cada vez que vomitou. Coitadinha...

De manhã estive a trabalhar normalmente, e a B. ficou com ela em casa. Deu-lhe o almoço, e depois preparamo-nos para ir à ecografia. A M. ficou com a bisavó M., em Lisboa. Adormeceu ainda estavamos nós a almoçar, dormiu o caminho para lá, e só acordou já lá em casa. Estranhou, chorou um bocadinho...
Nós, atrasados, no trânsito, na chuva... A M. ficou pela primeira vez em casa de alguém a chorar, mas estava tão doentinha... Pedia a casinha da mãe, e o colo do pai... Depois tornou a adormecer, e se calhar depois da noite que tivemos era mesmo o que estava a precisar. Acordou bem disposta, e quando chegamos estava pronta para receber a notícia: a Madalena vai ter uma mana!!

2006/03/22

conversas a três

A Madalena observa muito o mundo ao seu redor. Conhece cada detalhe do caminho que faz todos os dias de casa para o colégio. E sabe exactamente para onde vai quando sai do colégio, quando não vai para casa. O que quer que isto possa significar!

De manhã, comigo no carro, repara no dia de sol (não, não foi hoje)! Ao virar para uma outra rua, ficamos na sombra de uma núvem. O seu comentário: '-Pai, esta rua não está ao sol!'.

No banho, por entre estarolices e brincadeiras, faz poses, derrete-se toda conosco, ri à gargalhada com aquele riso dela tão característico. Não resisto a fazer-lhe (MUITAS) cócegas, aguçando os meus dedos de uma só mão nas suas costas. Retorce-se, ri-se descontrolada! No final pergunto-lhe:

- Quem é que tem os olhos lindos?
- É a 'Manêna'!
- E mais?
- O pai!
- E mais?
- A mãe!
- E mais?
- Não há mais!

Para muitas coisas, somos sempre os três no seu coração.
Para algumas, ainda poucas, já inclui o bebé, sabendo que ele irá chegar logo-logo!
É o meu doce!

2006/03/13

bem vindos!

Está uma nova estrela para nascer, e a sua história conta-se mesmo aqui ao lado!

2006/03/09

gordo

O casaco de inverno, o pijama quentinho, as meias, os ténis emprestados pela Mariana... Comentário dela:
'- Tá gôdo!'

O que é que isto quer dizer? Não perceberam?! É bastante claro: é que estas roupinhas e a Madalena estão a ficar demasiado apertadas. É pouco espaço para ela caber nelas, portanto - e como lhe é óbvio que não é ela que está gorda - são as roupas que estão a ficar gordas!

O que nos salva é que o Inverno está mesmo mesmo a terminar.

...Digo eu!

...love is...

Como é que se compreende, como é que se pode descrever o amor?
Quando era pequeno, pensava que o amor seria quando eu encontrasse alguém com quem quisesse ficar para o resto da minha vida, feliz, sempre feliz, e para sempre. Nem sempre é assim, mas anda lá perto.

Por muito que conheça, por muito que veja, ou leia, a verdade é que não consigo encontrar palavras para descrever e entender o amor. Quando se encontra o amor nós confiamos nele, acreditamos nele, arriscamos por ele. E estamos dispostos a sacrificar qualquer coisa por ele, custe o que custar.

2006/03/08

Madalena e o bebé

Sempre atenta a todos os detalhes, a Madalena torna-se cada vez mais observadora. Assustadoramente... Podemos estar a falar baixinho, 'entre dentes' e ela de costas, ou a brincar com qualquer coisa, e de repente repete qualquer coisa do que estamos a dizer, ou dá a resposta, ou comenta. Mas isto já nos vamos habituando.

Começa a ficar normalmente envergonhada, quando chega a um lugar novo, ou onde não vai há algum tempo, ou quando chegam visitas cá a casa. No entanto, ADORA receber visitas. Pergunta quase todos os dias 'quem vem cá a casa hoje?'

Da mesma forma, parece muitas vezes que a gravidez da mamã é algo que lhe passa despercebido. Mas, definitivamente, não!
Nós não queremos falar demasiado no assunto, ou não falar de todo no assunto, com o intuito de encontrar o ponto de equilíbrio certo que a fará aceitar melhor esta novidade, que vai virar a vida dela do avesso. É sempre assim, e não há nada a fazer. E na óptica dos papás há sempre algum receio dos ciúmes, de como serão as chamadas de atenção, embora eu - como sempre - ache que se tudo for tratado com a máxima naturalidade, irá decorrer... normalmente! Mas claro que também pensamos nisto.
A verdade é que, depois de se referir várias vezes ao bebé no umbigo da mãe, a Madalena começa a interiorizar que é um bebé - o nosso bebé, que vem lá.

A barriguita começa a notar-se muito bem, sempre. E deste modo está também mais presente para a M.
Hoje fiquei com ela ao final da tarde, enquanto a mamã foi fazer umas compras. A dada altura, perguntou pelo bebé do meu umbigo... Eu disse-lhe que não tinha, que a mamã é que tinha o bebé na barriga. Expliquei-lhe que era o meu bebé também, mas que era a mamã que o guardava na sua barriga. Ela compreendeu. Depois disse-lhe que eu tinha um outro bebé, mais crescido, que era como o bebé da barriga, e se ela sabia quem era. Prontamente, ela associou e disse: 'É a Manêna!' (Madalena)

sentido de posse

A nossa casa (casinha), o nosso carro, etc.
Quem me conhece bem - muito bem - sabe que sou muuuuito possessivo. Acho que é preciso conhecer-me mesmo bem, mas digam vocês, se já tinham percebido que sou assim.

Mais do que com aquilo que é meu, e que não dou a ninguém (aí sou pouco possessivo), com as pessoas de quem gosto, com aquelas que tenho por minhas - a minha mulher, a minha filhota, os meus pais, avós, irmão, sobrinhos, cunhados, amigos e restante família. Com esses sou mesmo possessivo.

Numa contradição, cada vez mais me vejo a querer contar só comigo. Eu sei que isso não tem nada de bom, e ainda bem que tenho a B. para me ajudar a muitas vezes partilhar as coisas com os outros. A verdade é que por vezes nos desiludimos com as pessoas, e isso leva-me a partilhar menos, a tentar menos. Por outro lado a vida tende a isolar-nos, a afastar-nos daqueles de quem gostamos, mas que no bulício do dia a dia, raramente encontramos. E ao estar físico substituem os telefonemas, os mails... sem que seja a mesma coisa. Os raros encontros com determinadas pessoas sabem sempre muito bem, mas a pouco. Sinto que tenho (ainda) muitos amigos. Mas gostava de os ver mais, muito mais. Mas por vezes é tão difícil!

A Madalena tem um pouco deste sentido de posse. Reconhece tudo o que é nosso. Seja a casa a que docemente chama 'casinha'. Seja a 'casinha que o papá construiu', o 'carro peto', o carro 'cinjento'. Ela aje de um modo muito próprio, como em sua casa, quando está só conosco.

E ela tem muito presente o espírito de família também. Se calhar já disse isto. Sabe quem são os avós, os avós mais velhotes (os bisavós), os tios, os primos. Reconhece a voz de cada um deles ao telefone cá de casa - o telefone que agora é quase sempre ela que atende! E mais espectacular é que reconhece mesmo quando está meses e meses sem falar ou ver uma determinada pessoa, como o avô C., que está mais longe daqui. Lembra-se, e sabe quem é. É o avô C., diz ela, com o mesmo carinho que apresenta pelos outros avós.

Recorda de cada presente que recebeu, quem lho ofereceu. Pergunta, algumas vezes, para ter a certeza, outras para mostrar que sabe.

E cá por casa diz sempre que é o pai, a mãe e a Madalena. Num espírito de união que eu acho essencial. Não sou nada adepto de que uma família seja apenas este núcleo. A família deve ser tão alargada quanto possível. Deve ser família e amigos, tanto quanto possível, porque há amigos que são como família, porque nos apoiam tanto quanto os primeiros.
Mas a verdade é que este núcleo familiar, será aquele que ela terá sempre como referência para a sua vida. Pelo menos, assim espero! E espero que essa referência, essa presença, seja positiva. Que seja, no mínimo, sempre presente! Por isso gostava que fossemos mais, e fico contente pelo novo bebé que está a caminho. Porque de 3 passaremos a 4, e estaremos cada vez mais lá uns para os outros. Mais fortes, mais seguros, mais unidos!

E assim, diz a M.: o bebé é da mãe, do pai, e da Madalena! E é mesmo!!

2006/03/03

limiares

Por vezes, a diferença entre estarmos bem, felizes e contentes, para nos sentirmos mesmo em baixo é uma diferença muito suave.
A fronteira entre o perfeito, entre as emoções fortes que são sentidas a cada instante, para aquele estado quase letárgico que nos deixa caminhar um dia de cada vez, é demasiado ténue. Simplesmente demasiado ténue.

Está tudo bem ou está tudo mesmo bem, é tão diferente... Será que as coisas que parecem ser importantes, decisivas, fulcrais, são de facto tão importantes? Não serão, por certo, as mais importantes.

Mas todos os pormenores contam, quando se procuram traçar os limiares que constroem a nossa vida.

2006/02/22

palavrinhas

Estamos constantemente a aumentar e melhorar o nosso vocabulário!

Da dificuldade em dizer palavras com sílabas diferentes não nos livramos. Sopa será sempre 'pôpa', um sapo um 'papo', e Sebastião e botão continuam a parecer a mesma coisa ('batão').

No entanto, a M. começa a deixar para trás alguns mimos, e começa a chamar o cavalo, anteriormente vulgo 'Guimo' de... cavalo! Simples e correctamente cavalo. Sem piada nenhuma.

Adora dizer os 'r', mas só diz às vezes. Diz 'carrro', e, depois de ter ouvido a história do João Ratão, arranjou um ratinho (saiu no McDonald's), pediu ao papá para fazer uma casinha para ele ('uma cajinha gaaande!'), e agora chama-o a toda a hora: é o rrrato-gatão. E não, não lhe chamem João Ratão, porque esse caiu no caldeirão, e ela não achou muita piada. AQUELE é o rato-ratão.

Mas continua a chamar docemente xuxu à chucha. Sabe os nossos segundos nomes há muito tempo (aliás, é assim que nos chama, quando não é pai e mãe, vá-se lá saber porquê).
Todos os dias espera uma visita cá em casa.
Recorda todos e cada presente que recebeu nos últimos tempos, bem como quem lho ofereceu.

Tem noções de amizade, e sabe quem são os seus amiguinhos, ainda que considere, por vezes amigas as personagens dos livros que lê. 'É minha amiba', diz toda contente, com aquele sorriso doce!
Permanece indiferente - característica que tem vindo a aperfeiçoar nos últimos tempos, em situações concretas - mas dizia eu, permanece indiferente à chegada do novo bebé. Sorri, de sorriso aberto quando se fala no bebé, mas não dá grande importância. Acho que ainda não passa de algo no seu imaginário, um pouco vago, e acho que até é bom que assim seja. Tem tempo para se adaptar à ideia, e mesmo que não se dê muito conta do que está para acontecer, penso que essa é uma das vantagens de terem tão pouca diferença de idades.

Para ela continuamos a ser 3 cá em casa. E quando formos 4, isso será tão natural como se sempre assim tivesse sido. Nós estamos um misto de expectantes, ansiosos, curiosos, aquelas coisas todas que se sente, apesar de sentirmos que acompanhamos menos intensamente esta gravidez... as nossas ocupações a isso levam, e não estou a falar do trabalho! É que alguém pequenino como a M. absorve TODO o nosso tempo disponível. Daí a barrinha em cima, dá jeito, para não me esquecer de quantas semanas vão. É que da outra vez sabia sempre na ponta da língua!!
Imaginem na próxima, heheheh!

2006/02/20

mais mau tempo?!

Novamente avisam na tv que o tempo vai arrefecer. Estamos todos fartos do inverno, certo? Não se preocupem, deve estar mesmo a terminar (digo eu)!
No outro fim de semana, aquele em que esteve bom tempo, parecia logo verão, foi tão bom! Passeámos com a Madalena no triciclo novo que lhe deu a avó G., almoçamos fora, ao ar livre (que bom, sem frio nenhum), e sentimos como é bom sair de casa e não ter de vestir muitos casacos.

Estamos cheios de saudades do verão! Tudo parece melhor, até o ânimo melhora!

Não se preocupem com as notícias, não vai nevar outra vez. Da outra vez vi no weather.com que ía nevar e não acreditei. No instituto de meteorologia não diziam nada. A verdade é que nevou, e os americanos não se enganaram!! Desta vez não dizem nada, como podem ver, por isso, meus caros, nada temam!!

2006/02/18

noite de vento

Lembra-se da última vez que o vi? Tinha sabido há poucos dias que estava hospitalizado, e já não nos encontrávamos há uns dois anos, talvez. Por vezes é preciso assim um abanão para fazermos qualquer coisa, e o momento não podia ser mais oportuno.

Não tenho ido muito a Lisboa durante o dia, mas com os exames que tive de fazer nos últimos tempos, aproveitei para encontrar algumas pessoas que significam muito para mim, e a quem o tempo pode já não deixar muitas oportunidades para encontrar. Essas pessoas não saiam do meu pensamento há já algum tempo, são os meus tios avós, e procurei encontrar-me com eles no início do ano. Não consegui contactar uns deles, de quem vou falar, agora…

Naquele dia tinha ido fazer uns exames, e o meu ânimo não podia ser pior. Só me apetecia ir para casa, para o atelier, mas tinha sabido no início dessa semana que estava hospitalizado. Estava em São José (que eu não fazia ideia onde era)… Pedi umas indicações, só para concluir – quando finalmente lá cheguei – que afinal estava nos Capuchos.
Cheguei, por sorte, mesmo em cima do horário de visitas, e encontrei a minha tia, sua mulher, um pouco desanimada, à espera para o ver. Ela ficou contente por me encontrar, e disse logo que o mesmo se passaria consigo, apesar de não nos vermos há já tanto tempo…

Quando entrei, ao mesmo tempo que o achei bastante debilitado (estava muito engripado, com muita tosse, e tinha tido um AVC, que lhe tinha deixado o lado esquerdo imobilizado), achei notável como estava lúcido. Ficou contente por me ver, e por entre os queixumes de quem detestava estar naquela situação, por entre a tosse e algumas lágrimas, perguntou pelos meus (as minhas), perguntou como estava tudo comigo, reclamou das conversas paralelas entre nós (sempre atento), falou de política, comentou com o seu humor mordaz os seus ‘vizinhos’ de quarto.

Estava aborrecido de ali estar. Eu, sentindo-me culpado por o encontrar só ali, passado – uma vez mais – tanto tempo. A justificação que tenho para mim de que tenho muito trabalho, a vida familiar preenchida, os amigos, e tudo mais, não me chega. O tempo, nunca chega! Dizia que eu não tinha nada que ir ali perder tempo… mas ficou contente por me ver. Não foi?

Segurei-lhe a mão entre as minhas, e disse-lhe que me prometesse que se ía por bom, com calma, para que pudesse conhecer a Madalena, que lhe mostrei numa imagem que tenho no meu telefone. Disse-me que ela parecia, de facto, uma princesa, como diz o meu avô!
Naquele instante em que o disse, pensei que talvez não a viesse a conhecer, não sei porquê.



Esta noite, e uma vez mais, a história repete-se. Não alguém tão próximo, mas alguém de quem gostava morreu. O ciclo da vida cumpre-se. O meu padrinho deixou-nos.
E mais uma vez quero acreditar que Deus não deixa remorsos a quem gosta de alguém. Eu gostava dele, e tive oportunidade de o encontrar, de (quase) me despedir, deixando que tudo ficasse, para mim, o mais claro possível. Se não o tivesse encontrado, naquela tarde, o meu sentimento não seria o mesmo.

Sempre me habituei a ver o meu padrinho como alguém um pouco distante. Começando pela diferença de idades (era meu tio avô), e continuando pelo relacionamento algo difícil com os meus pais. Quando era criança, trazia-me sempre presentes de que gostava nos anos e no Natal!

Com o passar do tempo, os meus pais cortaram por completo o relacionamento com eles – história que por vezes se repete – e eu, ainda miúdo, deixei de os ver. Já namorava com a Bárbara quando decidi reencontrá-los. Sem filhos, sozinhos, sempre me fez impressão imaginá-los assim. Detesto sentir as pessoas sós e desacompanhadas, e procurei animar um pouco os seus dias.
Procurei onde encontrá-los, telefonei-lhes, disse-lhes que gostava de almoçar com eles.

Esse reencontro foi muito bom! Tornou-se um hábito, enquanto estava mais por Lisboa, almoçarmos juntos de vez em quando. Apresentei-os à B., o meu padrinho gostou muito dela, desde logo. Muitas vezes almoçávamos sozinhos os dois. Conversávamos bastante, e aprendi a conhecê-lo. Compreendi que existem sempre dois lados diferentes da mesma história.

Era já tarde para que pudesse mudar a expressão das suas vidas, mas não tarde o suficiente para que não pudesse estar presente. E tê-los presentes também.
Fiz questão de que estivessem presentes no nosso casamento, mas não foi possível. Fiquei triste, mas talvez entenda. Nem sempre é fácil mudar as pessoas a uma certa idade. Desde aí encontrei-os menos, embora os tivesse sempre presentes na minha memória.

O meu padrinho deixa-nos hoje, com 85 anos de idade (penso que é isto, faria 86 no próximo dia 8). Não sei como será com a minha madrinha, uma vida inteira ao seu lado. Não sei como a poderei ajudar, ela não se deixa ajudar facilmente.
Logo agora que não pude ir até lá, estar presente e ajudá-la neste momento difícil. Mas não vou ficar quieto. É difícil manter-me parado.
Ao meu padrinho, devo esta noite a minha admiração. Pelas suas capacidades, pela lucidez, pela preseverança, pelo exemplo de determinação e coerência.

Noite de ventos fortes, que leva os meus pensamentos longe…

2006/02/16

de olhos bem fechados

Não sei porquê, mas parece-me que já ouvi isto em algum lado?! Não, não é apenas o nome de um filme!!

É verdade que nos últimos tempos a M. tem andado com algumas dificuldades no sono. Tem muita dificuldade em adormecer, a historinha que lhe contava já com ela na cama não chega, nem as canções, muitas vezes nem o colo. Talvez lhe tenha passado alguma tensão, e começou a adormecer só ao colo da mãe.

Mas não é algo que ela mesma não tente combater! Tão boazinha que ela é, tenta adormecer por ela, mas simplesmente não consegue. Não sabemos bem porquê! A verdade é que, quando lhe dizemos, às vezes já bem cansados e fora de horas, que tem de dormir, cerra os olhos bem fechados, com toda a força como se dissesse a si mesma: tenho de dormir!

Por vezes não consegue... muitas vezes. Às vezes é preciso um colo. E mais, e mais colo, que por vezes parece ser a única maneira de a sossegar. Estamos a tentar agora negociar com ela uma mãozinha, mantendo-a deitada na sua cama. E a mamã está a sair-se bem melhor do que este pai... Mas por vezes é mesmo esgotante, apesar dela tentar colaborar, fechando bem os olhos!!!

É bom que a gente resolva isto rápido!!

o que não me derruba...

... torna-me mais forte!

Nem sempre é assim. O ânimo por vezes é difícil de manter. O cansaço acumula-se. O esforço parece vão.

Um olhar apressado entre os tempos curtos do dia a dia levam-nos a esmorecer um pouco.

Um olhar um pouco mais demorado, reflectido, permite-nos encontrar um sorriso, um olhar, um abraço, uma carícia, uma cumplicidade qualquer que basta para nos dar um novo ânimo. Aquele mesmo que precisamos quando as adversidades se atravessam no nosso caminho!

Por vezes tentamos combater o destino. Alterá-lo. Apressá-lo. Mas ele segue o seu próprio curso sem que o possamos modificar... muito (mais que um pouco)! E logo eu que acredito que podemos traçar o nosso próprio rumo!

2006/02/10

quatro?!

Como devem ter percebido (eu, só agora percebi), o último post ficou estranhamente a meio da sua concepção. E digo estranhamente porque tenho a certeza que escrevi, escrevi e escrevi, aquilo que tinha para escrever, e publiquei, mas hoje não estava sequer a frase concluída. Estranho... muito estranho. Vou processar o Blogger, claro!

Bom, aquilo que tinha, ontem, para dizer, era algo assim:

Como o tempo não pára de correr, e sendo a Madalena a princesa doce que é, decidimos este ano oferecer-lhe um presente muito especial. Algo que lhe trará muito de bom, a por vezes até de menos bom, algo que lhe aguçará os sentimentos e as emoções! Alguém que, apesar das contrariedades da vida, estará sempre ao seu lado, pronto a amá-la, e alguém a quem ela poderá dedicar o seu amor incondicional.

É isso mesmo: decidimos oferecer à Madalena um mano (ou mana, ainda não sabemos)!

Por vezes pode não parecer o tempo certo, por vários motivos. Até a nós, por vezes não parece. Mas quem me conhece sabe que não penso muito nessas coisas, e a verdade é que julgamos ser o tempo certo para a M., e também para nós, sendo algo que muito desejávamos!

Não será fácil, por vezes, no entanto penso que será muito bom para nós enquanto família, para a M., ter alguém com quem partilhar tudo, e que está desejosa (talvez mais curiosa)! O resto são os nossos sonhos e expectativas a funcionar! Será um novo bebé que já amamos muito, e que novamente nos irá ensinar que os sentimentos e emoções não têm limite, e que podemos ensinar algo, e aprender ainda muita coisa com estes seres pequeninos que nos enchem a alma e o coração!

Não sei muito bem o que tinha escrito ontem. Não sei também onde foi parar o que escrevi. Estará algures.
No entanto mais uma vez aquilo que escrevi não surgiu no tempo certo, pelo que apresento a todos as minhas desculpas. Em especial à Madalena, pois era para ela que esta mensagem era escrita a todos, no dia do seu aniversário!

Ah! A foto do post anterior é de Islantilla, Outubro!

2006/02/09

dois

Faz hoje precisamente dois anos, que a nossa vida mudava por completo!
No dia 9 de Fevereiro de 2004, nascia a Madalena!

A minha vida nunca mais seria a mesma! Com o nascer dela, aprendemos as maiores lições sobre o amor, sobre a tolerância, sobre o que é realmente importante na vida. Ainda que sejamos exactamente as mesmas pessoas, a nossa noção da vida, do tempo a correr, muda por completo. Assim como as prioridades que temos.

A Madalena veio preencher um lugar muito especial na minha vida. Um lugar único e que é só seu. É a minha boa estrela! Sem qualquer dúvida. O seu olhar transformou-se num gesto suave, num acarinhar, depois num sorriso, até se traduzir em palavras. Com o passar do tempo, não pára de nos surpreender!

Amanhã passamos o dia com a nossa Madalena. Os dois papás, como ela tanto gosta de ter por perto. Só para ela! Ainda que esteja um bocadito adoentada - este história de fazer anos no inverno tem destas coisas, o que acabou por nos dar cabo dos planos de passeio.

A Madalena é, quanto a mim, mais do que podia imaginar. E trouxe-me tudo de bom, sentimentos e emoções que nunca sonhara ter. É o meu tesouro! Não consigo - aqui - exprimir nada do que sinto hoje, ao recordar os últimos dois anos. A sensação que tenho é que ela sempre esteve aqui, não consigo imaginar a vida de outra forma. Ela significa tudo de bom que existe entre mim e a Bárbara, o que lhe dá ainda mais valor, mais magia. É deste amor que ela surge, e isso torna-a muito, muito especial.

Que melhor forma de lhe desejar um feliz aniversário, e de tornar este dia ainda mais especial, que não escrever aqui, hoje? Faz todo o sentido.


Estas linhas já vão longas, por isso, alguns leitores terão já ficado pelo caminho (espero). Não sei muito bem como dizer estas coisas, por isso dirijo estas palavras aos meus amigos, a todos aqueles a quem ainda não tive oportunidade de contactar nos últimos dias. Vocês, que são também os amigos da M.

(...)

2006/02/08

no tempo certo

Por uma vez, este blog será escrito no tempo certo. Chega de mensagens que relatam acontecimentos ou momentos passados 'há uns dias'. Chega de alterar as datas para que coincidam com as datas importantes. Chega de esperar por que as coisas aconteçam. É tempo, é mesmo a tempo de fazer as coisas acontecer. Na medida do possível, quase a rasar o impossível, o imprevisto.

É altura de traçarmos os nossos próprios caminhos. Aqui. Hoje. Agora.

2006/02/06

não, este blog ainda não faz 2 anos

No entanto, a história que o originou está quase quase a fazer dois anos! Tanto tempo! Parece que foi ontem mesmo que tudo isto começou, e já aconteceu tanta coisa! Ao mesmo tempo, parece que tudo sempre foi assim.

Como poderia a vida ser de outra forma?

conversa

Para alguns leitores mais atentos, de coração mais próximo, a verdade - estanha - é que sabem que tenho de pôr aqui a conversa em dia. Por ora, só lhes posso dizer que essa conversa, está, no entanto, em dia numa outra perspectiva, perto daqui!

O momento, no entanto - e não sei bem porquê - não me parece (ainda!) oportuno. Há tanta coisa que tenho ainda para escrever aqui. Quero deixar tantas ideias arrumadas, e parece que o dia nunca é o certo para isso.

Não sei porque é que escrevo este post.

(...)

Se calhar, porque na minha vida se cruzam demasiadas ideias, demasiados pensamentos, demasiadas decisões, caminhos, e pessoas diferentes, que se parecem misturar demasiado. Queria poder organizar as coisas uma por uma, sentir que não deixava nada pendente e as coisas aconteciam todas no seu tempo certo, e não de acordo com a sua importância real. Confusos?

Também eu!!

porque gritam as pessoas?

Um dia um sábio perguntou aos seus discípulos o seguinte:

- Porque as pessoas gritam quando estão aborrecidas?

Os homens pensaram por alguns momentos: - Porque perdemos a calma - disse um deles - por isso gritamos.

- Mas, porque gritar quando a outra pessoa está ao teu lado? - perguntou o sábio - Não é possível falar-lhe em voz baixa? Porque gritas a uma pessoa quando estas aborrecido?

Os homens deram algumas respostas mas nenhuma delas satisfazia o sábio.

Finalmente ele explicou: - Quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poder escutar-se. Quanto mais aborrecidas estejam, mais forte terão que gritar para escutar-se um ao outro através desta grande distância.

Em seguida o sábio perguntou: - O que sucede quando duas pessoas se enamoram? Elas não se gritam mas sim se falam suavemente, porquê? Seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Quando se enamoram acontece mais alguma coisa? Não falam, somente sussurram e ficam mais perto ainda de seu amor. Finalmente não necessitam sequer sussurrar, somente se olham e isto é tudo. Assim é quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Então o sábio concluiu: "quando discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta"

lições de vida

Testa sempre os teus limites.

Mesmo que isso te leve a testar também os nossos limites. Mesmo que tenhamos de andar constantemente atrás de ti, dizendo que não tires os panos e toalhas todas da gaveta da cozinha, que não mexas nos armários onde estão os detergentes, que não tragas a fruta toda, e as batatas, e as cebolas que estão na prateleira da despensa... Mesmo que tenhas de trazer todos os teus brinquedos, os puzzles, os bebés, as roupinhas, a caminha, a tábua de engomar, a mota, o teu pente, o meu pente, a pasta dos dentes, e tudo mais que encontres pelo caminho, para a nossa sala de estar... Mesmo que tenhas de fugir pela casa toda desde que te dizemos 'Madalena, anda cá'. Mesmo que fiques de boca cerrada com o jantar à tua frente, sem que a abras até que comece a dar o DVD do Ruca. Ou o Noddy, ou os Little People.

Porque tudo o que é simples, pode ser sempre uma brincadeira, ou um teste à nossa capacidade de ser firmes contigo, ou simplesmente um teste à nossa tolerância contigo.

Há sempre uma porta a fechar, a abrir, insistentemente até conseguir. Um riso maroto que transforma uma acção simples numa brincadeira! Um abraço inesperado, um carinho, um beijinho doce, umas palavras ternas de ti, para nós.

Nem sempre és fácil! Mas és, em geral, um doce muuuuito doce!

2006/01/30

neve na Caparica

Como não podia deixar de ser, hoje este post - como suponho grande parte dos posts noutros blogs - é sobre a neve! Parece que há 52 anos que não nevava em Lisboa. Como eu tenho 29, foi a primeira vez que vi nevar aqui (na minha casa). Provavelmente a única vez que vi nevar aqui, porque se passarem mais 52 anos, é bem possível que já cá não esteja, ou garantidamente, que não conseguirei ver a neve tão bem... sem pelo menso uns bons óculos!

Tenho por hábito por vezes ver a previsão do tempo no weather.com. Como dá para seleccionar a previsão para 10 dias, parece-me excelente. E a verdade é que normalmente acerta. Depois dá a previsão em várias cidades, como Lisboa ou Almada, aqui bem perto, como em (quase) qualquer dos destinos que escolhemos para férias!

Na semana passada, antes de se falar do frio, fui ver a previsão para o fim de semana. Acho que foi 5ª feira, e indicavam para Almada e Lisboa temperaturas entre os 2 e os 8 graus!! Pensei: '-Vai estar mesmo frio'! Mas o curioso é que a previsão do estado do tempo indicava, chuva/neve!! Hehehe!

Pensei logo '- Estes gajos devem ser loucos! Ou então não sabem que isto aqui é mesmo ao pé do mar!!!'

Mais tarde encontrei a minha amiga Patrícia do messenger, ela que está no Instituto de Metereologia, e comentei com ela o que tinha visto.
Ainda nos fartámos de rir, a dizer que ainda íamos ver a neve aqui à praia.

No fim de semana, ainda a recuperar de constipações e afins, ficámos em casa, no quentinho. Domingo à tarde, víamos tv na sala, enquanto a Madalena dormia ao meu colo. Como não saímos, nem dei muito pelo frio. De manhã o meu sogro ligou a dizer que nevava perto de Pombal, mas lá já sabemos que é mesmo frio. Enviaram-nos mms da casa deles coberta de neve!
À hora do almoço, o noticiário dava conta de neve por vários pontos do país, como tinha sido previsto na véspera. Pouco depois a minha amiga escreve um sms a dizer que neva perto de Loures (ainda longe do mar).

Sentados no sofá, ouço umas crianças na rua com exclamações. Digo à Bárbara para ir ver à janela, que deve estar a nevar. Ela levantou-se, incrédula, e ainda me disse que não estava, e que ela ainda tinha sido tonta e levantado para ver. Mas mais atenta, de facto começava a nevar na Caparica!
Levantei-me do sofá a correr, a Madalena acordou estremunhada, e fomos os três gelar para a janela, a ver a neve a cair! Foi mesmo giro, ver nevar aqui! Não deu para fazer camada no chão, nem cobrir os carros, mas já que temos frio, que tenhamos NEVE!

2006/01/23

quase sempre...

...consigo aquilo que quero. Quase... Sempre! Quase sempre.

E assim prometo a mim mesmo que na próxima meia hora me vou pôr bem disposto!

Vou pensar, como de costume, nas coisas boas que tenho, esquecer as dúvidas e as coisas menos boas, e ter a certeza de que tudo vai correr bem! Tudo!

deadline

Procuro um bocadinho para aqui escrever. As últimas noites não têm sido as melhores, aliando-se aos dias de trabalhos para concluir, desenvolver, apresentar, programar, orçamentar... Se já houve alturas em que tive muito trabalho, aproximam-se tempos em que penso que o meu trabalho duplicará. Com tudo o que isso tem de bom e de mau.

No entanto, e antes que tal aconteça, muitas outras coisas vão ainda acontecer. Dois mil e seis será um bom ano (espero). Começa bem, mas com algumas preocupações (talvez inúteis) na minha cabeça. Questões que me tiram o sono, e que não podem ser resolvidas/decididas/controladas por mais ninguém. Por vezes, nem dependem de mim. Detesto isso. Pôr mãos à obra por vezes não basta. A sorte que normalmente me acompanha não impede determinados aspectos.

E há dias em que sinto que tudo faz pouco sentido.

E há outros em que não!
Vou procurar a boa disposição por aí. Quando a encontrar volto!

bom dia!

Já há tempos vos falei do 'bom dia' que a M. dá ao espelho logo pela manhã! Embora por vezes seja já um pouco à pressa e a correr, a verdade é que resulta muito bem. Nada como uma cara sorridente e bem disposta a dizer-nos bom dia, para que seja - de facto - um BOM DIA!

Perante um sorriso daqueles, o que me resta a mim senão sorrir também, e agradecer a Deus pela princesa que tenho ao colo.

As crianças merecem de facto o melhor de nós, e um mundo melhor. Por isso, não consigo imaginar ou aceitar aqueles que maltratam as crianças, ou aqueles que propositadamente lhes são capazes de recusar o amor, o carinho, a atenção. Sobretudo quando essa atitude não se refere a nada que a criança tenha feito de mal.

Sensibilidade, mais uma vez.

A importância de acolher bem uma criança é primordial. Nada prende ou impede um segundo para um abraço, um beijo, um 'bom dia'. E fico-me por aqui...

2006/01/03

sensibilidades

À flor da pele.

As nossas. As das crianças.

Todas as pessoas têm a sua própria sensibilidade. De diferentes níveis ou intensidades, mais ou menos moldadas pelo decorrer da vida. Será que alguma vez a sensibilidade é excessiva? Aceito que sim. No entanto a sensibilidade que tenho, ou a emotividade, sempre me conduziram a bons caminhos, àqueles de que obtenho maior gratificação! Ainda hoje assim é.

A M., como não podia deixar de ser, herdou a sensibilidade do pai, e da mãe.
Menos moldada - e ainda bem - pela vida, a M. tem a sensibilidade muito aguçada. Do mesmo modo que sabe ser meiga e bem disposta, é sensível a todo o tipo de pormenores e comportamentos.

Claro que por vezes também nos irritamos com ela, podemos até agir de um modo impulsivo, deixando-a mais nervosa, a chorar. Por vezes, todos podemos perder a paciência! Mas sentimos, quase sempre, que foi excessivo. Não é preciso muito para repreender ou chamar à atenção da Madalena. Posso contar 2 situações:

  • O forno. Certo dia, começou a M. a andar pela casa fora. O forno estava ligado, e tentámos, com toda a calma, explicar-lhe que ali não se podia aproximar, porque era mesmo perigoso. Ela começou a chorar, e demorou um pouco a acalmar. Mas acreditem, falámos mesmo com calma. Nos dias que se seguiram, ela passava junto ao forno e começava a chorar, como se o forno a chamasse e ela soubesse que se ía magoar, como tínhamos dito.
  • O vídeo. Em casa dos avós do Quique, a avó dele, diz com toda a calma para a M. ter cuidado, para não mexer no vídeo, porque se podia magoar (no sítio onde entram as cassetes). A M. afasta-se, fica com a expressão muito carregada, e aproxima-se devagarinho da avó dela dizendo, já com os olhos rasos de água '-Vózinha...', esperando que esta a perdoasse e salvasse ao mesmo tempo. Escusado será dizer que ficou mais traumatizada a avó do Quique, do que a própria Madalena.
A verdade é que é preciso muito pouco para que a M. entenda uma repreensão. É certo que é necessário impor limites, regras, etc. E tudo isso a M. tem. Mas sempre que possível explicamos-lhe tudo, o que faz dela uma criança normalmente calma, meiga, atenta, carinhosa, sensível.

Não pretendo com isto que ela esteja numa redoma!! Por vezes penso que não poderá ser sempre assim. Que encontrará, pela vida fora, pessoas mais ou menos boas, algumas que não gostarão efectivamente dela, e que a poderão querer magoar intencionalmente. Mas se a puder poupar a determinados dissabores, penso que o farei, como qualquer pai fará.

Por isso quando acontecem determinados episódios, apetece-me dizer qualquer coisa. Ou escrever, como é o caso. Não sei o que terá acontecido, porque não presenciei nada. Chega-me apenas uma parte da história, e apetece-me apenas dizer que talvez pudesse ter sido de outro modo. É claro que há que impor os tais limites, repreender quando necessário, mas não de uma forma brusca ou um pouco descontrolada. Isso desagrada-me, e não concordo que assim seja. E penso que deve, quase sempre, ser evitado.

Posso até estar enganado, mas é esta a minha convicção.

E é assim que pretendo educar e acompanhar o desenvolvimento da M. As minhas bases pedagógicas não são muitas, mas até agora parece estar a resultar. No entanto, sou apenas pai de uma criança com muito boa índole. Pode ser que quando tiver outro bebé ele seja diferente, e este procedimento não resulte, de todo. Talvez aí mude de opinião.

Até lá, parece-me que qualquer repreensão ou limite, pode ser imposto de um modo ponderado, calmo, firme, e que assim será o mais acertado. E estou certo que a educadora da minha filhota está de acordo!

first things first

Mais uma vez passa algum tempo até que escrevo aqui de novo.
E antes que chegue o dia dos reis, quero aqui escrever um pouco sobre o nosso Natal.

Este ano foi muito, muito engraçado, com a interacção com a Madalena! A nossa pricesa doce, já o ano passado se tinha mostrado muito desconfiada do 'senhor de barbas brancas' que apareceu lá no colégio, que apesar de tudo lhe era ESTRANHAMENTE familiar (era a Rute, a Guti, essa mesmo)!

Cá por casa não fizemos ainda grandes encenações, à excepção dos presentes que apareceram na manhã do dia 25, junto à árvore de Natal.

Também este ano, o pai natal foi ao colégio. Este ano era outra pessoa, e a desconfiança foi grande. Mesmo assim parece que não foi das piores... Ainda lhe deu ou mandou um beijinho e tudo! Mas muito desconfortável. Ficou intrigada e desconfiada. Definitivamente acho que o melhor é o pai natal não sair do imaginário das crianças. Assim ele será sempre e só aquilo que elas desejarem.

E assim foi cá em casa! Ao final da semana a Madalena ficou com tosse e com dificuldade em respirar, e o médico disse que seria melhor resguardá-la, se possível. Assim, ao contrário de sempre, não viajámos este Natal. Quebrou um pouco a tradição, sentimos saudades daqueles com quem não estivémos, porque também não puderam vir até cá. Mas foi muito menos cansativo, porque nestes dias, para além do muito que já há a fazer, uns seiscentos ou setecentos quilómetros a menos sabem sempre bem.

A noite de Natal foi cá em casa, e assim passamos a tarde tranquilos, a preparar a consoada. A M. tranquila, no seu ambiente, sem desconfiar de nada. Sacos e sacos de presentes escondidos por sítios diferentes.

Perto da meia-noite, já com o João Pestana a chegar, oportunamente a avó L. foi brincar com ela para o seu quartinho, enquanto eu e a mãe despejamos todos os presentes junto à árvore de Natal. A mamã esmera-se e faz um 'Ho-ho-ho!', com a voz bem grossa e antes de simular o fechar da porta da rua. A M. agarra-se ao colo do J. e só desce depois de se assegurar que o pai natal já não está por cá. Ficou bem assustada. Mas logo que viu todos os presentes, desceu do colo e começou a distribuí-los, um a um, toda contente e encantada.

Adormeceu já cansada, depois de receber muuuuitos presentes, que chegaram para ela e para o bebé Nuno!
No dia seguinte de manhã, cá estavam mais alguns presentes, deixados pelo pai natal: o verdadeiro e inequívoco pai natal, aquele que espero que perdure, para além da desconfiança daquela visita súbita e rápida na noite do dia 24! Parece-me um bom estratagema, hehehe!

Quando a preparava para pôr na caminha dela, dizia:
'- Manena oviu, o natali... faz assim: HO-HO-HO!', e dizia esta última expressão fazendo voz grossa, com a mesma entoação que a mãe lhe deu.
Ainda hoje se lhe perguntarmos diz exactamente o mesmo, igual! Definitivamente marcou-a e acho que resultou muito bem!

No dia seguinte os presentes do pai natal em casa dos primos! Chegámos, e os mais pequenos começaram logo a trocar os presentes que o pai natal - esse velhote distraído - tinha deixado enganados em casa um do outro. Mais encanto, mais magia, e muita brincadeira!!

Sem dúvida que o Natal com as crianças é completamente diferente! Ganha a magia, o encanto, o sonho, a fantasia! E este Natal foi o máximo!... Obrigado... a todos!

2005/12/23

a todos...

Um bom Natal!

Do fundo do meu coração, com a sala cheia de presentes em arrumação, para embrulhar, para escrever os nomes, para distribuir pelos sacos para as diferentes casas... com uma princesa linda a dormir no quarto lá dentro, e outra um bocado maior aqui na sala comigo.

Memórias, sonhos, expectativas, e um pouco de magia!

É tudo o que é preciso para o meu Natal!... Ok, talvez uns docitos o tornem ainda melhor!
Para vocês, tudo de doce também, muitos presentes, e muita fantasia!

2005/12/20

já falta pouco

Muito pouco mesmo!...

2005/12/19

alguém tem?...

... ideias fantásticas para manter a magia do Natal?
Lembro-me que quando era miúdo, lá em casa abriamos os presentes na manhã do dia 25! Lá em casa era eu, o meu irmão, os meus pais e os meus avós paternos. Será que já contei isto tudo o ano passado?... É possível.

O Natal acordava cedo no dia 24 de manhã. Quando eu e o meu irmão acordavamos já a minha mãe, e a minha avó estavam a cozinhar os doces há muito. Eu e o meu irmão davamos uma ajuda, que fazia parte daquele ritual. A azáfama era mais que muita.
Ao anoitecer, o jantar de consoada tranquilo - sempre bacalhau que eu detestava - mas não era importante. Ansiedade, sorrisos, cumplicidades.

Eu e o meu irmão acreditamos no Pai Natal até tarde. Não sei ao certo quando ele deixou de acreditar, mas soube esconder-me essa realidade muito bem, pois só deixei de acreditar já na escola primária (inevitável).
Íamos deitar à hora normal, depois de deixar os sapatinhos nos sítios certos de cada um, junto à chaminé da cozinha. Cada um colocava o sapato no sítio onde estariam os seus presentes. E íamos dormir ansiosos.

Acordar cedo no dia 25 era inevitável! Mais e mais cedo a cada ano, até chegar próximo das 6 da manhã! A porta da cozinha fechada à chave (não fossem os mais curiosos apanhar o Pai Natal em flagrante), a minha avó que abria a porta.
Olhos esbugalhados a olhar para tantos presentes. O rasgar do papel de embrulho. O mostrar os presentes que se recebiam com alegria e por vezes espanto!

Depois era brincadeira o dia todo, o comer dos doces, o receber outras pessoas lá em casa, o dia de festa.

No ano passado pensamos se seria melhor ela abrir os presentes de manhã, ou à noite como fizemos nos últimos anos. A dúvida permanece! Se por um lado acho que a magia é muito maior abrindo ela os presentes de manhã, por outro lado é muito mais complicado para que outras pessoas possam partilhar conosco esse momento. De manhã seremos sempre só nós, enquanto à noite poderemos vir a reunir mais pessoas.
Permanece esta dúvida em mim... Entretanto as famílias cruzam-se na vontade de abrirmos os presentes juntos. A mãe da B., o pai da B., os meus pais e o meu irmão... Este ano, acabará por ser à semelhança do ano passado. Mas se há coisa que eu gostava, era de ter toda a gente junta. Pode não ser fácil, mas só depende da nossa vontade! E acho que pela Madalena, pela família dela e pelas pessoas (todas) de quem ela tanto gosta, valerá a pena! Eu, não tenho dúvidas ou reservas. Só não tenho é espaço.

Mesmo assim não imaginam as vezes em que eu já pensei que o espaço até tenho, não o quero é utilizar... certo? Mas vamos dar tempo ao tempo, as coisas certas surgem no momento certo. Os dias com a M. por perto correm e o tempo parece acelerar-se a cada instante. Mas quero acreditar que não se perde tempo. As coisas chegarão no momento devido, e este percurso é saudável - uma caminhada feita a três e que fará dela uma pessoa (ainda mais) especial!

mais natal

O Pai Natal foi ao colégio levar presentes aos meninos! Se o ano passado o Pai Natal era alguém estranhamente familiar, e mesmo assim levou olhares de desconfiança, este ano a sua compreensão era bastante maior, e a relação com o 'actor' menos próxima.
Desconfiada, procurou o colo da educadora, e não a largou mais.
Recebeu o presente do Pai Natal, e ainda se conseguiu despedir dele.

Não foi, ao que sei, das piores, mas não ficou nada confortável com a situação.

Na minha opinião esta história do Pai Natal é complicada. Claro que a ideia é divertida, ainda mais sendo os presentes simbólicos e trocados entre os coleguinhas. No entanto o Pai Natal é alguém que, quanto a mim, funciona muito melhor no imaginário das crianças, na fantasia da sua imaginação. Parte do querer acreditar nas crianças, em algo mágico e único, mas também parte dos ambientes criados pelos adultos em redor do Natal.

Para mim o mês de Dezembro ainda hoje é dotado de uma magia especial. Conto os dias até ao Natal como se de algo mágico e especial se tratasse. E acredito, mesmo passados estes anos todos, que há uma magia própria no ar naquela noite. Uma magia com amor e fantasia, em que acredito tanto que sou capaz de fazer acreditar os outros nas coisas mais absurdas.
Vivo os dias de frio, de sol, de chuva, a pensar nas pessoas na mesa de Natal, nas recordações boas que tenho do meu Natal em criança, dos sonhos que tenho para o Natal da M. Na espectativa de qualquer dia ter um Natal cheio, com uma mesa que chegue para toda a gente, num abrir de presentes mais barulhento e de olhos a brilhar nas crianças.

Este ano já deve ser bem divertido ver a M. abrir os presentes! Mas a casa ainda não será a casa cheia que gostava de ter! Pouco a pouco se conquistam as coisas, e o espaço ainda não é o ideal para toda a gente. Mas já será bom, este ano!

Não posso, não quero, não consigo, deixar correr o Natal sem fazer nada. Sem tentar juntar as pessoas, sem dar algumas mensagens de amor! Sem fazer de tudo para que o Natal da M. seja belo e mágico! Se há coisa que não abdico, é de um bom Natal.

E estes últimos dias são mesmo isso, são os dias dos preparativos do Natal. Na minha mente, na minha memória, na minha casa!...

brincar-brincar-brincar

Ultimamente a Madalena tem vindo a gostar mais e mais de brincar! Nunca para! É aquilo que mais gosta de fazer!
Raramente gosta de brincar sozinha, isso é que é a parte mais complicada. Nem sempre temos tempo para estar a brincar com ela, como se pode facilmente calcular!

Adora brincar com os bebés, e faz-lhes tudo e mais alguma coisa, à imagem e semelhança do modo como a tratamos. Muda a fralda, dá de comer, dança, põe a dormir, aquece o biberão, dá colo, canta as mesmas cantigas que lhe cantamos. É uma ternura vê-la assim, e dá-nos mesmo a sensação de estar a fazer um 'bom trabalho'!
Também brinca com as plasticinas, a fazer bolas, cobras, cubos e animais com as formas.
Gosta muito de pintar com as 'catetas', e quando o faz tem o cuidado de pedir as canetas - tivemos de a pôr fora do seu alcance porque apareceram riscos no chão da sala (de madeira), que conseguimos remover porque fomos rápidos, não demos tempo para absorver, e porque os 'dodots' são eficientes! - coloca uma almofada na cadeira e traz o papel e uma base para pintar sem riscar a mesa da sala. E fica lá muito bem instalada!
Adora ver os desenhos animados do 'Ruca', sabe falas dele de cor!

De manhã enquanto a visto, diz por vezes: '- Incar um cadinho...', franzindo as sobrancelhas, pedindo para brincar um bocadinho (tinham percebido?)... Quando lhe digo que já vai brincar muito no colégio, por vezes diz que não, que quer brincar um bocadinho no quartinho. Os diminutivos para quase tudo são o máximo.

Mas claro que também é possível ficarmos uma tarde inteira - se quisermos - sentados no sofá sossegados a ver televisão. A hipótese é, se não queremos estar entretidos com ela a brincar, ela senta-se no sofá também conosco a ver televisão. Parece perfeito para um dia de frio, depois de alguma brincadeira com ela, não é? É que por vezes também nos apetece não fazer nada...
Claro que, sentados assim no sofá não passará mais de um minuto até que ela começe a dizer: '-Ruca! Ruca! Ruca!' - ininterruptamente até que a gente ligue o DVD do Ruca. Antes brincar, certo?

2005/12/12

guti

Este é para ti!

Apesar de conhecer bem a maior parte das pessoas que trabalham no colégio que a M. frequenta, apesar da B. também andar por lá... apesar de tudo, fica sempre aquela duvidazinha: será que a minha princesa está realmente BEM no colégio?

Pensamos sempre se as pessoas que estão com ela serão tão atentas, carinhosas, quanto sabemos que ela precisa. Acho que todos os pais devem pensar isto, pelo menos de vez em quando.

A M. é uma criança sensível, meiga, bem comportada e atenta a todos os detalhes. Agora sabemos que escuta e apreende todas as conversas, mesmo quando parece distraída! Por isso, tudo o que se passa à sua volta assume uma importância maior do que o comum. É caso para se dizer: não lhe escapa nada!

Por vezes precisa de um mimo especial. Não é chorona, mas não lida muito bem com repreensões, com as falhas que possa cometer, que talvez por serem tão poucas, parecem-lhe tão graves. Lembro-me quando lhe explicamos (em casa) que não se podia aproximar do forno quando estava ligado, para não se queimar. Quisemos ter a certeza que ela compreendia que era importante, que era mesmo perigoso, e ela ficou como se tivesse cometido um enorme disparate ao aproximar-se deste. Dias depois, ainda passava pelo forno e dizia 'quente', afastando-se do 'fôno'. O mesmo com as tomadas de electricidade. Um abraço é sempre um bom modo de encerrar o assunto!
Embora a curiosidade seja sempre muita, ela respeita quase sempre estas indicações, e acaba por as compreender naturalmente. Mas não era disto que eu queria falar!

Para lidar com a M. é necessária uma boa dose de firmeza, muito amor, boa disposição, tolerância, e algo que não se escolhe ter ou não: autenticidade! Deve haver mais elementos que são indispensáveis, mas agora ocorrem-me estes. A Madalena convive melhor com pessoas estáveis, e lê à distância a boa índole, embora se dê bem com (quase) toda a gente.
Quando não gosta de alguém age com indiferença como faria o pai, usando a expressão de desagrado da mãe.

Quando gosta, é ela mesma e facilmente está como se estivesse em casa! A M. tem um sentido de propriedade muito grande, sabe quando está na sua casa, no seu carro, na casa dos avós, na casa de amigos ou... no colégio da Guti!

A Guti é a educadora da Madalena! É com ela que passa os dias, e que está desde os 8 ou 9 meses, quando foi para o colégio pela primeira vez. Pelo que eu conhecia dela, pareceu-me logo a pessoa ideal para ficar com ela. A Rute é sincera, coerente, doce, calma, firme q.b., meiga com as crianças, atenciosa com todos os pais. A Rute é uma pessoa autêntica!
Já fez par com 3 auxiliares diferentes, e neste momento penso que a equipa é bastante equilibrada. A M. gosta muito da Guti e da Nina! Fala sempre nelas a caminho do colégio, entra na sala com um sorriso e sente-se logo entregue, ficando a brincar como tanto gosta. Entrega-me um beijinho doce, por vezes apressado, e lá fica ela em paz.

Não consigo imaginar que fosse de outra maneira! Não consigo imaginar a M. entregue a outra pessoa que não a Guti! Atenta, bem disposta, raramente senti que estivesse mal disposta, mesmo se algo não esta bem consigo. Atenta aos detalhes. Observadora, também. Entre as duas há uma espécie de cumplicidade, um grande entendimento que me deixa sempre ir trabalhar tranquilo e bem disposto. É o começo do meu dia!

Acho que não era mesmo capaz de a deixar com mais ninguém!
Por isso Rute, espero que possas ler estas linhas e que saibas que és muito importante para a M., mas também para mim e para a B. OBRIGADO! Não só pelo teu bom trabalho com as crianças, como pelas tuas qualidades enquanto pessoa. Qualquer dia escrevo mais sobre ti aqui, mas primeiro preciso receber-te nesta 'nossa casa'!

2005/12/09

aquarela

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cair num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.

Vai voando, contornando a imensa curva norte e sul
vou com ela viajando o Havaí, Pequim ou Estambul
Pinto um barco à vela branco navegando
é tanto céu e mar num beijo azul.

Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
E se a gente quiser....... Ele vai pousar.

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América a outra eu consigo passar num segundo
giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está.

E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
e depois convida a rir ou chorar...

Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia em fim
Descolorirá....


de Vinicius e Toquinho

2005/12/01

em especial, no natal

Dia 1, fazemos a árvore de Natal e o Presépio!

Embora o ano passado a M. já reconhecesse bem a sua porta de casa, e gostasse de contemplar a árvore de Natal, tudo lhe era um pouco estranho. Este ano, participou activamente em tudo!

Viu-me montar a árvore, enquanto lanchava eu distribuía as luzes douradas... depois com a mamã abriu o caixote de onde sairam as bolas de vidro brilhantes, em tons de branco, creme, castanho... as estrelas, as bolas de 'palhinhas' douradas, a fita brilhante... Tudo para aquecer as nossas noites de Natal! Em pé em cima de uma das cadeiras da sala, preferiu distribuir as bolas e estrelas por mim e pela mãe, uma a uma, apressadamente!

No final disse que a árvore estava muito bonita, orgulhosa! A M. sente-se muito confortável e gosta muito da nossa 'casinha', como ela lhe chama! E isso para mim já é muito!

Depois montámos o nosso pequeno Presépio, que eu ofereci à Bárbara há uns anos atrás, quando descobri que ela não tinha um presépio em casa. Naquele ano, encontrei aquele, pequenino, mas bonito, com figuras doces, e o tamanho suficiente para ficar no seu quarto. Apenas a cabana onde nasceu o menino Jesus, os seus pais, uma ovelhinha e o anjo.
A M. apressou-se a conhecer as figuras, os seus nomes, e um pouco da sua história contada pela voz da mãe. Depois quis também mexer, na curiosidade dos seus 21 meses, claro! A B. lembrou-me que é assim que ela vai despertar e aprender aquela história, que dá mais sentido a todo o Natal. E tem razão!... Afinal, o Natal é das crianças.

Estamos a entrar no espírito do Natal, e eu com tanto trabalho para fazer, tantas coisas para tratar, e quase todos os presentes por comprar! Pior, estou com a cabeça a pensar numa série de coisas ao mesmo tempo, incluindo o Natal, mas fico sempre furioso por não poder dedicar nesta época mais tempo a viver o Natal.

Quero no entanto, ter a certeza que tudo vai correr bem! Vamos por isso criando toda a expectativa necessária para o grande dia. Quero que tudo seja fantástico. Não precisa de ser perfeito, mas apenas cheio de magia, de fantasia. Quero que a Madalena viva o Natal com a mesma doçura que eu conheci. De modo a que dure para sempre, e que ela o venha a transmitir um dia aos seus filhos, com o mesmo empenho que lhe pretendo dar.

Eu gosto muito do Natal, embora ainda não esteja muito no espírito, este ano. Mas se há coisa que eu não abdico, é de um Natal mágico! E vou fazer, uma vez mais, de tudo para que seja o melhor possível, para a M., para nós, para a nossa família, para os nossos amigos, e para todos aqueles a quem puder dar ou transmitir algo de bom!

Desde já, para todos um Feliz Natal!

Nota: procurar a ovelha que desapareceu.

a tua presença

Por vezes, sinto muito a tua falta!... E não encontro melhor lugar para o sentir do que aqui.

Já várias vezes falei da avó que perdi pouco antes da Madalena nascer. Era das pessoas mais próximas de mim, alguém que me trazia sempre as recordações de infância, e o companheirismo e amizade que só se sente por alguém assim. Era, é, a minha avó!

Embora a sinta sempre perto, custa-me muito não a ver. Custa mais ainda não a ver nunca com a M., e imagino o quanto ela gostaria, como seria, só pelas duas ou três semanas em que soube que ela vinha a caminho, ainda muito no início da gravidez da B.

Por vezes, quando estou no silêncio da noite, a M. a dormir enquanto lhe mudo a fralda, à noite, ou lhe dou o leite... penso como seria. Penso que não estás aqui. Parece que só não te vejo há muito tempo, mas que estás logo ali ao lado, como sempre estiveste.

Depois leio a realidade do meu dia a dia, e vejo como as coisas são hoje. Como estão as pessoas. As coisas que já fiz e o tanto que a minha vida mudou e que tu já não viste... Parece que ainda ontem estavas aqui, mas já partiste, no entanto, há tanto tempo... Há tempo suficiente para acontecer tanta coisa, tanta coisa que te gostava de mostrar.

Recebi o teu presente! Na altura certa, como sempre. Não foi, no entanto, nada do que estava à espera. Mostraste que me consegues oferecer sempre algo, para que não me esqueça que estás aqui. Para que não me esqueça do que é sempre e realmente importante na vida. Para que tenha de cada parte da minha vida a conta certa.

Sinto tanto a tua falta... tanto!

2005/11/21

boa semana

Hoje estou com o síndrome da folha em branco... Deve ser da chuva, ou algo assim.

Quanto ao post anterior, sim, é a letra de uma música!

Sinto-me assim entre algo que começa e algo que termina. Um pouco perdido, talvez, mas sempre que se procura arrumar ideias na cabeça é assim, não é? Entre sonhos, expectativas, ansiedades, resoluções...
E entretanto o relógio da vida não pára um instante. Não desliga.

Ao contrário do nosso relógio despertador, repousando na mesa de cabeceira, do meu lado da cama. Ontem à noite faltou a luz. A M. a dormir há algum tempo, eu acabava de lhe mudar a fralda, e preparava-me para lhe dar o biberão de leite... Fica tudo escuro de repente, cá em casa, e aliás na rua inteira. Só se via a luz do luar, por trás das núvens carregadas no céu.
Nós por cá, só velas pela casa, à procura de um fósforo que já não há, e à espera de um isqueiro vazio há já muito tempo... Por sorte aparece outro isqueiro, raptado pela B. a alguém, ainda no verão, em tempos de estar à noite à varanda.
Acendemos uma vela. A M. toma o biberão. Adormece de novo na sua cama. Sem dar por nada. Tranquila.

Nos últimos tempos, à medida que o tempo parece derrapar noutras coisas e não "desenvolver", corre rápido noutros tempos. O trabalho acumula-se e desenvolve-se a grande velocidade, não deixando tempo sequer para pensar.

A M. continua a surpreender-nos a todo o instante. Começa a ser mais envergonhada junto às outras pessoas, pelo menos ao início. Mas gosta muito de conhecer gente nova, e sabe muito bem adaptar-se às diferentes situações.
É uma tagarela, completamente. Diz tudo, imita-nos em tudo. Por vezes há palavras que se repetem, sob diferentes aspectos, como botão ou Sebastião, que sai sempre "batão". Mas surpreendentemente já diz por favor e obrigada, e utiliza isso sempre que quer qualquer coisa, pois já percebeu que nos deixa estarrecidos.

Dá os melhores abraços do mundo, aqueles em que os seus bracinhos pequenos se tornam os maiores do mundo, e nos apertam com força, cheios de amor e carinho!

2005/11/15

sunscreen

Ladies and Gentleman, of the class of '97.

Wear sunscreen.

If I could offer you only one tip for the future, sunscreen would be it. The long-term benefits of sunscreen have been proved by scientists, whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience.
I will dispense this advice now:

:. Enjoy the power and beauty of your youth. Oh, never mind. You will not understand the power and beauty of your youth until they've faded. But trust me, in 20 years, you'll look back at photos of yourself and recall in a way you can't grasp now how much possibility lay before you and how fabulous you really looked. You are not as fat as you imagine.

:. Don't worry about the future.
Or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubble gum. The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind, the kind that blindside you at 4 p.m. on some idle Tuesday.

:. Do one thing every day that scares you.

:. Sing.

:. Don't be reckless with other people's hearts. Don't put up with people who are reckless with yours.

:. Floss.

:. Don't waste your time on jealousy. Sometimes you're ahead, sometimes you're behind. The race is long and, in the end, it's only with yourself.

:. Remember compliments you receive.

:. Forget the insults. If you succeed in doing this, tell me how.

:. Keep your old love letters.

:. Throw away your old bank statements.

:. Stretch.

:. Don't feel guilty if you don't know what you want to do with your life. The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives. Some of the most interesting 40-year-olds I know still don't.

:. Get plenty of calcium. Be kind to your knees. You'll miss them when they're gone.

:. Maybe you'll marry, maybe you won't. Maybe you'll have children, maybe you won't. Maybe you'll divorce at 40, maybe you'll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary. Whatever you do, don't congratulate yourself too much, or berate yourself either. Your choices are half chance. So are everybody else's.

:. Enjoy your body. Use it every way you can. Don't be afraid of it or of what other people think of it. It's the greatest instrument you'll ever own.

:. Dance, even if you have nowhere to do it but your living room.

:. Read the directions, even if you don't follow them.

:. Do not read beauty magazines. They will only make you feel ugly.

:. Get to know your parents. You never know when they'll be gone for good.

:. Be nice to your siblings. They're your best link to your past and the people most likely to stick with you in the future.

:. Understand that friends come and go, but with a precious few you should hold on.

:. Work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle, because the older you get, the more you need the people who knew you when you were young.

:. Live in New York City once, but leave before it makes you hard.

:. Live in Northern California once, but leave before it makes you soft.

:. Travel.

:. Accept certain inalienable truths: Prices will rise.
Politicians will philander.
You, too, will get old.
And when you do, you'll fantasize that when you were young, prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders.

:. Respect your elders.

:. Don't expect anyone else to support you.
Maybe you have a trust fund. Maybe you'll have a wealthy spouse.
But you never know when either one might run out.

:. Don't mess too much with your hair or by the time you're 40 it will look 85.

:. Be careful whose advice you buy, but be patient with those who supply it.
Advice is a form of nostalgia. Dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling it for more than it's worth.

:. But trust me on the sunscreen.

2005/11/07

29

Hoje, faço 29 anos!

2005/10/25

avós de 2ª geração

A M. tem a sorte de ainda ter alguns 'avós de 2ª geração'. São os meus avós, os avós da B., que são, na realidade, os seus bisavós!
A B. tem ainda os pais da sua mãe, e eu o pai do meu pai, e a mãe da minha mãe. É deles, dos meus avós, que escrevo hoje.

Já antes escrevi da minha avó L., que me era muito próxima. A minha doce avó, com quem partilhava conversas, histórias, a quem confiava tudo. Pouco depois de saber que a M. estava a caminho, a minha avó partiu, deixando-nos mais sozinhos, mas deixando bem patente a sua existência e a eternidade na vitalidade que permanece na minha M. Deixou uma saudade intensa, por não me permitir ver a M. no seu colo, como sempre desejei. Mas de várias formas acabo por sentir que ela está, também, por perto.

O meu avô R., ficou mais sozinho. Quase de 60 anos de vida em comum deixaram-no um pouco enfraquecido. Mais triste, mas ainda resistente. A M. respeita-o e trata-o com um carinho e atenção muito particulares, embora não tenha uma relação tão próxima como por exemplo com a avó C. No entanto sabe sempre como lhe passar um pouco da sua alegria, da sua meiguiçe, de modo a deixar sempre o coração do avô R. cheio de amor, depois de uma visita. E então é ouvir ele permanentemente com os olhos cheios de admiração, a tecer-lhe elogios e mais elogios. Por vezes os seus olhos enchem-se de lágrimas. A M. parece compreender aquela sua dor, e age com naturalidade, com a tranquilidade de quem parece saber mais... por vezes mais do que nós!

A minha avó C. vive também aqui pertinho. Na verdade sempre fui um pouco mais ligado à avó L., com quem vivi, e de quem estive sempre mais perto, na minha infância, do que à avó C.
Com o passar dos anos aproximei-me muito da avó C., e desde o nascimento da M. que ela parece determinada a cumprir a sua função, não deixando que a M. seja mais pobre por não ter a avó L. por perto.

Se a minha avó L. fosse viva, estaria encantada com a minha M. É um quadro que tenho até dificuldade em imaginar. A minha avó teve um filho apenas, dois netos, um bisneto, e seria a primeira menina na família. A minha filhota. Quando soube que vinha um bebé a caminho disse logo que seria uma menina, quando ainda não sabíamos.

A avó C. era muito amiga dela, sobretudo desde que moravam próximo uma da outra. E assim, ela acaba por tentar ocupar e representar não apenas o seu lugar como o da outra bisavó da M. que partiu. E desempenha este papel na perfeição.
Eu não poderia imaginar melhor! A M. adora a 'vovó Caóta', é a mais verdadeira 'avozinha' no verdadeiro sentido da palavra. Aquela que está em casa, que não trabalha, que tem cabelos brancos e a pele enrugada. É a avó velhinha, e que está sempre disponível para, mesmo aos 82 anos, ficar com a M.
A M. entende perfeitamente que não pode agir com ela da mesma forma que age quando está com as outras avós, ou conosco. Tem de ser um pouco mais tranquila, no entanto brinca muito com a avó C. Obriga-a a ir para o chão, leva-a para o quarto dela. Põe a avó a contar histórias, a dar colo.

E a minha avó ADORA!

presentes

Como alguns de vós já sabem, aproxima-se Novembro, o mês do meu aniversário!... Não, não estou a pedir presentes antecipadamente, mas a verdade é que eles sempre acabam por aqui chegar.
De uma maneira ou de outra, os dias acabam sempre por arrefecer, e apesar de tudo o dia do meu aniversário é geralmente um dia de sol.
Recordo os meus últimos aniversários, e reparo como acabam por ser sempre um momento de reflexão, de uma suave viragem na minha vida. Por vezes subtil, por vezes sem qualquer mudança, mas apenas trazendo uma mensagem de mudança. Por vezes sonhos. Outras vezes expectativas.

E as pessoas que me são importantes acabam sempre por estar presentes. Num abraço, numa imagem ou numa memória. Recebo sempre presentes daqueles que me são especiais. Alguns desses presentes, os melhores que posso desejar. Por vezes chegam um pouco atrasados. Mas nunca falham. Há sempre mais alguém que quer oferecer um presente, mesmo um pouco fora de horas.

Acordei, e senti isso.

O teu presente chegou! Fiquei muito contente por o poder partilhar contigo.

Não tenho a certeza do porquê das coisas serem assim. Sempre confiei muito em ti, e tu em mim. Talvez seja só por isso, e nada mais. É tão bom sentir que estás aqui.

2005/10/17

esta primeira estrela

Está a pedir uma transformação qualquer. Não será agora, mas de um momento para o outro as coisas têm de mudar aqui.
De tempos a tempos gosto de arrumar os meus espaços, as minhas gavetas e ideias. Só assim selecciono e escolho os caminhos que quero seguir. Rasgo e deito fora milhares de papéis. Reencontro o tempo que preciso para cada coisa. Concluo projectos e inicio outros.
Assim se faz a minha vida como se fossem diferentes ciclos. Por vezes soltos, outras vezes ligados a ciclos, pessoas, ou histórias anteriores.
Este blog pode mudar de casa, ou apenas de aspecto. Mas algo irá mudar.

Quando fizer sentido.

No tempo certo!

tenho quase a certeza...

... que me estás aí a ler.

Desse lado.

Em silêncio.

Num silêncio cru que por vezes eu gostava de partilhar.

A esconder as palavras ou comentários que não escreves, em algo que não sei se são sorrisos, se são lágrimas. Aquilo que escrevo é a minha história, que não sei se te aperta o coração ou não.

Gostava que apenas te despertasse a curiosidade, como quando se lê alguém que não se vê há muito. Gostava de, assim, descansar a minha consciência nestas palavras.

Estas palavras são para ti. Sim, para ti, desse outro lado.

Em silêncio.

Quebra o teu silêncio, e ESCREVE!

respostas

Aqui ficam - tardiamente - as soluções:
  1. 'Vão' - como não podia deixar de ser, refere-se ao papá João! Agora está melhor, diz nitidamente Vuuão!...
  2. 'Guimo' - ora não se está mesmo a ver? Cavalinho, a M. adora andar de cavalinho sempre que vai a um parque infantil.
  3. 'Xuxu' - esta era fácil, só mesmo para não desanimarem, é chucha mesmo.
  4. 'Chincele' - sempre que a M. quer fazer qualquer coisa, um puzzle, uma brincadeira, é isto que diz: 'chincele pâzall', por exemplo. Esse verbo complicado do nosso idioma.

Agora repete os finais dos versos de todas as canções possíveis e imagináveis, basta que as ouça algumas vezes!

Não vou dizer até quantos sabe contar, porque aos 20 meses acho um perfeito absurdo. Na verdade, acho até um disparate as crianças que aprendem a contar, a ler ou a escrever antes de irem para a escola primária. Eu não aprendi nada antes, e não me fez mal nenhum. No entanto, reconheço que os tempos são diferentes, mas podia aprender só um pouco antes.

Nota: deixar de contar os baldes de água que despejo para lhe tirar o champô do cabelo. São exactamente estes os números que ela sabe contar. Deve estar a ser particularmente traumatizante, esta experiência.

ADORA andar por casa com os sapatos da mãe, do pai, ou outros quaisquer. À falta dessa possibilidade, antecipa-se a nós quando lhe pretendemos escolher os sapatos para calçar... É só abrir o armário e enquanto decidimos, ela diz: 'etes'. O pior é que por vezes não aceita trocas, e é capaz de fazer o mesmo com os ganchos do cabelo, etc... Por vezes, ter uma criança assim é uma aventura... tão boa...!

2005/09/21

tanto tempo

Há tanto tempo que não escrevo aqui...! Não sei se sei bem explicar porquê. Resta-me pedir desculpa aos meus leitores habituais, e agradecer aqueles mais persistentes que vão aparecendo, na expectativa de novidades! É para estes últimos este novo post.

A 200 ou 300Km à hora, segue o seu rumo a minha vida. Os dias, desiguais, passam a uma velocidade alucinante. São muitos os momentos bons, os maus, as memórias, as recordações, os sonhos, as emoções. Vivo expectativas, pelo meio de um 'tudo-o-resto' que parece não deixar tempo para actualizar este blog.

Tomam-se decisões. Reavaliam-se essas decisões. Alteram-se e tomam-se de novo. Confusos? Também eu! De repente parece que TUDO está a acontecer na minha vida. Habituei-me que as decisões que julgamos ser importantes, nem sempre são tão decisivas assim. E as que o são, tomam-se quase por si mesmas, na calma do tempo. No seu próprio tempo.

Pelo meio de tudo isto dou comigo, pai de uma menina de 19 meses, que já está longe de ser um bebé. Que bom, e ao mesmo tempo que saudades de ter aquele bebé aqui por casa. A M. está uma menina crescida, doce como sempre, mas mais aventureira, muito decidida e obstinada!

Os hábitos e a meiguiçe mantêm-se, mas a verdade é que quando a deitamos conosco no sofá, já ocupa bastante espaço - nota: comprar um sofá maior, ou outro sofá para a sala! O mesmo se passa quando se deita no meio de nós na cama, ou quando simplesmente a tenho ao colo. Está grande, esta garotinha!

Mas algo que a caracteriza muito, e que me tenho esquecido de contar, é o facto de a M. dizer (quase) tudo!
É verdade! De entender aquilo que nós dizemos, mesmo quando conversamos baixinho, entre nós, já suspeitavamos há muito tempo. Mas a confirmação veio quando começou a repetir e a comentar o que escutava.

De entre as palavras que diz, tem algumas que lhe são características. A maior parte diz bastante bem, de modo a que quase qualquer pessoa as consiga compreender. Mas algumas são em código, hehehe!
Dessas, deixo aqui algumas para que tentem adivinhar! Tipo: aceitam-se apostas. Não vale a intervenção da tia Su, nem de outros ilustres que já sabem o que quer dizer.

Aqui vai então, tentem adivinhar o que ela quer dizer quando diz:
  1. 'Vão'
  2. 'Guimo'
  3. 'Xuxu'
  4. 'Chincele'

E quando chega a casa diz 'casinha...' com o ar mais doce deste mundo, e com um grande sorriso. Adora ver o 'cão', o 'piu', o 'pombo', a 'mamã'. Todos os animais, quer seja ao vivo ou na tv, como o 'golfy', a 'baleila', o 'tigy'.

Está um doce enorme, que so visto. E é a nossa perdição!

este blog...

... transmite mesmo bem o que se passa na minha vida! Não acham?

Por vezes apareço aqui mais, outras vezes menos.

Mas identifico-me mesmo com ele.

Encontro-me nos seus pensamentos, nas suas expressões. Nos seus links, nos seus visitantes, nas minhas ausências.

Só preciso organizar - também aqui - as coisas. Há links que já não estão activos, e o aspecto geral está a precisar de uma renovaçãozita. Quem me conhece sabe que sou dado a estes pontos de viragem.

Até já!

2005/08/16

feliz

Diz-se que só sabemos que somos felizes, quando deixamos de o ser. Ou seja, na maior parte dos casos, só sabemos que 'eramos' felizes.
Pois por algumas vezes, já senti que era mesmo feliz, completamente feliz. No momento exacto.
E neste momento, é assim que me sinto. Feliz!

Apesar das contrariedades que se avizinham, que nos rondam o dia a dia. Apesar das sombras que nem sempre me deixam dormir descansado. Apesar... de nem tudo ser perfeito!
Sei que a felicidade se constrói. A cada dia. Devagarinho, para que seja verdadeira. E as coisas que gostaria de ter, de fazer, para me sentir mais preenchido, sei que as vou conquistar também a seu tempo.

Viver cada dia. Sentir. É isso que estou a aprender agora. E, não muitas, mas tenho algumas pessoas que me estão a ensinar isso. Não tantas como antes.
Há alguns anos atrás estava rodeado de tantas, tantas pessoas de quem gostava, a quem chamava de amigos. Alguns mais verdadeiros do que outros, mas com quem partilhei uma história, várias, risos e abraços. Lágrimas. Aventuras. Espero ainda chegar a tempo de os chamar para mais perto de mim, porque nem sempre a vida deixa muito tempo para os reencontrar. Mas sinto falta de alguns, de muitos deles, mais perto!

Por vezes é preciso parar para pensar. Para crescer um pouco. Mais sozinho. Mais introspectivo. Mas a vida é boa é se for partilhada, e nisso acredito sem qualquer reserva.

Estes últimos dias estivemos os três sozinhos na praia. Por motivos diversos acabamos por não nos acompanhar por mais ninguém. Amigos de férias, amigos distantes, para o meu irmão a trabalhar e com a pequena C. também não seria o local ideal.

Mas a praia estava óptima. Tranquila. As águas calmas e nada frias, ao contrário do habitual. E assim estivemos os três juntos, como noutros dias, mas num ambiente diferente. Especial, não se sabe bem porquê.
E guardamos imagens de uma maré baixa. De uma areia molhada com uma pocinha construída a rigor para a minha princesa. Com castelo de areia molhada e tudo.

As conchinhas a apanhar.

As ondas a saltar, de mãos dadas aos papás.

As corridas e brincadeiras à beira-mar.

Os longos passeios pelos seus próprios pés, de mãos dadas a nós dois.

As sestas ao final do dia.

Os olhares enternecidos das pessoas que por nós passavam, és mesmo uma princesa!

As conversas, a chamar os cães, os meninos, as meninas, a dizer adeus às pessoas, a ver as bolas, os aviões...

Imagens sem direito a fotos, a vídeos. Guardadas bem fundo nos nossos corações.

O mais mágico de tudo isto é ver construir a tua personalidade a cada dia. És tão doce!

2005/08/03

sorriso

Enquanto tudo acontece à sua volta, a M. permanece igual a si mesma, mantendo as suas características que a tornam tão especial, tão mágica – pelo menos para nós!

Mesmo a tempo de escapar com vida de uns dias menos bem passados, voámos rumo a Lanzarote, para uns dias bem descansados. A melhor maneira de o fazer, dada a altura, foi mesmo não dizer nada a ninguém. Pode parecer ridículo, mas avisamos apenas que íamos para fora, e ligámos de lá a dizer que estava tudo bem. Ninguém soube onde estávamos, até regressarmos. E assim tivemos umas férias tranquilas!

Para a M. foi muito mais fácil do que nas Caraíbas, pois não havia diferença horária (o mais significativo), e para além disso a viagem foi bem mais curtinha. Resultado: ficamos adeptos das viagens mais curtas!
Caraíbas são Caraíbas. São imperdíveis! Mas com uma criança com um ano, um ano e meio, é mais fácil pensar em rumos menos distantes.

Assim, gozámos de todas as condições que o turismo espanhol oferece. Uma ilha tranquila, bem estruturada, com a hospitalidade e animação típica do povo das Canárias.
Apanhámos algum sol – não se preocupem, a M. esteve sempre cheia de protector, por isso veio branquinha como foi – estivemos em praias de areia branca, de areia preta, passeamos no parque nacional no meio dos vulcões, e nadamos muito na piscina. Ainda andámos de camelo, sim: os três! Uma aventura! Primeiro a M. estava um pouco receosa, mas acabamos por nos divertir todos muito. Mas do que ela mais gostou foi mesmo da água, das brincadeiras na areia das praias, e do parque infantil. O pior mesmo era tirá-la de lá! Parece que a sua personalidade se define mais e mais a cada dia que passa, e as suas decisões, as suas preferências, não são fáceis de modificar.

Umas férias 5 estrelas, mesmo a calhar quando se precisa de algum descanso! Em duas palavras: QUEREMOS MAIS!!

Voltando ao título deste post, deixámos no caminho um período conturbado. Há momentos em que tudo parece querer pôr-nos à prova. Querer atrapalhar-nos. Dificultar-nos o caminho. Certamente voltarei a falar deste assunto, mas não agora. No meio de toda a confusão, estas férias serviram pelo menos para esclarecer algumas ideias, para reencontrar pontos de referência. Para escolher os caminhos certos, mesmo que isso não passe das minhas ideias.
No meio de tudo isto, algo permanece intacto. Inalterável, bem como eu gosto! O sorriso da M., constante, doce e divertido. Sincero, aliado à sua meiguice, à sua autenticidade, indiferente às suas próprias mudanças de temperamento. Indiferente a tudo o que pode correr mal à sua volta.

A M. é forte, e tem a protecção forte dos papás, e dos anjos nas estrelas! Boa noite…

2005/07/12

curtas cartas para a M.

Vou-te deixando aqui alguns pensamentos. Estes sim são para leres mais tarde. Quando entenderes. Espero que um dia leias estas linhas e encontres um pouco do que foram os teus primeiros meses, os teus primeiros anos, através de mim. E esteja eu perto ou longe destes pensamentos, toma-os como válidos, porque se tos escrevi aqui, é porque eles podem ser mesmo importantes. Se os quiseres…!
Não são lições, nem ensinamentos. Aprendo mais contigo do que tu comigo. São apenas reflexões da minha (ainda) curta experiência de vida. Suficiente para que tu sejas assim, como és!

Desconfia sempre de quem fala demasiado. De quem está sempre a falar. Por vezes o silêncio é também uma boa forma de comunicar. Com o tempo aprenderás que um simples olhar, um tocar de mãos, um abraço, pode significar muito mais do que todas as palavras juntas. Para além disso, que fala de mais, geralmente não diz grande coisa, pára pouco para pensar.

Desconfia sempre de quem ri demasiado. Um riso franco e sincero é bom, é lindo, enche-nos a alma e quase sempre nos leva a devolver o sorriso. Mas toda a gente tem momentos felizes, e outros menos felizes. Outros são momentos de introspecção. Por isso toda a gente sorri, e por vezes estará mais séria. Essas serão as pessoas autênticas, que não se escondem de ti, que são assim mesmo – umas vezes melhores, outras piores. Toda a gente tem variações de humor. Estados de espírito diferentes. São estas as pessoas reais em que deves confiar.

Expressa sempre os teus sentimentos. Transmite-os naturalmente e aos outros sempre que possível. Não escondas as tuas emoções, as tuas palavras, em pensamentos e olhares contidos. Só assim serás tu mesma – goste quem gostar.

Acredita sempre nos teus pais. No que eles te disserem. Acredita em mim, eu conheço-os bem, e sei que podes confiar neles. Eles conhecem-te bem. E há qualquer coisa que não sei explicar bem mas que me indica bem claro o melhor caminho para ti. As decisões serão sempre tuas. Tuas as vitórias, e também as quedas. Não duvides nunca que estarei ao teu lado SEMPRE, para partilhar as primeiras, e para te dar a mão e te puxar com força para cima nas segundas. Com o mesmo empenho e força que fazes quando te peço ajuda para me levantar, quando estou sentado no chão.

o olho grande

Os últimos dias por aqui não têm sido nada fáceis. Trabalho e mais trabalho, tanto eu como a B., e isso reflecte-se em tudo. Menos tempo para tudo, e para a M. também. E menos tempo para a M. significa menos sono para ela, menos tranquilidade, e resulta em menos sono para nós, menos descanso, menos ânimo, menos saúde, etc.

De facto, as últimas semanas trouxeram de tudo um pouco, de tudo aquilo que não esperávamos. E assim junta-se à lista exames, e mais exames para fazer! Parece que voltamos a estudar, não fossem estes exames de saúde… Não nos servem para nada.

Em conclusão, parece que de facto anda alguém com muita inveja por aí. Não quero acreditar nestas coisas, mas a verdade é que elas funcionam mesmo. Por vezes até nós, inconscientemente, as provocamos.
Não quer dizer que não se goste de uma pessoa, mas todos ficamos com uma pontinha de inveja ao ver a felicidade nos outros. Será que tem de ser assim? A realidade é que essa pontinha de inveja, como disse, não fará mal nenhum, é sentida inconscientemente e tão lá no íntimo que não provoca mal a ninguém.
Mas há pessoas que vivem tão intensamente essa inveja que sim, provoca danos aos outros. Hoje apetece-me acreditar que é mesmo assim.
E analiso a situação afastando-me o mais que posso, e parece que há coisas que ficam tão claras. Pequenos gestos. Atitudes. Reacções inesperadas face ao inesperado. Reacções controversas.

Todos queremos ser felizes, como sempre digo, embora muitos de nós nos preparemos mais para ser infelizes, do que felizes. Por vezes, aceitar a felicidade de alguém que nos pode até ser muito próximo, não é fácil, se comparamos ao que não temos, ao que não conseguimos.
As coisas não caem do céu, é preciso lutar, fazer, arriscar no momento certo, para as conseguir. É preciso agir, e nem todos têm essa capacidade.
Surge constantemente uma disputa de lugares que não entendo. Não se justifica. Estaremos ou não todos do mesmo lado? E quando os motivos da nossa felicidade, das nossas conquistas, não são motivo para contentamento daqueles que gostam de nós? Quando observam e não perguntam, será que estão realmente a ser francos?

Falem comigo. Perguntem o que quiserem. Só respondo se quiser, mas não levo a mal quaisquer perguntas.

Não criem comparações desajustadas, e desnecessárias. Já me deixei disso há tanto tempo. Não queiram protagonismos. Dispenso as falsas modéstias, aquelas que se têm de apresentar. A modéstia encontra-se no reconhecimento pelos outros, não por nós próprios.

Não queiram que os outros sintam o mesmo que eu senti, se isso foi mau – para ver como dói – isso não trará quaisquer benefícios, nem irá atenuar qualquer dor que foi sentida, qualquer passado complicado.

A história não tem, apesar da tendência natural, que se repetir. E eu sou adepto de a mudar, de escrever o meu próprio caminho. Diferente.

Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay…

2005/07/02

dez mil

É verdade! Estão já aqui ao lado.
Em um ano e poucos meses, 10.000 visitas ao Primeira Estrela. A acomanhar, testemunhar, comentar, partilhar, sorrisos e lágrimas, dias e noites minhas, umas mais leves, outras mais pesadas.
Continuem por aqui! É muito bom sentir-vos aqui tão perto.

Obrigado!

2005/07/01

agora estou chateado

Porque:
  • detesto dias pouco produtivos, em que aquelas coisas que são necessárias fazer, mas que só servem para nos chatear e perder algum tempo, se transformam naquelas coisas que são necessárias fazer, mas que só servem para nos chatear e perder MUITO, mas mesmo muito tempo (5h30 no centro de saúde, para uma consulta simples e burocrática).
  • atrasado mais um dia de trabalho, fico com menos vontade ainda de trabalhar
  • o meu blog continua com expressões em ingês na 'sidebar', típicas do blogger, mas sem que eu tenha feito qualquer alteração, fico furioso, não me apetece nada perder tempo a arranjar isto hoje - se alguém tiver dicas, agradeço.
  • o blog, provavelmente por causa disto, demora muito mais tempo a abrir a 'sidebar', não há paciência.
  • detesto cada vez mais as burocracias, o iva a 21%, as obrigações e tudo aquilo que me impede de mudar aquilo que me apetece mudar.

O lado bom do dia de hoje é que esgalhei uns desenhos para um projecto que já andava às voltas na minha cabeça há umas semanas. Parece que finalmente encontrei uma solução como deve ser.

O meu blog está quase a atingir as 10.000 visitas, graças a vocês. Graças também à minha sobrinha, que fez disparar os meus níveis de audiências pela altura do seu nascimento. De facto, andava tudo a espreitá-la por aqueles dias, hehehe!

O dez mil que se acuse, se entretanto chegar!

2005/06/30

juro

...que não fui eu que fiz quaisquer alterações na 'sidebar', e que nem sei bem como alterar as designações nela constantes.

juro

...que não sei mesmo, porque é que tudo na minha 'sidebar' parece ter desparecido...

dar a vida por alguém

Não sei se já alguma vez pensaram se seriam MESMO capazes de dar a vida por alguém. Se são pais, ou mães. Acredito MESMO que sim.
Antes pensava que gostar muito de uma pessoa significava que daria a vida por ela. Há algumas pessoas por quem talvez daria a vida, ou pelo menos, seria capaz de o dizer. Mas, e na realidade, no instante, seria mesmo?
Pela M. é assim mesmo, simples, claro. Se acontecesse alguma coisa, e eu tivesse de arriscar, dar a minha vida por ela, seria capaz de o fazer. De imediato. Sem hesitar, sem pensar em quaisquer consequências. É tão transparente para mim isso, que acaba por me dar alguma estranha segurança.

Se assim é, porque não somos capazes de fazer outras coisas por eles?

Talvez seja assim mesmo. Talvez porque assim é que faz sentido.
A M. anda um bocadinho rabugenta. Tem dentes novos a nascer, uns 3 ou 4. Daqueles grandes, lá de trás. E custa-lhe mais a adormecer o que nos deixa saturados, ocupados pela noite fora.
Hoje, por exemplo, esteve acordada entre as 4h30 e as 6h30 da madrugada, quando decidi antecipar o seu pequeno almoço, deixando-a em seguida dormir tranquila.

Mesmo assim é uma querida. Doce e meiga. Os olhos grandes, vivos. O riso maroto. O cabelo irreverente. As expressões brincalhonas. O abraço que dá apertado. Os beijos - raros, pelo menos para a quantidade de pedidos que lhe fazemos - meigos.
Está sempre a tentar agradar. Tem uma estranha insegurança, por vezes, quando calmamente lhe indicamos algo que não deve fazer, como se tivesse muito medo de nos desiludir.

M: tu nunca me hás de desiludir! Amo-te TUDO, filhota!
E se, no entanto, eu fizer algo que te possa parecer errado, que te desiluda, tenta compreender que também eu posso estar errado, também eu posso falhar, embora sempre, SEMPRE esteja como primeira prioridade do meu pensamento a tua felicidade - o teu sorriso.
Por ele eu faço qualquer coisa!
Nunca deixes a felicidade passar ao teu lado, ela está mesmo aqui. Agarra-a bem!

a prima Constança

Já era para ter escrito este post há mais tempo, mas... já sabem como é! Sempre temos a terrível desculpa da falta de tempo.

A minha sobrinha foi para casa logo na sexta-feira. Agora passo novamente a pasta das novidades no que respeita à Constança, para a mamã Su.
Agora, meus estimados leitores, sejam COMPREENSIVOS, ela está de licença de maternidade, não está de férias, por isso não esperem notícias frescas todos os dias. Mesmo assim...

A verdade é que a pequenina é bem tranquila, pelo menos as vezes em que a temos visto. Por isso até que sobra algum tempinho livre, hein? Ontem fomos finalmente lá a casa, e a M. primeiro desconfiou, ela estava a mamar - que coisa estranha! - depois a tia Su estava ocupada com ela ao colo, e então a M. decidiu ignorar um pouco...
Ela que adora bebés... de brincar! Aquele é um pouco mais a sério. Logo que a deitaram na caminha, apressou-se a ir espreitar. Observou-a bem. Quis-lhe fazer uma festinha. E outra, e mais outra.

Divertido-divertido foi quando chegou o primo H. Disso é que ela estava à espera desde que chegou ali. Estranhou ele não estar, mas depois lá o convenceu a jogar com ela à bola um bocadinho. Ela fica deliciada com ele, o primo crescido!

2005/06/22

notícias frescas!

É verdade! Para os mais atentos aos pormenores, já podem imaginar do que se trata. Acabo de ser tio (com todo o protagonismo que me é devido), outra vez!!

Não sei se me é devida ou não esta responsabilidade, de aqui escrever sobre este assunto, mas como calculo que a mamã não vai aparecer pela bloguesfera nos próximos dias, decidi deixar aqui esta GRANDE notícia: a Constança já nasceu!

Correu tudo super bem, foi mesmo há pouquinho! O meu irmão ligou-me pelas 12h30, tinham acabado de chegar ao hospital. Fui até lá num pulo, e ainda vi a S. passar para ter a bebé. Logo de seguida chamaram o pai, e passado uma meia hora ele já cá estava fora, com aquele sorriso-típico-meio-atordoado de quem acaba de ser abalroado pelo maior milagre que é a VIDA!

Foi por isso, super rápido, e a Constança está óptima! Pesa 2600g, tem o cabelo escurinho, os olhos muito abertos a querer ver tudo como a priminha, e uns dedos esticados como que a apalpar o ar. Nasceu pelas 13h40.

Fica aqui esta notícia, que serve também para nos lembar a magia que tem tudo isto. Já não me lembrava como os bebés nascem frágeis e pequeninos! Como têm aquela ânsia de conhecer tudo espelhado nos seus pequenos rostos. Estou ansioso de a mostrar a M.!

Felicidades C.! O tio João (já) gosta muito de ti!

2005/06/21

a propósito das palavras

Sim... continua a dizer 'cólo-cólo' e a esticar os braços com os dedinhos a chamar-nos, a todo o instante. Sem choro, sem lamento sequer, com a certeza e segurança de quem sabe que - mais cedo ou mais tarde - o seu pedido será atendido. Ok... às vezes, quando estou a jantar, faço de conta que não a estou a ver... que pai mau!!

Sim, continua a ter conversas ao telefone, não se sabe bem com quem, embora quando esteja alguém do outro lado - por vezes carrega na tecla de repetir a última marcação - fique quase sempre em silêncio.

Sim, continua a fazer chamadas dos telemóveis dos papás, sempre para gente que lhe é importante. No Natal ligou para a educadora R., este Domingo para a minha amiga A., de quem tanto gosta. Sempre números escolhidos do meio da lista, a dedo.

Descobriu definitivamente os pares. Aponta para o pé, diz pé, e logo de seguida aponta o outro pé e diz 'outo' (outro). E faz isso com tudo, com as mãos, os olhos de toda a gente e de todos os bonecos e imagens que vê. Com as bolas, e 'outo' e 'outo' e 'outo'! E com os animais... enfim, tudo parece ter um par para lhe fazer companhia.

Novidade-novidade é juntar palavras! Há tempos começou a dizer 'mamãaaa, cá!', como modo de chamar a mãe. Outro dia, tinha acabado de tomar banho, e enquanto a secava com a toalha, esticava-se para tentar alcançar o rolo de papel higiénico. Depois de vários episódios tipo 'anúncio do Scotex', lá se habituou a pedir um 'papel'. A B. sempre lhe dá um, e ela ali se entretem, e eu fiz o mesmo e disse: 'está bem, só um!'.
Logo de seguida, e ainda com uma mão disponível, apontou para o rolo e disse 'outo papel'! Claro que o papá resumiu-se à sua insignificância, e perante um pedido tão claro, acedeu!

2005/06/15

vive cada dia...



...como se fosse o último.
Quantos de nós fazemos MESMO isso? Eu não faço. Por vezes sim. Sempre tento. Mas a realidade é que se fosse mesmo o último havia muita coisa que eu queria fazer.

Assim parece-me esta foto. Se este blog acabasse aqui, esta foto daria uma boa foto para o final. Pelo menos para este final - assim, pensado por alguém que NÃO coloca aqui esta foto como se fosse a última.

Este não será, seguramente, o último post. Este blog não vai acabar. Por vezes tem é falhas na periodicidade das suas publicações. Pelo facto apresento as minhas desculpas. E agradeço aos fiéis leitores, que apesar das críticas acabam por voltar aqui. Obrigado por voltarem, e pelos vossos comentários. Fico à espera destes, nos posts anteriores a este!

Esta foto não é de hoje. Nota-se, a M. está de casaco, e hoje esteve um calor imenso. Mas está na praia, junto ao mar, como ela gosta. Como, aliás, nós gostamos! Estranhava a areia, ao princípio, agora gosta!
Adora ver bolas, brincar com bolas. Descobre-as em todo o lado! Nas bóias no mar, nos candeeiros de rua, nas rodas dos carros, nas diferentes pessoas que jogam na praia.

Hoje, apontou para o céu, e descobriu mais uma. Meia visível, mas o suficiente para a descobrir. Apontou para o céu, ao colo da mãe, quando regressavamos da praia ao final da tarde e disse 'ból'.

Hoje a M. descobriu a LUA!

gatos, e cães, e companhia



Ora cá está de novo! Desta vez com o gatinho pequenino do avô C. Depois de conhecer de perto os cães, as galinhas, os pássaros que há por lá, engraçou com este gatinho, ainda bebé, que estava por lá.
Branquinho, tranquilo... mesmo à mão da M.

É que o papá, se não fosse arquitecto, teria sido - sem dúvida nenhuma - veterinário. Será que passou nos genes?

quinta pedagógica



A nossa princesa M. gosta muito de animais! Porque será?
Levámo-la à Quinta Pedagógica dos Olivais, já mais que uma vez, entre outros locais com animais...

Ao chegar junto de cada um deles, diz docemente e muito baixinho 'Oláaaa...!'

Depois de um período de adaptação a todos aqueles animais - uns à solta, outros não, mas muito grandes para ela - foi vê-la querer andar sozinha atrás deles, e pelas terras, e por onde lhe apetecia.

Assim é a M: uma doce conquistadora, cautelosa, observadora, e exploradora.

falta de...

... tempo? Eu sei, eu sei, não é desculpa para não escrever nada. Não tenho desculpa.
Mas ultimamente tenho andado mesmo com a minha mente ocupada com tantas coisas! Trabalho à mistura, projectos novos, planear novos projectos. Isto de se trabalhar por conta própria requer muita... estratégia. Acho que é mesmo a palavra certa.

Acabo por não trabalhar muuuitas horas por dia, mas tenho dias que mesmo assim fico exausto. É o peso da responsabilidade, daquelas coisas que só eu é que posso resolver, e que no meu caso acabam por ser todas! Vantagens e desvantagens de trabalhar sozinho.

Mas quem é que quer saber disto?!... Vamos mas é a contar histórias, novidades!
A verdade é que nos últimos tempos tenho tomado uma série de resoluções, nos mais diversos aspectos. Sinto que chegou um momento de mudança, em tantas coisas ao mesmo tempo. Faz-me falta escrever aqui, ajuda-me a arrumar ideias. Mas há tantas coisas sobre as quais acabo por não escrever... Às vezes apetece-me mesmo começar um novo blog, e outro, e outro, e outro. Assim como se o 'Primeira Estrela' se soltasse em cinco partes, as pontas da estrela que ele é, as diferentes partes da minha vida neste momento.

Cinco.

Sim, seriam cinco. Alguém arrisca quais os temas?

mais palavras... difíceis!!

O copinho onde servimos a fruta da M. tem um hipopótamo azul... Já estão mesmo a ver, não é? Outro dia, ao vê-lo, diz: 'potapótami' - mais complicado ainda que o original!!

Agora, estamos a tentar ensiná-la a dizer 'frigorífico'!

2005/06/02

conversa à luz de velas

Ontem, estivemos pela noite dentro a conversar na varanda à luz de velas. O espaço tranquilo e a noite quente a isso propiciava.
Entre tantas coisas de que falamos, disseste uma grande verdade, que é um dos meus lemas de vida. Aproveitamos para nos conhecermos um pouco melhor. De vez em quando é bom falar assim contigo.
A conversa pode não ter levado a grandes conclusões. Mas foi bom falar contigo assim.

O maior tesouro que temos é aquilo que sentimos, aquilo que transmitimos e partilhamos com os outros. Essa partilha, será a memória de nós que ultrapassa o tempo da nossa existência. Será aquilo que fica, quando nós partimos. E é o maior tesouro que podemos ter na vida! É o que nos confere a IMORTALIDADE!...

Não foi por estas palavras, mas foi algo parecido com isto.

2005/05/23

palavras doces

Há palavras que ficam definitivamente mais doces, ditas pela M. E se qualquer pai ou mãe fica derretido ao ouvir chamar 'pá' ou 'paPÁ', ou docemente 'mmmmmaaî' (acentuando bem o m), nós adoramos ouvi-la pedir 'ukólu', estendendo ao mesmo tempo os braços e chamando-nos com os dedinhos das mãos - é uma delicia, tipo: venha o vosso colo até mim!
Divertido é ainda ouvi-la dizer 'dô-dô', referindo-se às toalhitas 'Dodot', que utilizamos para a limpar, hehehe. É um amor, com a boquinha toda aprimorada a dizer 'dô-dô'!

2005/05/19

M. em direcção às Caríbas



'Against all odds', lá fomos nós em direcção às adiadas férias no mar das Caraíbas. Por momentos hesitamos, pensando que talvez houvesse um motivo para surgir sempre alguma coisa. É que já eramos para ter ido por duas vezes nos últimos três anos. Primeiro na lua de mel, depois no ano seguinte, em que achamos melhor desmarcar tudo, quando a B. ficou grávida, e finalmente agora, com a M. já um pouco maiorzinha, lá fomos nós.

Disseram-nos que era muito tempo de viagem, que ela era pequenina. Na véspera da viagem apareceu com febre, e lá fomos nós abastecer-nos de medicamentos. A médica perguntou porque é que não a deixavamos cá... 'Não queremos!', dissemos nós.
Porque é que será que de vez em quando, sinto as pessoas olhar para nós como se fossemos dois putos, que não sabem muito bem o que andam a fazer?

A viagem correu bem. A M. voou tranquila, viu as núvens no céu, e aguentou bem as oito horas de viagem. Houve alguns instantes em que esteve um pouco impaciente, mas penso que também por estar com um bocadito de febre. E o espaço nos aviões não é muito, certo?
À chegada, aquele tempo quente e húmido, que deixou as lentes da máquina fotográfica tirar uma foto enublada (ficou o máximo)!
O pior foi a diferença horária: menos 5 horas que aqui. Com algumas sestas pelo meio, a M. não teve dificuldade em adormecer pelas 9h30, 10h (3h da manhã em Lisboa). Pior - para nós - foi acordar no outro dia às 5h30 (10h30 daqui)... Mas lá fomos nós ver o mar, com o nascer do sol já com uma temperatura constante de calor abrasador...!
Nos primeiros dois dias as minhas miúdas andaram um bocado às avessas com as horas. Depois adaptaram-se bem ao novo horário! A M. um pouco mais lentamente. Nos últimos dois dias estava perfeitamente adaptada, de tal modo que quando regressamos, continuou por uns dias a fazer o horário de lá!!

Foi só sol (para nós, que ela veio branquinha como foi), praia, piscina e boa comida. De salientar a hospitalidade e a simpatia do povo Dominicano, é inigualável! A água quentinha... que todos adorámos! O mar transparente, as palmeiras e a areia branquinha.
A M. só queria brincar na água: no mar conosco, na piscina sozinha, de braçadeiras, a entrar devagarinho até perder o pé, quando começava a nadar com as pernas, suportada também pelas braçadeiras - ria-se à gargalhada, até engolir água.
Nos restaurantes do hotel, andava ao colo dos empregados todos, sempre com aquele ar dela sério. Ninguém diria que estava satisfeita, não fosse agarrar-se a eles com força, quando se preparavam para a entregar! E lá ficava ela mais um bocado, de um lado para o outro. Com o decorrer dos dias lá lhes sorria um pouco mais, ganhou confiança no espaço (que reconheceu como diferente), e andava por todo o lado, como ela gosta! Ao final, já dizia 'gracias', como nós, quando os empregados se dirigiam à mesa, hehehe!

De resto foi só receber elogios de toda a gente, portugueses, espanhóis, americanos, dominicanos... com algumas histórias bem giras para contar! Foi excelente, e ela gostou muito, mesmo, o que foi óptimo!

É lógico que estar num 'tudo incluído' só nós dois, ou com ela, revelou-se bem diferente. Mas é mesmo assim, ganha-se umas coisas, perdem-se outras, como é lógico. O saldo, é sem dúvida nenhuma positivo! E para a próxima, levamo-la outra vez, claro!
A viagem de regresso ainda correu melhor, com a viagem de noite, a M. dormiu quase o tempo todo.

Entretanto, ficamos a sonhar com as próximas férias...

de volta!

Olááá! Então, já tinham saudades nossas? Pensaram que tínhamos ficado por lá, não foi? Nada disso, infelizmente...
É verdade, antes mesmo de ir de férias deixei aqui uma imagem ilustrativa, e sabem que mais? Era mesmo assim...!

2005/04/25

...o que eu vejo...?

2005/04/15

padrinhos

A M. ainda não tem padrinhos!

Sim, pretendemos baptizá-la, mais cedo ou mais tarde. Não vamos esperar possivelmente até que seja essa a sua vontade própria, mas aguardamos um pouco mais. Talvez para que ela possa compreender um pouco melhor o que se irá passar. Talvez para juntar a prole toda - para o caso de virem mais. Talvez para que a escolha dos padrinhos da M. possa ser feita mais por ela do que por nós.
Essa foi a decisão que tomamos. Longe vão os tempos em que se escolhiam para padrinhos pessoas ilustres da família, ou os mais abastados, ou seja o que for. Mesmo que assim fosse, essa não é, de todo, a nossa convicção.
Gostavamos que os padrinhos da M. fossem aqueles que ela considerasse mais especiais do que os outros. Aquelas pessoas com quem se relacionasse de um modo diferente, com empatia, com confiança, para que o estatuto que lhes é conferido em relação a ela faça mesmo sentido.

Claro que não deixamos de ter ideias nossas! Por exemplo, eu acho que os padrinhos não deviam ser da família. Os tios, avós, e outros, já têm o seu lugar único e especial na vida da M. No entanto esta regra vai de novo um pouco contra aquilo que pretendo ver como uma 'escolha livre'...

Quando penso que os padrinhos, devem ser como uns segundos pais, aqueles que estarão lá se algo acontecer aos pais, aí as coisas complicam-se. O que pensar...? Quem imagino que poderia criar a M. o mais à semelhança do que eu mesmo faria? Onde se sentiria ela 'em casa', ou o mais próximo disso. Tenho algumas ideias, mas é dificil imaginar.
Se por um lado os avós (quer uns, quer outros), serão o elo mais próximo dela, depois de nós, aquele que teve uma relação mais próxima conosco (enquanto filhos deles), pelo que olhará sempre para ela de um modo mais familiar... os tios (verdadeiros e emprestados), os 'ditos' padrinhos poderiam ter uma proximidade em termos de idade que lhe devolveria um pouco daquilo que lhe pretendemos dar. O que seria melhor?
Se por um lado no primeiro caso se sentiria mais perto da família, pelo outro teria um ambiente familiar mais próximo daquele que teria conosco. Isso parece-me mais salutar. Como por vezes penso nisto, penso também como seria importante que a família da M. e os nossos amigos, continuassem por perto dela, a gravitar, para que sentisse sempre a nossa presença.

Por que raio escrevo eu estas coisas?

Seja como for. Se pensar por exemplo no meu afilhado H., começo a compreender agora a escolha do meu irmão. Faz algum sentido. De facto, não hesitaria em tê-lo junto a nós como se de um mano da M. se tratasse. Não sei se seria essa a vontade dos papás, provavelmente não, mas penso que ele se integraria bem, e estaria como na sua casa, com uma família como os outros. Claro que isto não é nada tão linear assim, mas penso que para as crianças, mesmo para os adolescentes e jovens, é importante que as suas referências sejam estáveis, seguras, e ao mesmo tempo comuns. A auto-estima dessas fazes não se dá bem com diferenças.

A escolha que fiz para padrinhos de casamento, recaiu sobre dois graaaandes amigos meus. Com qualidades e defeitos, como todos os outros. Os padrinhos de casamento não servem - como é óbvio - para substituir a mulher em caso algum (como é óbvio)!! Mas servem para apoiar nos momentos difíceis, e sempre que eles surgiram, tenha ou não a ver com a minha relação com a B., foi de facto a eles que me dirigi. É com eles que falo mais, apesar de serem uns cromos e nunca virem aqui (ou quase nunca)!...

Por isso quero crer que fiz uma boa escolha. E acredito que assim será também a escolha da M.
Mas será a sua escolha!

confiança

Um dia, há já alguns anos atrás, alguém que tenho sempre por referência disse ter confiança em mim. Disse-me também que eu era merecedor dessa confiança, e que se o deixasse de ser, que ao perder essa confiança merecida, não a tornaria a ter. Acho que foi mais ou menos assim, numa conversa leve, no meio de tantas outras.

Não sei se deixei ou não de ser 'merecedor' da sua confiança. Sei que o muito que aconteceu abalou sem dúvida esse relacionamento que era tão próximo. Essa mudança, sim, parece-me ser para sempre.
No entanto o tempo passa, e com ele aprendi que nada é absoluto, nada será para sempre, ou quase nada... Por isso, dou o braço a torcer e tento (quero) acreditar que um dia as coisas serão diferentes, outra vez.

Não sei se ainda sou merecedor daquela confiança. Mas sei que quem me disse aquelas palavras perdeu a minha confiança.
Gostava de poder controlar melhor isto, e devolvê-la. Mesmo que fosse só por mim - numa atitude egoísta, ou pela M. Faço um esforço para apagar da minha história as imagens que guardo tão presentes, para que a M. tenha um futuro o mais transparente possível, com todos os que estão à sua volta.
Sorrio. Conto coisas. Partilho histórias. Mas não como dantes. Nunca mais como dantes. Só não sei se será para sempre.

Respeito muito a M. Apesar de ser ainda pequenina, não sei se por ser tão importante para mim, ou por ser muito especial, coerente, atenta e meiga, respeito-a muito e também eu a faço merecedora de toda a minha confiança.
De um tal modo que por vezes penso que se um dia ela a perder (a minha confiança), isso irá abalar para sempre a confiança que tenho nela.

Mais do que isso, espero que ela sinta confiança em mim, e que nunca, NUNCA a venha a perder...

2005/04/12

tranquilidade...!


Enquanto os papás jantam, a ler tranquilamente um livrinho no sofá. Como os crescidos!!
Não se preocupem, normalmente não é assim. O comum é mesmo o jantar a correr, já depois da hora 'normal', sempre com ela de um lado para o outro, ora ao telefone, ora a dirigir-se a nós de braços esticados a dizer: 'colo-colo'... de modo a deixar-nos comer 'mais à vontade'!!
É que comer sem a M. ao colo era tão fácil!! A mamã B. que o diga, que tem mais experiência que eu: normalmente, sai-lhe a ela a rifa! Hehehe...

2005/04/11

a propósito das imagens


Com tanta polémica à volta das imagens dos nossos príncipes e princesas nos blogs, talvez seja este, o melhor método. Aqui está a M., por detrás de um brinde do McDonald's.

2005/04/07

já sei!

Já sei porque é que a M. se ri tanto ao espelho! Talvez tenha aprendido com ela (ou realizado) um dos maiores ensinamentos da vida. E é tão simples, e tão certo, como ela o ter descoberto.
O espelho é isso mesmo, um espelho: como a vida é um espelho também.

Ela descobriu que não há melhor maneira de começar o dia do que com o sorriso de alguém para si mesma. Assim, quando a levo ao espelho - para lavar a cara - ela solta a sua imaginação, a boa disposição e todos aqueles sorrisos e caretas, porque assim vai com certeza começar o dia bem disposta!
É claro que ajuda, começar o dia sempre com um sorriso nosso para ela, com um abraço apertado, ao tirá-la de dentro da cama quando ela acorda, depois de um sono mais ou menos descansado.

Mas de facto, a vida também funciona assim. Se nos cruzamos com alguém na rua, no café, onde quer que seja, e lhe sorrirmos, é provavel que nos devolvam esse sorriso. Se pelo contrário nos mantivermos sisudos, do outro lado a reacção será a mesma.
Se tivermos uma atitude positiva perante os outros, eles retribuir-nos-ão esse sentimento. E assim sucessivamente, se deres amor, carinho, amizade, atenção, disponibilidade, tolerância... terás certamente em troca o mesmo tipo de comportamento.

É mais simples do que parece, e a M. descobriu-o, tão cedo! Só espero que não se esqueça nunca!

E vocês, querem tentar?

2005/04/06

ao espelho

A M. sempre gostou de ver a sua imagem! Em tempos, mostravamos-lhe fotografias suas, e ela ria-se muito! Ela adora ver imagens, de pessoas conhecidas, ou de crianças e animais. Dá-lhes beijinhos, nos últimos meses. Tanto que nos referíamos sempre às fotos dela, como 'as amigas M.', de que ela tanto gostava. O mesmo com aquela cara simpática e sorridente que aparece nos espelhos.
Mas ultimamente, quando de manhã a levo a lavar a cara, é demais: todo o tipo de bocas, caretas e expressões! Abre a boca muito, mostra os dentes, franze o nariz, aponta, diz que não, que sim (com a cabeça), inclina o rosto docemente, é um rir! Tanto, que acabamos sempre por ficar mais um bocado por ali, para além de lavar a cara - o que acaba por ser apenas um pretexto para começar o novo dia bem dispostos! Só filmado!

2005/04/04

a propósito do medo

Medo das desgraças, das doenças, dos azares, dos acidentes… medo de ser infelizes.
A propósito do ‘editorial’ escrito pela Inês na revista Pais & Filhos, ponho-me a pensar mais uma vez neste mesmo assunto.

Apesar de ter os meus altos e baixos emocionais, gosto de viver a vida com uma mensagem bem positiva sempre presente. Só assim se consegue viver cada dia de um modo feliz. Por vezes há coisas que não estão bem, mas no geral, acho que está tudo muito bem, e surpreendo-me muitas vezes a pensar em como sou (ou estou) feliz.

Afastando os pensamentos das fatalidades – que tantas vezes nos assombram – o meu dia a dia é preenchido. Coberto de pessoas, lugares e histórias, alguns que se cruzam, outros que se desencontram por instantes crus. Espalhado por caminhos que eu escolho. Outros que me são induzidos, que surgem, quase sem escolha. Com o tempo tudo parece não ser irremediável. Tudo parece poder mudar, com o tempo. E vivo emoções diferentes, como disse outro dia tantas vezes contraditórias, mas que completam a minha existência, longe do vazio que tantas vezes pareço encontrar nas histórias de tantos outros.

O medo que temos em nós, de que as coisas nos fujam das mãos… aquele medo de que as nossas crianças caiam, se magoem, se percam, agora ou num futuro distante, dificulta muitas vezes a nossa felicidade. Afasta a paz, essencial à (pelo menos minha) existência.
Claro que há que ter medos e receios. Mas na dose certa. Espero nunca me arrepender de ter escrito isto!

E há que controlar esses medos. Para não perdermos o controle sobre nós.
Há que viver a acreditar que ser felizes, só está nas nossas mãos. Isto porque não há ninguém inteira e completamente feliz. Como não há ninguém completamente infeliz. O tempo que corre ao longo da nossa vida e preenchido por momentos felizes, e outros infelizes. Horas boas, e outras más. Sorrisos e lágrimas, e por aí adiante. O que marca a nossa existência é o lado que vemos desta história. Se nos pautamos mais, ou menos, pelos momentos felizes. É um bocado como aquela história do copo: está meio-cheio ou meio-vazio? O meu está meio-cheio!

Só para concluir a ideia, acho que nos habituamos a que a vida é cheia de complicações e dificuldades. De tal modo que nos preparamos sempre para ser infelizes. Criamos muros, por vezes tão altos, que quando a felicidade chega e passa, não a podemos ver. Outras vezes, quando a vemos, continuamos a não acreditar que vai durar e não a aceitamos. Fechamos a porta.
Estamos tão preparados para ser infelizes, que não aceitamos a felicidade. Temos medo de ser felizes. E isso é a coisa mais estúpida que hoje me ocorre!

2005/04/01

chegou a Primavera!

Ontem finalmente chegou a Primavera!
Nos últimos dias o tempo tem estado bem melhor. Um pouco de chuva para lavar as ruas do mundo e o tempo gelado de há umas semanas ficou definitivamente para trás.
Como me soube bem ontem sentir o vento quente bater contra mim. Só apetecia ficar assim, o dia inteiro!
É a segunda Primavera da M.

Bem vinda à Primavera M.!

Bem vinda, Primavera!

2005/03/30

quando as coisas não fazem sentido

Agimos de acordo com elas.
Pelo menos, comigo é assim. E depois tenho dias como o de hoje, em que parece que nada faz sentido. Apenas por pequenas (grandes) coisas. Como um pormenor pode mudar o meu dia inteiro!
Um olhar. Uma despedida apressada. E tudo deixa de fazer sentido, porque não deveria ser assim.

Amanhã não será com certeza!

2005/03/21

domingo em viagem

Continuando os nossos passeios, no Domingo fomos finalmente passear a casa do avô C., onde a M. passou o dia a receber os mimos dos tios A. e C. Eles passam o tempo todo de volta dela, e ela sente que não precisa de fazer nada, é só receber mimos!!
Apesar do tempo que já não os via a todos, mais uma vez os laços familiares são fortes, e ela não estranha nada. Está bem disposta o dia todo, apesar da viagem logo de manhã, em que não pregou olho (duas horas de carro sem dormir)! Come bem, dorme durante o dia, como se ali sempre tivesse estado. Age com naturalidade.

Vê os cães, está no meio das galinhas, vê o galo a cantar, desconfiada...! Mas todo aquele ar do campo lhe parece muito bem. Ao fim do dia, regressamos a casa. Adormece ao som da chuva, ao entrar na auto-estrada. Já mais perto de casa, olho para o lado e a B. está também a dormitar... olho para trás e a M. está sem chucha, qual das duas com o ar mais importante, a dormir!
Instantes depois está novamente de chucha, de olhos abertos, como quem diz: "É tarde, nunca mais chegamos a casa?"... Estamos quase, M., estamos quase...

fim de semana com uns e outros

... ou por aqui e por ali!

Sábado, ainda fizemos uma visita-relâmpago (sem aviso prévio) a casa do primo H. Fomos levar a espreguiçadeira que a M. utilizou tantas vezes, e que era do H. Possivelmente já não irá servir para a prima C., pois não quero que ela fique logo de pequenina com uma escoliose!! É que aquela cadeirinha já tem muitas horas de bebés pesados lá a fazer sestas! Por isso ofereço-me desde já para oferecer uma nova, em jeito de presente de nascimento, ok?
Foi naquela espreguiçadeira que a nossa princesa fez muitos soninhos, sestas, e algumas noites quando não queria ficar no berço dela. É verdade que dizem que eles não devem lá estar mais de 2 horas, mas entre isso ou uma noite em claro, a escolha ficou algumas vezes feita. E assim ficava ela ali bem rente ao chão - como se esquecida - do meu lado da cama (do lado da mamã estava o berço, vazio)... outras vezes junto ao sofá da sala... que boas recordações!

A M. tem uma admiração especial pelo primo H. Sempre teve, e ele também gosta muito dela. Acho que eles atribuem muito bem o significado de serem primos direitos, e não há nada a fazer! Ultimamente não temos estado muitas vezes juntos, ele é bronquiolites de um lado, constipação do outro, febre, otites, etc. Mas a verdade é que nos temos desleixado um pouco, pois estamos aqui tão perto!! Logo-logo recuperamos o tempo passado!

Ao vê-la de pé, a dar uns passinhos de mão dada, ele fica todo entusiasmado, e diz-lhe: "Queres ir andar de bicicleta?" - a verdade é que ele está ansioso que ela faça tudo o que ele já faz, e em breve imagino-os a fazer toda uma série de bincadeiras, o que vai ser por certo muito bom! Já na passagem de ano, ele dizia, ao vê-la de pé agarrada a uma cadeira: "Anda M., anda! Tu consegues!"

À saída, ele diz com carinho: "Qualquer dia tu ficas cá, está bem?" - ela por certo não se importava nada, qualquer dia H. está bem? Entretanto ela já agarrou um qualquer dos brinquedos dele que estuda com atenção. Ele explica como funciona. Depois de nos despedirmos, aponta para o céu e diz: "Olha ali um crocodilo!" E insiste que ele está lá, provavelmente no cimo dos pinheiros... como é que terá ido lá parar???

porque será que...

... a minha vida é feita de contradições?

Tantas contradições, a todo o instante.

dia do pai

Sábado foi o dia do pai! O meu segundo dia do pai! O ano passado foi a aventura de ser o primeiro dia do pai, mas acho que estava demasiado próximo de toda esta aventura para poder sentir verdadeiramente o que é ser pai!
Este ano sim, a sensação de eu ser, para a M., o seu pai. Único.

De manhã, a mãe cedeu a sua posição habitual e acompanhei-a eu na aulinha de natação. E lá estivemos nós, na piscina, a 'nadar', aos mergulhos, nas brincadeiras. O melhor acho que é vê-la com as baçadeiras, completamente sozinha - já se equilibra tão bem!!
Depois do almoço, um passeio ao parque. O tempo não estava grande coisa - desde manhã parecia que ía desatar a chover, mas ela adora o parque infantil. E vai dos baloiços para o 'sapo', para as cordas, e deu até uns passinhos sozinha! Fica tão linda assim a andar sozinha, toda independente!!

Mais tarde, os presentinhos que ela tinha para mim! A mamã organizou tudo muito bem, e foi ver a M. dirigir-se a mim com um e outro, e mais outro presente. Primeiro, um pólo que a mamã foi comprar, e lá vinha ela, orgulhosamente, com um sorriso enorme, de caixa na mão! Depois, o que fez no colégio com as educadoras, uma base de secretária pintada por ela, vê-se as mãozinhas coloridas por todo o lado! E ainda um livrinho, com uma série de pais descritos, e com espaço para ela escrever como é o seu próprio pai, daqui a uns tempos. Ao jantar, ainda apareceu no meu lugar na mesa, um prato com um desenho da M. e do papá, pintado pela mamã B., em que diz 'papá és o meu príncipe'!...

Fico derretido com as surpresas que as minhas duas princesas prepararam, como que em conjunto! Sinto-me, de facto um principe entre as mulheres, e é óptimo!!

2005/03/18

olá de novo

Finalmente! Consegui reparar o template!! Nem imaginam as alterações que eu fiz, e era tão simples como mudar os 'referrers' de sítio... Não sei o que se passou.
Agora já está de novo ok! Um bom fim de semana!

então e...

...os meus links todos vão parar ali abaixo, e ninguém estranha?!!!
Isto está a ser complicado, com a história das imagens!...
Vou tentar arranjar. Aceitam-se sugestões!

2005/03/17

passear na praia


A minha princesa mais pequena, que como se fosse grande já caminha pela praia ao meu lado, só com uma mão dada!... 'Tá crescida, hein? É assim que percebemos como o tempo passa depressa!

sorrisos

É ou não é o sorriso mais lindo do mundo?

Já sei, já sei... eu sou é o pai mais babado do mundo, certo?

uma imagem vale mais que mil palavras!

Não, não foi uma decisão fácil, começar a colocar fotos neste blog.

Talvez porque não sejam apenas imagens, mas são fotos do meu tesouro mais precioso! Mas este lugar onde nos encontramos, apesar de não conhecer muitos de vós, esta partilha que faço convosco tem sido tão positiva, que não podia deixar de partilhar convosco também as imagens que ilustram os episódios que escrevo.

Esta questão da imagem, tem muito que se lhe diga. Não sei muito bem onde vai começar e terminar este devassar da minha privacidade. Mas sinceramente, não encontro um motivo para não o fazer. Medo de quê?

Tenho, no entanto, que deixar um grande OBRIGADO a alguém que me deu as dicas para proteger as imagens, sem as quais esta ideia não seria levada a cabo. Como sou um bocado 'nabo' nestas coisas do blog, esta ajuda foi preciosa! Obrigado Cláudia, foste incansável!

2005/03/15

foto-M


Aqui fica a foto da M., que está na Pais & Filhos! Em breve juntarei mais algumas...

2005/02/27

M. p'ra todo o MUNDO ver!

Olá a todos!
Para os mais curiosos e virtuais, que ainda não tiveram oportunidade de conhecer pessoalmente a M., aqui fica uma dica: sabem aquele passatempo da revista Pais & Filhos, 'Veja o seu Filho na Capa'?
Pois é, nós decidimos mandar para lá umas fotos, e a M. foi seleccionada!! Eu disse que ela é linda, não disse? Mas a questão é que ela é muito mais doce do que aparece naquela fotografia, mais meiga, mais esperta, mais observadora, mais surpreendente!...
Ainda assim, ficámos pais-super-babados (mais ainda) por ela ser seleccionada!

Querem vê-la?
É a número 13 (número da sorte, hein?), por isso toca a comprar a revista e mandar os cupões!! Isto aplica-se também, claro, aos nossos amigos que já conhecem a M. e que por aqui passam de vez em quando! Seria divertido se ela preenchesse a capa toda da revista, hein?

2005/02/24

João sem tempo

Finalmente começa a chover! Não que me agrade especialmente a chuva. Mas parece que fazia falta, não é? E sempre é bom escutar a chuva cair à noite, lá fora, junto à janela.
Desde que a M. nasceu, há pouco mais de um ano, já é o terceiro primeiro ministro que conhece!! Dá uma ideia da estabilidade do país, não dá? Felizmente, ela não dá por nada mais do que caras diferentes a protagonizar o jornal da noite.

O tempo passa a correr. Não sei porquê, mas há alturas em que os dias se seguem uns aos outros tão rápido que não posso entender. Não sobra tempo para brincadeiras, para nada! Quando damos conta já é hora da nossa princesa estar a dormir, e lá vai ela, umas vezes mais obrigada do que as outras, para o seu soninho mágico. Fica com um ar tão tranquilo quando dorme!... Que só isso me consola! E vê-la assim, bem, tranquila, é o que me dá alento para tudo.
Durante o nosso jantar, brinca sozinha, mete-se conosco, espreita-nos entre as cadeiras da sala, de onde quer que esteja. Fala conosco, faz expressões diferentes, esconde-se nos cortinados da sala, vai falar ao telefone para o hall, deixando invariavelmente o telefone fora do descanso!... Que descanso!

À medida que o tempo passa, a M. cresce vertiginosamente. A B. já não tem a redução de horário, o que as obriga a ficar no colégio até mais tarde. É chegar a casa, descansar um pouco, banho, jantar, brincar alguns minutos até o sono chegar.

Felizmente vamos descobrindo outras coisas que podemos agora fazer com ela, e que nos sabem tão bem! O tempo ainda não ajuda - mesmo sem chuva, faz muito frio - mas procuramos sempre passear os três um pouco ao fim de semana. Vamos até à praia, ver o mar, caminhar um pouco na areia. Descobrimos um pequeno parque infantil, junto a um jardim, aqui mesmo na Aroeira, que é um encanto! Sossegado, com bastante sol para aquecer a tarde, e onde estamos só nos três, tranquilos... A M. adora! Vai, com a nossa ajuda, do baloiço para o "sapo", para as cordas... Adora caminhar de mão dada aos papás - sente-se crescida, aposto! Nos baloiços já se segura sozinha, e fica ali muito bem.
Por vezes chora um bocadinho quando a levamos de volta para o carro!! Quer ficar ali para sempre!...

2005/02/09

parabéns princesa!

Há precisamente um ano atrás - porque o blogger permite estes acertos horários - nascia a minha princesa M.!...
Revestida de magia e de cor, aninhada num 'body' violeta, nos braços amigos e carinhosos do Dr. P., chegava até mim num choro imenso, os olhos muito atentos, a tentar desvendar o meu vulto. A B. agitada, emocionada. Nós três estranhos. Aquela aventura havia começado! De facto a primeira noite, as primeiras horas, foram uma aventura, uma descoberta, para todos.

Um ano se passou, com tanto que contar... Algumas coisas fui escrevendo aqui, outras tantas ficaram ainda por dizer! Acho que tenho coisas para escrever que dava para me dedicar ao blog os dias inteiros, mas... temos de viver de qualquer coisa, não é?
O blog nasceu um pouco mais tarde, embora o primeiro 'post' seja uma transcrição do que escrevi, de facto, na noite em que a M. nasceu. Transmitiu não só a minha experiência enquanto papá, neste primeiro ano, como os meus estados de espírito e tantas outras coisas!
Dedico-o e escrevo-o para todos vocês, que estão aqui. Mas em especial a três mulheres que marcam a minha presença aqui. São elas:
  • a M., musa inspiradora de tantas histórias, sem a qual este blog não faria qualquer sentido. Ela é a "primeira estrela", ou o que mais se aproxima disso! Este blog é escrito para marcar este momento, estas primeiras histórias e recordações que ela não guardará. Ficam aqui registadas, como um pouco de mim, para que este momento tão mágico não se possa esquecer nunca.
  • a B., o meu amor, que tantas vezes me desperta sentimentos contraditórios, para quem escrevo as histórias da M. com tanto carinho. Não é uma das minhas visitantes mais assíduas, mas também não se pode pedir tudo!! A doce co-produtora da M., ao meu lado, nos bons e nos maus momentos, como reza a história. Este blog, apesar dela não saber, é dela como meu, tal como a pequena M.
  • à minha avó L., que deixou histórias por contar, colo para carregar, mas que me transmite aquele abraço apertado vezes sem conta! Sempre presente, pairando sobre nós três, com o seu sorriso para sempre gravado nas estrelas a brilhar no céu. Cada noite. Tão próxima!...

No brinde de aniversário da Madalena, queria dizer qualquer coisa, que não tive tempo de "ensaiar". Como não tenho muito jeito para discursos, e sempre tenho mais jeito para escrever, aqui fica aquilo que eu sinto.

Para a M. não são estas palavras que marcam aquilo que tenho para dizer hoje. Para ela, as palavras dizem ainda pouco, mas os meus sentimentos são-lhe tão claros, de um modo que as palavras não conseguem transmitir. Para a família o encanto, de encontrar na M. cada detalhe, construído com carinho por cada um de vocês. Para os restantes a oportunidade de a ajudar a fazer a sua própria história. À magia deste primeiro ano, e que ela se prolongue por muitos e muitos anos!

2005/02/02

ta-ga-re-la

É assim que tem estado a nossa M. nos últimos tempos! Fala, fala, fala, diz tudo e mais alguma coisa. Um pouco à minha semelhança, quando era mais puto, quando está em casa com os papás fala, brinca, anda de um lado para o outro, com uma vivacidade estonteante. Quando está cá mais alguém, mesmo que sejam as avós, com quem tem mais confiança, e diminui bastante o ritmo.
Fora de casa, torna-se igualmente mais delicada, mais calma e ponderada. Muito, sempre MUITO observadora.
Diz cacacacacacaca, quequequequeque, cococococococo. Poijé (pois é, supomos nós). Mais recentemente diz "quéi...", que é, pela entoação e pelo modo como olha para as coisas e aponta ao mesmo tempo, uma mistura de "que é isto?" e "quero", claro! Ou não fosse ela querer TUDO o que vê. O que vale é que não temos muitas coisas espalhadas pela casa - nossas, claro - já brinquedos da M...

No Sábado decidimos ir até ao Zoo de Lisboa! Sempre pensámos ir um pouco mais tarde, com ela mais crescida, mas ela gosta tanto de ver os animais nos livros e na televisão! Depois do almoço dela, passamos pelo Mcdonald's, e lá fomos nós.
Foi quando nos apercebemos mais de quanto cautelosa ela é fora de casa. Ao contrário do que esperavamos, que era que quisesse dirigir-se aos animais todos, ela observou-os calma e silenciosamente. Começamos pela Quinta Pedagógica. Lá vimos os patos, os burros, a vaca, os porcos, as cabras e os coelhos. Primeiro ela observava-os interessada, mas quando se aproximavam dela, virava a cara para outro lado, naquela ideia de 'não os ver', deste modo, eles também não a vêm a ela (um bocado como o "a M. não está cá... está tá!!). Mas ainda fez festinhas aos coelhinhos, com grande energia, e levou dentadinhas das ovelhas. Já a mamã B., viu o seu casaco branco ficar lambido pela enorme vaca!

Depois vimos os outros animais, não todos, para que pudessemos assistir ao espectáculo dos Golfinhos. Claro que, quem viu o espectáculo fomos só nós, porque depois daquela agitação de tanto animal junto, quando nos sentámos na bancada a M. adormeceu LOGO. Quando o leão marinho passou pelo público para cumprimentar as pessoas (com beijinhos), a M. acordou e olhou espantada para o enorme animal que ali andava no meio. Mas com um ar de quem pensa: devo estar a sonhar! Isto de vir ao Zoo dá a volta à cabeça de qualquer um!

Um passeio engraçado! À chegada, mostrámos à M. o carro novo, que finalmente chegou! Ela espreitou com entusiasmo, parece que percebeu mesmo que é o carro novo da mamã!

um olá especial

Não sei que sentido farão as fotografias para a M.
Do mesmo modo que se ri e faz caretas ao espelho, sorri para as dezenas de fotografias dela que encontra por todo o lado: aqui em casa, nas casas dos avós, nos nossos albuns de fotografias, nos cadernos dela, no meu portátil, no telemóvel...

Ontem fomos visitar o avô R. (o meu avô), a meio da tarde. Geralmente é ele quem nos visita, embora eu já lá tenha ido algumas vezes a casa, desde a morte da minha avó. Aniversários, almoços e tudo o mais passou a ser sempre em casa dos meus pais. Custou-me voltar lá, a primeira vez. Deixei passar muitos meses, para encarar aquela casa sem a avó L. por lá. Encontro lá as mesmas fotografias, algumas mais antigas que outras, agora acompanhadas também de mais algumas desta princesa (como sempre diz o meu avô), que não conheceu o colo da bisavó L. Com muita pena minha.

Lembro-me de a minha avó dizer, quando nasceu o meu sobrinho H., que não lhe queria pegar ao colo, por ser muito pequenino, e que as pessoas de idade não devem pegar nos bebés pequenos, porque podia transmitir doenças. Por muito sentido que isso possa fazer, disse-lhe de imediato e em jeito de ameaça, que quando eu tivesse um filho, que ela ía pegar-lhe ao colo sim senhor, e LOGO, sem desculpas. Ela demorou a aceitar a ideia, mas acho que concordou.
Esse dia não chegou, e o que me dói é que nunca vai chegar. Ela está tão presente para mim, nas minhas recordações, na minha existência, que não consigo entender claramente que esse dia não vai chegar. Parece só que ela não está aqui agora... Não me sei explicar.

Seja como for, a M. foi pela primeira vez visitar o avô R. à sua casa. Acho que até a B. foi a primeira vez que lá foi depois do meu avô estar sozinho. Tentou não circular muito pela casa, para não ver as fotografias. Não sei se foi pelo momento em que tudo aconteceu, por a B. estar grávida da M. de pouco tempo, mas a perda da minha avó tocou-a muito. Durante muito tempo.

Enquanto lanchavamos uns bolitos deliciosos que a C. (a empregada dos meus avós) tinha trazido da Madeira, a M. explorava as muuuitas coisas que existem pela casa dos meus avós! Há de tudo para ela mexer. Bonecos, objectos... o meu avô foi ainda buscar um peluche, que lhe roubou um sorriso. Uma laranja, que ela aceitou pela minha mão (desconfiada, por ser o meu avô que lhe estava a dar).

Depois fui-lhe mostrar o resto da casa, cheia de fotografias. Encontrámos a M., o H., eu e o meu irmão, desde muito pequenos até aos nossos casamentos. Os meus pais. Os meus avós. A minha avó. Procurei uma fotografia mais recente da avó L. Peguei na moldura, aproximei das mãos da M. e disse-lhe que era a avó L.
Ela sorriu para mim, com o seu sorriso doce. Perguntei-lhe se queria dar um beijinho à avó L. e ela rapidamente se inclinou para a moldura, no seu beijo carinhoso que deixou o meu coração partido.

2005/01/28

quase um ano e...

A M. está quase a fazer um ano!
Tem sido uma viagem alucinante, da qual gostaria de falar um pouco, mas não vai ser hoje.

Por agora ficam aqui as suas conquistas, aquelas que me lembro, entre tantas que faz todos os dias!
Adora falar ao telefone! Qualquer telefone serve! O telefone dela de brincar, os nossos telemóveis, o comando da televisão, um cubo de brincar, um boneco, qualquer coisa. Pega, encosta ao ouvido e diz "Tá?", com a mesma entoação que faz a mamã. Últimamente faz isso quase a toda a hora, e depois tem longas conversas em que diz repetidamente "pois é" com uma clareza avassaladora. Dirige-se ao telefone fixo, levanta o auscultador, marca uns números e faz a mesma cena. O telefone depois de estar um bocado fora do descando começa a apitar, e é muitas vezes quando nos apercebemos. Por duas vezes, esta brincadeira fez com que ela ligasse, absolutamente sozinha, para a avó C. (a minha avó). Foi só carregar na tecla de repetir o último número marcado, mas só demos conta quando, na divisão ao lado, começamos a ouvir alguém a falar ao telefone do outro lado. A minha avó pensou que tivessemos sido nós a ligar, e depois passado o telefone a ela. Da segunda vez que ela lhe ligou, no dia seguinte, já não estranhou. Hoje ainda não lhe telefonou. Enquanto forem chamadas locais não há problema!!

Continua um doce de meiguiçe! Dá uns beijinhos amorosos, quando quer, e se dá de um lado, depois dá do outro, para as bochechas não ficarem com ciúmes. Se dá ao papá depois dá à mamã. Continua a gostar de estarolice, como sempre! O pior é, por vezes, para adormecer. É que depois de tanta animação, não dá vontade nenhuma de dormir.

Chega a todo o lado, empoleira-se em tudo, como não temos muitos móveis em casa, não consegue andar de um lado para o outro, em pé, agarrada às coisas. Percorre o sofá, depois o móvel da sala. De um lado para o outro, de um lado para o outro. Quando acabam os móveis, por vezes, vai com as mãos encostadas à parece, e é o suficiente para se equilibrar!

Tem um dentinho novo, o 4º, dos de baixo. Depois de tantos meses com 3 dentes, finalmente surge outro! Só nascem é dentes em baixo, hehehe!

Continua um borracho! Outro dia fui revelar umas fotos, e a rapariga da Kodac, disse que ela era um bebé de catálogo. Perguntou se não a tínhamos inscrita em nenhuma agência de publicidade ou de modelos... Eu disse que ela ainda é muito pequenina!! Mas fiquei todo babado, claro (sim, sim, mais ainda)!! Qualquer dia coloco aqui uma foto, mas antes têm de me dar umas dicas, que eu já tentei, e não consegui nada!

M'tv

Um dia destes, ao dar o almoço à M., decidi pôr num canal de música, para a distrair. A M. não é NADA fácil de alimentar, por isso temos sempre de inventar tudo e mais alguma coisa para a dirstrair. Brinquedos, livros, outras pessoas a fazer macacadas, televisão, música a tocar, cantigas desafinadas por pais de primeira viagem... etc. etc. etc.
Desta vez decidi pôr no M'tv, e correu até melhor do que com o canal Panda!! Enquanto lhe dava a sopa, ela pulava sentada na cadeira de refeições. Acho que ela gosta mesmo da M'tv, afinal, é como se fosse o canal dela!!

censura

Provavelmente, já vos contaram aquela história de um empregado de uma empresa, que tinha um blog em que discutia alguns assuntos, e que acabava por criticar a autarquia onde residia, no concelho de Pombal. A dita empresa, com relações profissionais ou pessoais próximas ao presidente da referida câmara, acabou por ameaçar o empregado, obrigando-o a eliminar o blog, receando o trabalhador receber outro tipo de represálias. Ainda assim, este acabou por ser despedido na mesma.

A mim, vieram-me dizer: 'cuidado com o que escreves no blog...'
Não foi com um sentido crítico, face ao que escrevo, mas alertando para o que possa escrever, pelo que agradeço! Ainda assim, e porque não serei - com certeza - despedido, este blog vai continuar sem qualquer tipo de censura.

Bom ou mau, escrevo exactamente o que me apetece!

2005/01/25

estados

Se pensam que vou falar do frio que faz lá fora, ou da previsão para os próximos dias, estão muito enganados...

Por aqui não faz frio. Mas hoje parece-me tudo tão... vazio!
Está tão VAZIO por aqui!...

2005/01/12

desenhos a vermelho

Nada como desenhar alguns esquissos a vermelho para descarregar sentimentos maus.
Nada como viajar um bocado de carro, sem norte, para perder o norte às coisas más.
Nada como os negócios a correr bem, para afasta os pensamentos maus.
Nada como o sorriso permanente da M., na sua expressão doce, para quebrar a expressão gelada no meu olhar, nestes dias de frio.

Por vezes apetece-me pegar no mundo com as duas mãos, virá-lo ao contrário, de pernas para o ar, e agitar com força para ver tudo o que cai. E ver o que resta: aquilo que está mesmo agarrado e que não cai.

pesquisas no Google

Sou sempre curioso sobre o que arrasta os meus leitores até aqui. Se alguns consigo ver de onde vêm, pelos links, outros há que chegam através dos motores de busca, pelos mais variados motivos.
E se o Natal trouxe até aqui muita gente, que procurava:

  • estrela
  • estrela de natal
  • significado vaca presépio

… Outros há por exemplo, que procuram coisas mais elaboradas, como:

  • significado estrela com outra estrela
  • máquina para fazer fraldas

Ou ainda, algo muito mais complexo mesmo:

  • hoje sei que gosto de ti por aquilo que tu és!!!

No meio de tudo isto, há ainda quem não saiba a minha morada, e tenha mesmo de pesquisar repetidamente pela:

o terminar do Natal

Nunca gostei do desmanchar da árvore de Natal e do presépio. Acaba por não ser tão complicado como montar, nem tão complicado como quando era pequeno, pois a nossa árvore acaba por estar decorada de um modo bastante simples. Mas é algo que acabamos por adiar, não sei se por falta de disponibilidade, ou porque aquela luz dourada que ilumina a nossa sala fica ali tão bem!

No domingo, era inevitável. A árvore que a M. tanto estranhou ser assim plantada no meio da nossa sala tinha encaixado perfeitamente no seu imaginário. Ao contrário de tantas outras coisas que permanecem novidade durante tanto tempo, a árvore integrou-se perfeitamente naquilo que ela aceita. Desde que lhe deixassem sempre retirar aquele bonequinho de Pai-Natal quando queria.

Se por motivos que lhe foram alheios não me ajudou a enfeitar a árvore, já a desmontar ajudou e bastante. Com ela ao colo, fomos retirando os dois todos os enfeites, um por um. Um para a mão da M., que logo esboçava um sorriso curioso, outro para o papá. Viagem curta até à caixa, em cima da mesa. Embrulhar em papel de jornal. Ir buscar mais dois. No final a fita. Sensação de um trabalho bem feito… Só faltavam as luzes. Estas sim, demoraram um pouco mais. Quase todo o jantar da M., que me observava com atenção. Depois desmontar a árvore, e o seu ar admirado com o vazio que ficou na sala.

Nesta altura do ano apetece-me sempre comprar mais qualquer coisa para a sala, que depois de parecer muito cheia ao montarmos a árvore, fica sempre a parecer enorme depois de a guardarmos!

presentes para a M.

Faço todo o tipo de projectos e planos para o futuro. Imagino coisas que nunca serão. Pinto o presente com as cores que imagino que tem, e que são por vezes tão diferentes das que se lêem aqui no blog. É uma questão de interpretação.
Às vezes, farto-me de tentar ver o lado positivo das coisas. Encontro-o sempre, mesmo quando é pequenino. Às vezes mesmo difícil de detectar. Estreita-se o meu caminho, que antes era largo, e parece que para continuar o caminho tenho de seguir por outro rumo. É como um campo aberto, que se transforma de repente numa floresta densa, tão densa que não consigo prosseguir… Parece que só posso voltar para trás, ou ir de encontro ao mar imenso, e navegar para um lugar qualquer para onde a corrente me queira levar.
Ainda bem que há coisas que não valem nada mas que são parte do que construí e desejei para nós e para a M. Marcas de mim. Do que sou. Para ela.

2005/01/10

verdadeiros amigos

Por várias vezes pensei em escrever aqui sobre as pessoas que gravitam à minha volta. Contar um pouco daquilo que vivemos juntos, daquilo que me transmitem, daquilo que sinto por elas. Histórias, vivências, emoções.
O tempo acaba por se retalhar aqui e ali, e não sobra sequer para deixar os relatos das descobertas da pequena M., como gostaria. Nem as minhas.

Em tempos idos, fazia parte de um graaande grupo de amigos. Hoje são menos. Poucos. Mas bons. Talvez assim sempre fora, ou talvez não. A verdade é que continuo a sentir que muitos daqueles que encontro poucas vezes, com quem falo poucas vezes, se precisasse, estariam lá. Como eu para eles, seguramente. Continuo a guardar os meus amigos como sempre fiz, e as desilusões que por vezes nos provocam não são fortes o suficiente para me afastar deles. Guardo-os talvez numa gavetinha um pouco mais funda, mas nunca os esqueço.

Sinto, de facto que tenho algo a dizer sobre eles. Como gostava de saber que tivessem algo a dizer sobre mim. Serei eu, um tipo igual a todos os outros?

Esta história da paternidade, dá cabo de mim! Mistura os tempos todos, de repente passo de filho a pai, e ao mesmo tempo que me sinto plenamente nos meus ’20 (twenty’s), sinto o passar dos anos a correr, à medida que se aproxima o dia em que a M. faz um ano! O tempo passa a correr, e penso como seria se um dia, de repente, não estivesse aqui para a M. Como seria?
Se fosse ao contrário seria, certamente, muito pior, mas sinto que (ainda) lhe faço muita falta!! Não consigo deixar de pensar nisto o tempo todo, por ridículo que pareça. E há dias em que isso me assombra completamente.

Este blog não é exclusivamente sobre a M., mas antes sobre mim. No entanto ela é, sem sombra de dúvidas, uma fatia grande e a mais importante que inunda o meu pensar! Irradia luz, cintila nitidamente como as estrelas, preenche-me com o seu sorriso único e autêntico. Surpreende-me com a rapidez com que aprende todas as coisas, sempre com o seu carácter já tão bem vincado…
O Primeira Estrela é-lhe dedicado, em cada ‘post’, em cada linha, em cada palavra. Mas mais do que isso ele forma-se a partir de emoções, sentimentos tantas vezes contraditórios.

Se um dia cá não estiver, gostava que ela o lesse, para conhecer um pouco de mim. Para saber que estou sempre ali, ao seu lado, a olhar para ela, com admiração – como no primeiro instante em que a segurei nos braços.
O terror que tenho de que esse dia chega, leva-me a deixar aqui um pedido… Se algo acontecer, e se sentires que tens algo a lhe dizer, uma palavra que seja sobre mim, diz-lhe. Porque este blog, as fotografias de mim, o caderninho onde escrevo para o colégio, os livros “do bebé” em que deixo as conquistas dela, não serão nunca suficientes para quem não tem recordações.

Recordo eu mesmo as pessoas que não conheci senão por histórias e fotografias, e penso no quanto gostava de saber mais e mais, e mais… Ficaria feliz se me contassem. Soltaria uma lágrima brilhante, talvez, mas sorriria, pois nesse instante esse alguém importante para mim, estaria orgulhoso ao meu lado, a sorrir também. E recordo os que conheci, e que já não tenho junto a mim, e cujas histórias gostaria de reviver sempre, numa saudade boa, que dói sempre um pouquinho.

Não sei o que me leva a escrever isto. Talvez seja um absurdo. Ridículo. Talvez…
Mas se tenho a certeza que essas palavras se iriam espelhar nos olhos de algumas pessoas, que mesmo daqui a muitos anos, encontrassem uma Madalena inteiramente desconhecida, outros iriam guardar silêncio. Um silêncio que gostava que quebrassem, por amizade a mim, pelo meu amor pela minha M!

Obrigado…

carro velho

Alguém conhece quem compre viaturas batidas?
O meu primeiro carro foi um descapotável! Não era novo, mas era o que podia comprar com todo o dinheiro que juntara na minha vida, mais o do trabalho que fazia aos fins-de-semana, durante o curso. Assim, no dia em que tirei a carta, comprei meu primeiro carro! Mal o conseguia conduzir, ao princípio, apesar de já ter uns dois anos de experiência a andar no trânsito – de mota – o que ajudou bastante!
Os anos passaram, e o carrito ficou ainda mais velho. Dos momentos divertidos no Verão, passou às chuvas de Inverno, em que o carro não era perfeitamente estanque!! Para além disso, começou a gastar mais e mais gasolina, e todos os meses lá ía uma quantia significativa em arranjos de ‘qualquer coisa’.

Decidi agarrar nas economias que tinha, mas as economias que os meus pais e avós tinham juntado para mim, e comprar um carrito novo, um utilitário económico, a estrear. Companheiro de muitas viagens – o carro tem já um monte de quilómetros – albergue para noites a namorar, para passeios, aventuras e desventuras. Com amigos, ou só com a B. Viajámos bastante naquele carro!
Dele guardo boas e más recordações. Algumas bem pesadas mesmo. Mas foi um companheiro, até ao dia em que decidi comprar uma carrinha nova, com mais espaço, perto do nascimento da M. E o carro ficou para a B., que tinha tirado a carta há pouco.

Passou a ser o carro dela, até agora, que definitivamente nos deixou. Deixa as tais recordações, de que prefiro lembrar as boas. Apesar de já ter uns sete anos, e muitos quilómetros, estava impecável! Enfim, carros e viagens hão-de haver mais! Muitas mais, espero!

2005/01/05

ao sr. do carro bordeaux

É tudo quanto sei dele.
Isto é o que mais me irrita. Mesmo que soubesse, julgo que pouco poderia fazer. A verdade é que no passado dia 29, a B. decidiu vir a casa na hora do almoço, para fazer um doce para o seu aniversário no dia seguinte.
Pouco depois de sair recebi o seu telefonema alarmante, dizendo com a voz nervosa: '- João, espatifei o carro todo!'
Pensei que era exagero seu, mas mesmo assim corri logo para o meu carro, para ir ao seu encontro. Perguntei-lhe se estava bem, e dirigi-me onde ela estava, pensando que teria tido um pequeno acidente, mas enfim, culpada ou não, temos seguro - não havia de ser nada de grave!
Ao chegar encontro-a junto ao carro, com um senhor de meia idade, motard, que ao vê-la ali sozinha decidiu parar e esperar que eu chegasse. O senhor tratou-me pelo nome, pois tinha ouvido o telefonema, e foi espectacular por não a ter deixado sozinha.
O mesmo não fez o senhor do carro bordeaux, que, vindo da esquerda, deciciu atravessar um sinal de STOP, bem visível, atravessando quatro faixas de rodagem, para seguir o seu caminho.
A B. agiu correctamente: procurou desviar-se do carro. Talvez fosse um pouco depressa de mais, mas nada teria acontecido se o outro senhor tivesse parado, como seria de esperar, no STOP. Assim, ela desviou-se para um lado, depois tentou retomar a estrada, e acabou por se despistar contra o separador central e depois um muro, uns bons metros à frente.
Se tivesse acertado em cheio no veículo, ele teria parado, e assumido os estragos. Ou chamava-se a polícia. Ou pelo menos, a B. teria tempo de tirar a matrícula. No entanto talvez ela se tivesse magoado bastante. Assim ficou só dorida uns três dias, e com o pescoço queimado, do cinto de segurança que a prendeu à vida.

Ah, sim... O nosso seguro era apenas contra terceiros, naquele carro, o que faz com que a seguradora não pague NADA. O carro foi rebocado até à oficina, em que nos disseram que o arranjo do carro, seria provavelmente maior do que o valor do próprio carro...

Saldo positivo: passados estes dias, para além de uma boa dose de nervos, a B. não tem marcas de maior. Mais um lugar de parqueamento cá na rua. Começo, geralmente, a trabalhar muito mais cedo.
Saldo negativo: menos um carro, no nosso agregado famíliar. A M. tem de entrar mais cedo no colégio. Tenho de as ir buscar às duas à tarde, e depois voltar a trabalhar, quando já não apetece nada.

Conclusão (à bom português): carros há de haver mais... A B. é só uma, e faz-nos falta cá em casa.

Se alguém encontrar o senhor simpático que decidiu fugir, chamem-lhe, pelo menos, um ou dois nomes. Já que não há muito mais a fazer, porque não sabemos mais nada acerca dele...

e no dia seguinte...

O mundo acorda assustado com a fúria da mãe natureza.
Por vezes acontecem coisas que nos fazem crer que Deus não existe. Eu acredito que Ele está, por vezes, apenas um pouco distraído.
A verdade é que nós precisamos de sentir a morte para saber que estamos vivos. Mas há lições que são bem duras de aprender.

Natureza ou Deus, estas situações deixam-me sem palavras para expressar. Tento pensar como seria se se passasse comigo, e não consigo ficar indiferente. Parece-me pouco escrever sobre um tema que corre o mundo. Já tudo se terá dito. Resta-me o silêncio que se prolonga pelos dias, que ultrapassa o ano velho, que nos invade a casa à hora do jantar da M., em imagens terríveis que não lhe sabemos explicar...

assim foi o meu Natal para a M.

Depois de duas tentativas sem grande receptividade, e após uma insistência chata de mais de meia hora ao telefone a incomodar a minha sogrinha no seu local de trabalho, lá a consegui convencer a fazermos a consoada lá em casa… Surpreendeu-me a sua resistência a uma solução que me parecia de longe a melhor, mas quando fazemos uma pergunta ou um pedido, temos de estar preparados para dois tipos de resposta: positiva ou negativa. E há que saber aceitar qualquer delas sem rancores ridículos. Afinal, assim se constrói o nosso dia a dia.
Tive, de facto, alguma (muita) dificuldade em aceitar que assim não fosse. E insisti, insisti, insisti, porque penso de facto que tinha razões para tal: a questão da tradição, como expliquei há dias, mas também as questões físicas do cansaço e das condições para a M. O espaço em nossa casa que é um pouco mais amplo e menos compartimentado, dando mais espaço para todos estarmos bem, abrir os presentes… enfim, gozar a noite de Natal. Por fim lá chegámos a acordo, e as coisas acabaram por se organizar!!
Na azáfama típica do dia 23 fui levar as chaves de casa à avó da B., a Lisboa, o que me fez demorar mais de uma hora e meia, porque tinha havido um terrível acidente no meu caminho… Depois as últimas compras, arrumar a casa e… já está! Tudo pronto, sem a B. saber!!

Acho que a parte da surpresa correu bastante bem! Mas isto já conto.
Saímos de casa de manhã – não muito cedo, para a M. dormir o habitual. Apanhámos a tia L. em Lisboa e seguimos viagem em direcção à zona de Pombal. A viagem decorreu tranquila, com a M. a dormir algum tempo.
Chegámos a casa do pai da B., e estivemos com eles a celebrar o aniversário do avô C. e o nosso Natal em família antecipado! Pela M. nem demos mais, a tia C., nos seus onze anos, encarregou-se dela o resto da tarde e entendem-se as duas lindamente. Nem as ouvimos mais, a M. adora-a!
Depois trocamos os presentes, depois do seu lanchinho mal tomado, e antes de regressar a Lisboa, já de noite. No caminho a M. dorme novamente, não há ninguém na auto-estrada, mas como já saímos tarde, chegamos tarde a Lisboa também.
No início, quando apenas namorávamos, também era assim. Chegávamos tarde à consoada, porque a B. queria aproveitar o máximo de mim. Acho que lhe dava algum colorido extra à consoada, e de facto, também para mim o melhor do Natal foi quando começamos a estar sempre juntos, do início ao fim do Natal, porque de chegar a casa de pessoas e deixá-las para a seguir estar com outras, já basta.

Deixamos a tia L. em Lisboa. Ainda não foi desta que a trouxemos connosco, apesar do meu pedido. Para o ano, ficou prometido. Tenho de lhe dar algum tempo para se habituar à ideia…
Como é que eu fiz para a B. não saber? De manhã tinha ficado toda chateada porque eu tinha deixado a cadeirinha de comer à mesa (aquelas de encaixar), em nossa casa. Ela queria-a para que a M. estivesse connosco à mesa da consoada, mas acabei por a deixar em casa, como aos meus presentes (para evitar ir com o carro mais cheio, e andar a carregar com coisas de um lado para o outro).
Depois de deixar a tia, segui por um caminho diferente do habitual. Ela questionou-me, e disse-lhe que queria evitar o trânsito do meio da cidade, os semáforos, ou o que quer que fosse, e que por ali era mais perto.
Acabei por sair de Lisboa em direcção a casa, quando repara e me chama à atenção. Exclamo que me enganei, ‘bolas’!! Peço-lhe para ligar à mãe, para avisar que nos vamos atrasar porque temos de ir dar a volta ao outro lado. Ela diz à mãe: ‘- O João enganou-se mãe, estamos na ponte, isto está a correr bem!’
Já era tarde, e a mãe (em nossa casa), diz atrapalhada: ‘- Qual ponte?’, foi o melhor que se lembrou… A avô L. tem jeito para muitas coisas, mas mentir não é uma delas!! Seja como for, não deu muita conversa à B. e ela não desconfiou de nada. Disse para – já agora – irmos a casa buscar a cadeira, e assim fomos até à porta de casa, sem ela desconfiar de nada!! Hehehe!
Chegámos e eles estavam à porta para nos receber, a B. emocionou-se, e eu fiquei contente por achar que tudo valeu a pena!

Entretanto, na viagem, a B. manda mensagens e faz telefonemas para amigos. À chegada a casa, a M. têm o telemóvel na mão, e misteriosamente, no meio da confusão, apercebemo-nos de que está alguém a falar ao telefone!! A B. pega no telefone, e chega à conclusão que ela ligou para a educadora da sala dela, a R.!! Mas a B. nem tinha ligado para ela, tinha apenas enviado uma mensagem! Mas se a mamã pode telefonar para quem lhe é importante, também eu quero ligar a alguém – deve ter pensado a M. Agora como é que ela conseguiu aceder à lista telefónica e acertar logo no nome da R. e fazer a chamada, é que permanece inexplicável! É daquelas coisas.

O resto da noite foi tranquila, apesar da B. e da M. estarem cheias de sono, e um pouco rabujentas com o avançar da noite. Jantámos e abrimos logo os presentes, pelas 11h e pouco. Presentes e mais presentes para a M! Acabámos por ter que deixar a brincadeira para depois, porque entretanto se fez tarde. Pela 1h tive de a ir adormecer, depois de uma noite bem passada!

Antes de me deitar, deixei um sapatinho de cada um de nós junto à árvore de Natal. Tinha a convicção de que, apesar de a M. apenas ter 10 meses, o Pai-Natal viria nessa noite para nos deixar os seus presentinhos… E assim foi! De manhã lá estavam duas ou três prendinhas ‘extra’ para cada um de nós! É que nós – os crescidos – trocamos presentes uns com os outros pelo Natal. Mas que há um Pai-Natal velhinho e com barbas brancas, de roupa vermelha, gorro, com um trenó puxado por renas voadoras, carregado de presentes toda a noite de 24 para 25… não quero que ninguém tenha dúvidas!!

Depois fomos almoçar a casa do meu irmão. Lá, trocámos mais presentes, mais conversas, com a agitação natural do meu sobrinho H., que apesar de não querer ver o Pai-Natal, adora abrir todos os presentes. A priminha M. não se importa! Afinal, ele é mais velho e deve saber o que está a fazer.
Ela idolatra-o! Ele agora está numa fase em que se deve sentir mais crescido, e sente que ela ainda não o acompanha, mas ela está sempre a querer a atenção dele, e dedica-lhe todos os seus sorrisos, miminhos, e tudo o resto, mesmo enquanto ele distraidamente vê o Sreck II!... A B. decidiu pô-la ao colo dele, e assim ficaram, os dois juntinhos, com ela completamente deliciada, e ele com o ar importante de priminho mais velho!

2005/01/03

um próspero 2005 a todos!

Antes de mais, completa com o teu comentário:
Para 2005, eu quero...

2004/12/22

m. m. e mais m!!

Espero que a M. goste do Natal!
Para já está a gostar! Olhou admirada para a enorme árvore de Natal que montámos na sala, logo no dia 1 de Dezembro. Terá pensado que é grande de mais, ou simplesmente lhe deu o destaque que dá a tudo que compramos lá para casa depois dela ter chegado. O que já lá estava faz parte, o que chegou depois será uma novidade durante muuuito tempo. Como o candeeiro novo no seu quarto, que já lá está à três semanas. Como os quadros com uma sequência de fotos dela, no corredor, há uns bons meses – sempre merecem uma atenção especial e um sorriso malandro, tipo: tu não estavas aqui…!

Mas esses sorrisos são tudo para mim! É impossível estar com ela por perto, a sorrir, e não ficar contente, como se a alma quisesse voar.
É doce tê-la ao meu colo e vê-la adormecer devagarinho. Observar o seu ar tranquilo quando dorme. As fitas que faz quando quer alguma coisa. Vê-la estender os braços a pedir colo. Dar um “miminho”, encostando-se a nós, ou dar um beijinho (lambuzando-nos um pouco).

De facto, a M. já compreende muito do que nós dizemos, talvez mais do que nós imaginamos. Do Natal ela absorve tudo! Adora os gorros que temos pendurados no móvel da sala, o das coisas que temos penduradas na árvore – apesar de termos dispensado as bolas de vidro este ano – só mexe num pai-natal que está pendurado ao nível dele, é um boneco de peluche pequenino que a avó L. lhe trouxe. Aquele ela está autorizada a tirar. E então puxa-o energaticamente, tipo: sai daí que és meu!

Os presentes que a mamã B. não quis esconder, mesmo dentro dos sacos suscitam a sua permanente curiosidade, ou não fosse ela gostar de retirar tudo de dentro das caixas, tirar, pôr…

troca de presentes

Não faço ideia quanto gastei com presentes de Natal este ano.
Nem o ano passado. Nem no outro antes. A última vez que fiz as contas, assustei-me! Prefiro não pensar muito nisso.

Num instante, busco as coisas que acho ou sei que as pessoas vão gostar. Permito-lhes, no entanto e sempre, que desconfiem do meu gosto. Por vezes aquilo que escolho não será exactamente aquilo que elas gostariam de receber. Mas acho bonito um Natal cheio de surpresas, de embrulhos, de coisas que se compram para alguém que realmente gostamos, ou por quem temos algum carinho.

É esse o motivo das minhas compras de Natal! O prazer que tenho em comprar algo para oferecer a alguém que gosto, o prazer de ver depois desembrulhar, descobrir esse presente! O receber um sorriso, um abraço, um beijo em troca.

consoada só

Há coisas que não consigo entender, ou talvez consiga.
Ontem vi uma reportagem na SIC Notícias, acerca de instituições de solidariedade social. Nesta época do Natal é sempre quando nos lembramos que existem, e isso foi bem marcado por alguns dos presentes. A ajuda é necessária todo o ano, e não apenas agora.
A dada altura falavam de idosos que passam o Natal sozinhos. Deram exemplos de duas pessoas diferentes, que tinham família longe, e que passavam a consoada em casa, numa qualquer noite como as outras, numa aldeia perdida no interior transmontano.

Dei comigo a pensar em alguém que conheço bem, alguém próximo até, mas a quem os destinos da vida atiram quase sempre para uma consoada só. Ano após ano, fico triste, naquele instante em que não a posso trazer comigo, em que não lhe posso oferecer algo diferente. Diz-se já habituada, quase sem mágoa, tenta entender que o Natal é no dia 25, onde se junta com alguns amigos, que acabam por preencher o vazio que a família lhe deixa.
Mas no seu pensamento não será tão linear assim. A magia do Natal começa no dia 24, na consoada em que à meia-noite supostamente se trocam os presentes…

E fico assim a perguntar-me porque motivo não a posso eu trazer comigo.
E mais uma vez não encontro uma resposta com algum sentido.
E mais uma vez, enquanto rimos no nosso Natal egoísta, enquanto eu mesmo trocar presentes e mais presentes pelo dia 24 e 25 fora, este alguém estará sozinho, afastado, e nós tentando encontrar justificações lógicas que já não existem.

Ou talvez não! Talvez “antes” nunca seja tarde demais. Talvez possamos mudar o amanhã, porque só não podemos mudar o passado. Quando se quer, não há impossíveis. É só querer!...

2004/12/20

presente para mim

Já passou mais de um mês, que ofereci a mim mesmo um presente-de-aniversário-atrasado-especial. Está bem, não é assim tão especial... acaba por ser algo material também, o que retira algum encanto. Mas era algo que queria ter há algum tempo, faz parte dos meus projectos para o futuro, e por isso sinto-o como uma grande conquista!

Definitivamente o número 9 está na nossa vida para ficar. Casamos a 19, a M. nasce a 9, e agora este presente compro-o a mais um 19!

Cada vez mais sinto que só me arrependo daquilo que não fiz, e nunca daquilo que fiz - esteja certo ou errado. Assim, acho que por vezes é necessária uma boa dose de risco, de aventura, para seguir determinado rumo na vida.

2004/12/19

sinto-me assim...

I live for those who love me, for those who know me TRUE!...

2004/12/15

em busca de um natal perfeito

De há uns tempos para trás, o nosso Natal é diferente: é passado assim mais ou menos em viagem. Se calhar assim é para a maior parte das famílias. Sempre que possível, vamos um ou dois dias antes do dia 24 para a zona centro do país, onde mora o pai da B., com a M. e os manos da B., o A. a C. (isto já parece um post em código, por causa do raio da política de privacidade - que se lixe)!

Para mim o Natal diferente começou por aí, ainda namoravamos há uns dois anos, quando comecei a ir para lá com ela, e a regressar tarde, na noite de 24, ainda para jantar em casa dos meus pais.

O pai da B. faz também anos dia 24, por isso almoçamos sempre lá, trocamos os presentes à tarde, e depois regressamos a Lisboa. Desde que estamos a viver juntos, ou melhor, desde um ano antes, fazemos a consoada em Lisboa, com a mãe e os avós da B., e por vezes mais alguns familiares, ora em casa dos avós da B., ora em casa da mãe. Por vezes depois ainda passamos em casa dos meus pais, para continuar a troca de presentes, e depois no dia 25 almoçamos então com a minha família.
É assim um Natal entre viagens, Pombal, Lisboa e a Caparica.

Toda a gente tem sempre gosto em que passemos o Natal lá. É natural que assim seja, e ficamos contentes. Também fico contente por saber que - de ambas as partes - há a aceitação de que não podemos estar nos dois lados ao mesmo tempo. Como dizia no outro post sobre o Natal, um dia virá em que possamos mesmo estar todos juntos, seja no dia ou na véspera, sem restrições. O ideal seria todos MESMO!...

Para este ano, tivemos o convite do meu irmão para fazer o Natal lá em casa! Casa nova dá direito a juntar a família toda e vai com certeza ser muito bom! Sei que o meu irmão gostava muito que estivessemos lá na noite de Natal, mas estou certo de que ele compreende, e afinal, o que interessa é que estamos juntos na vida de cada dia! Apesar de ultimamente as doenças dos putos nos manterem de quarentena afastados!

Assim estaremos, segundo o planeado, com o pai da B. no dia 24. Com a mãe e os avós na consoada. Com a minha família no dia 25.

Tenho pensado muito na consoada da M. Gostava de fazer uma surpresa à B. e preparar tudo aqui em casa. Depois de escrever aquele post enorme que quase ninguém leu, pensei naquela história da tradição, e cheguei à conclusão que é ela a grande marca do meu Natal! Daquela magia de que falei! Também por isso o meu Natal perdeu características quando deixou de ser na mesma casa, com o mesmo ritual seguido à risca. Assim, gostava que o Natal da M. fosse sempre em nossa casa, porque se um dia pudermos juntar a família toda é aqui que será, e assim não muda nada para ela: serão os mesmos lugares, o mesmo ritual, a mesma história contada com as mesmas cores!
Depois disso li algures sobre o primeiro natal dos bebés, e encontrei opiniões que vão de encontro a esta ideia. Ela ainda é muito pequenina, apesar de muito observadora e participativa em tudo, vai ficar cansada com tanta viagem, e a ver tantos sítios e pessoas diferentes. Claro que não vai dormir cedo na mesma, mas assim sempre vai estar já em casa, e se quiser fica logo na caminha dela. Vamos abrir os presentes mais cedo, e depois de toda essa agitação, ela estará já na casinha dela! E ainda o frio da noite de Natal, mais viagens... Acho que se lhe pudermos poupar algumas aventuras, colocando-a em primeiro lugar, será melhor. Assim o Natal será bom para todos nós, e melhor para ela!

Escrevo aqui no blog porque sei que a B. não vai ler - senão estragava-se a surpresa. E tenho de falar com a L. (vulgo sogrinha), para saber o que ela acha da ideia. Afinal, para ela será um pouco menos prático, pois em vez de preparar a consoada na casa dela, teria de preparar na nossa casa. Mas eu arranjo processo de deixar tudo mais ou menos pronto. Só não sei ainda como trazer a B. até casa, antes de irmos para a consoada que ela pensa ser em Lisboa... aceitam-se sugestões!

tanto tempo

Olá! Há tanto tempo que não visitava esta 'casa'! É verdade, já tinha saudades...
Até à semana passada a M. esteve em casa, literalmente fechada, com bronquiolite... Foram três semanas inteiras, aquela m**** parecia que nunca mais passava. E assim foi alternar os meus cuidados, com os cuidados da mamã B., da bisavó C... O que não foi nada fácil, e muito menos produtivo em termos de trabalho.

Mas a verdade é que a M. se desenvolveu bastante!
Tinha começado a gatinhar há muito pouco tempo, e pode praticar bastante. Embora ainda sem calçado adequado - sem calçado nenhum, aliás - mas gatinhava pela casa toda, à vontade, e começou rapidamente a empoleirar-se em cima de tudo e mais alguma coisa.
Com o passar dos dias surgiu um novo dentinho, o terceiro, também dos de baixo, o que lhe dá um aspecto peculiar (parece um bulgoguezito)! Faz todo o tipo de boquinhas, risos, aprendeu a dar miminho (encosta-se a nós), e dar beijinhos a nós e aos meninos nos livrinhos que adora ler! Folheia-os sozinha, e faz aquele ar espantado e teatral que só quem já viu sabe bem do que estou a falar.
Olha-se ao espelho e faz caretas, diverte-se imenso com isso! Diz mamã a toda a hora, papá, só em surdina (faz apenas o movimento dos lábios). Ontem lá disse uma ou duas vezes papá, primeiro de manhã, comigo, e ao final da tarde, quando a B. lhe mudava a fralda, a chamar-me!

É um doce.
Tão doce, tão doce, que por vezes chega a doer.
Gosto tanto da minha estrela que ela consegue dar sentido a toda a minha vida, e por vezes deixar-me uma sensação contraditória de que nada faz sentido!...

2004/11/30

os brilhos do meu Natal...

Aproxima-se a passos largos o primeiro Natal da M.
Cada vez os enfeites de Natal aparecem mais cedo nas ruas, nas lojas, nas casas, mas por aqui manda a tradição – até ver – que só cheguem dia 1 de Dezembro. A época de paz e amor, de fantasia, tende a dar lugar ao consumismo desenfreado ao qual acabo sempre por me entregar um pouco: adoro comprar presentes!! No entanto acho que tudo só faz sentido porque o Natal é aquela festa mágica, e tem o significado que tem.

Quero que esse significado, esse Natal cheio de ilusão e magia, chegue também à M., como permaneceu em mim carregado de significado durante tanto tempo. E quero que seja perfeito – mesmo sabendo que é difícil criar situações perfeitas – o que me deixa um pouco ansioso.

Sempre pensei que o Natal devia ser passado em família. E assim pensava que o Natal-perfeito, seria aquele em que pudéssemos finalmente reunir toda a família, a minha, a da B., o que de momento ainda é um pouco complicado, por motivos físicos (falta de espaço). Mas logo que mudemos de casa, isso será mais fácil. Vamos poder estar todos juntos na noite de Natal, ou no dia de Natal, como calhar. Mas será isso o suficiente?

Recordo os natais que vivi, e tento captar deles aquilo que me transmitiram de tão bom, e que fez com que o Natal fosse uma referência tão marcante. Espero assim encontrar a raiz do que quero então dar à M.

O Natal sempre foi na casa dos meus avós. Era “a nossa casa” também. Apesar das boas recordações que tenho das casas de férias, em sítios onde fiquei muito mais ligado, até hoje, a “nossa casa” era aquela. O Natal começava no primeiro de Dezembro, com os enfeites – muitos – por toda a casa. MESMO por toda a casa. Era demais até! Mas fazia parte. Era um dia inteiro dedicado à árvore de Natal, ao presépio, às fitas, às bolas e pais-natal para espalhar por toda a casa. A árvore, inicialmente ainda pinheiro verdadeiro, mais tarde artificial, era carregada de enfeites, luzes e fitas. Por vezes bonecos de chocolate, como recordava outro dia com a B., que fazia o mesmo. As luzes cintilantes, as “bolas” de diferentes formas, de cores brilhantes, azuis, vermelhas, verdes e amarelas.

O presépio era enorme! De figuras pequenas, imensas, contando toda a história do nascimento de Jesus com detalhes que nos faziam imaginar como realmente tudo se tinha passado. Era colocado sobre uma mesa, ou um armário, eram feitos uns montes para colocar o castelo dos Reis Magos, que desciam de camelo até à aldeia, com algumas casinhas. Aqui se reuniam algumas figuras, pastores, e pessoas a rir, a cantar e a dançar, comemorando o nascimento de Cristo. Ovelhas por toda a parte. Um riacho a correr do castelo até um pequeno lago, feito de um pequeno espelho. Uma pontezinha. As figuras que adoram o menino Jesus. A mangedoura, grande, feita de cortiça. Lá dentro, nas palhinhas, Maria, José e o Menino, com a vaca e o burro ao lado. A luz amarela no seu interior. Uma grande estrela cadente sobre a construção, dourada. Um papel de fundo azul escuro com estrelas douradas, brilhante. Luzes a piscar, coloridas, entre o musgo natural. Assim era o meu presépio!

Adorava ficar que tempos, à noite, depois de jantar, quando a sala de jantar se esvaziava de pessoas, ali, a contemplar as luzes que piscavam. A imaginar histórias. A sonhar com os presentes que chegariam no dia 25 de manhã!

Acho que o facto de abrir os presentes de manhã, ajudou a prolongar a magia do pai-natal! Os dias passavam-se devagar até ao dia 24! Era dia de acordar e ver já a minha mãe e a minha avó a cozinhar desde cedo. Quando acordava já havia uma série de doces feitos, e preparava-se a colaboração de todos para fazer os “canudos”, o doce que só lá em casa se fazia! Nunca o vi em mais lado nenhum, e é delicioso. Eu e o meu irmão entretiamo-nos a estender a massa, a enrolar nas canas, a encher com o recheio…

O jantar de Natal era tranquilo, com um bacalhau cozido e conversas à mesa. A ansiedade espelhava-se nos meus olhos e nos do meu irmão. Íamos dormir, à hora habitual, na noite mais longa do ano, em que tudo acontecia! Sonhava com um pai-natal que durante a noite viajava no seu trenó puxado por renas, e que descia as chaminés para deixar os presentes nas casas de toda a gente…
Na manhã seguinte, cedo, muito cedo, acordávamos os nossos pais e avós, e íamos em direcção à chaminé da cozinha. A porta estava trancada – não fosse dar-nos uma vontade irresistível de ir à cozinha a meio da noite. A minha avó trazia a chave, abria a porta, e encontrávamos sempre muitos presentes, arrumados nos espaços que se destinavam a cada membro da família. Por vezes nem cabiam nestes espaços e espalhavam-se por toda a cozinha, amontoando-se sempre. Era um momento de euforia, sempre, mesmo anos mais tarde!
E depois era brincar o resto da manhã e até ao anoitecer, com os brinquedos todos que recebia! O almoço farto, com a mesa cheia de doces. Aquela sensação do entardecer ter trazido brinquedos novos, mas estar a levar de mim mais um natal, que parecia terminar logo ali.

Certo ano descobri que não era o pai-natal que trazia os presentes. Passei a fazer também eu parte dos que iam deixar aos outros os presentes de natal sob a chaminé, naquela noite de 24 de Dezembro. E ganhei muito gosto nisso, no comprar presentes, no participar naquele ritual! A magia perdeu-se um pouco, mas não o encanto daquele natal feito com tanto engenho.

Acho que o Natal só perdeu aquele significado que tinha quando mudámos as regras. A certa altura começamos a abrir os presentes à meia-noite, como quase toda a gente, e em casa dos meus pais, o que mudou o cenário também. Se sempre assim tivesse sido, talvez fosse perfeito na mesma. Mas toda esta mudança só veio levar para mais longe aquelas memórias tão boas que tentava manter acesas ano após ano.

Será esse o segredo? Manter vivas as memórias que temos dos primeiros natais, em que acreditamos mesmo que tudo é possível? Acho que sim! Parece-me que o abrir os presentes de manhã, facilita também a questão do pai-natal. Deste modo dá-lhe mais tempo para entregar os presentes todos pelo mundo inteiro, e evita-se aquela história de as crianças quererem VER o pai-natal. Nunca resulta VER. A imaginação é sempre muito mais fiável. Eu mesmo já fiz de pai-natal, e é difícil enganar os mais pequenos, atentos aos mais pequenos detalhes.

Acho que a estabilidade, o ritual, os doces, aqueles dias só para o Natal, eram o que fez o meu Natal ser tão especial. É isso que tenho de conseguir dar à pequena M. Um natal cheio de magia, amor, fantasia, em que tudo é possível.

E se cada Natal se pode pedir um presente à estrela, este é o meu pedido, este ano!

2004/11/26

mais conselhos, sem pedido

Sei que não se deve dar conselhos, sem que os tenham pedido, mas não sei mesmo se algum dia irás ler estas páginas virtuais, por isso aqui ficam umas dicas.

Provavelmente vou continuar a “meter-me na tua vida”! Sou teu pai, é inevitável que o faça. Mesmo quando não sou chamado. E vou dar conselhos, alguns mais acertados que outros, e que nem sempre acatarás. Irás constituir a tua própria personalidade aos poucos, como já começaste a fazer, e decidir por ti, quando é que queres ou não seguir o caminho que te indicar. Eu fiz o mesmo.

Também por mim os anos irão passar, com tudo o que isso tem de mau. É possível que tenha algo de bom, mas começo a achar que os anos só nos fazem encontrar mais e mais pessoas com menos valor, o que nos trás um descrédito cada vez maior de (quase) todos os valores.
Vou tentar não deixar de acreditar, com o intuito de me manter uma pessoa leve. E escutar aquilo que me dizem e que realmente interessa com atenção, ligando pouco ao que diz quem não interessa, ou as conversas que se jogam fora a toda a hora. Vou tentar manter-me fresco.
Assim estarei mais perto de ti, quando me quiseres fazer acreditar em algo. Mesmo naquelas coisas que a vida nos ensina a não acreditar. Pois fica a saber que eu, hoje, ainda acredito.

Mas se um dia me esquecer… Se o tempo que corre por baixo dos meus pés, que me foge entre os dedos das mãos, que grava imagens intensas no meu olhar… se ele fizer de mim uma pessoa com menos fantasia, com menos amor, com menos humor, lembra-me disso.
Não deixes que os meus conselhos (sábios) te indiquem os caminhos certos da razão. Segue os caminhos do coração, da emoção, do amor incondicional e livre. Segue o instinto marcado nos dedos das tuas mãos.

Respeita os mais velhos, mas respeita também os mais novos que tu. És capaz de ser a pessoa mais pequenina que eu conheço, e aquela que mais respeito. Mesmo as imagens de mim, no passado, eu respeito. E acredito que isso permanecerá. Por isso, se eu não me lembrar de mim, lembra-me tu. E pelo eu que sou hoje eu irei, certamente, pensar pelo menos duas vezes antes de te aconselhar pela razão.

Segue o teu caminho. Porque se ele te fizer escorregar, ou cair, vai estar sempre lá uma mão enorme, gigante, do tamanho do mundo para te segurar. Para te apertar num abraço denso para te dar novas forças e te ajudar a levantar.

Não digas a ninguém. Ninguém sabe. Mas essa é a minha mão.

coisas que não fazem sentido

Vou deixar aqui uma pausa, mais séria e menos irónica do que habitual em mim.
Uma pausa no tema do Natal, a prova real de quem tem paciência para me ler - e pelo tamanho do post acima, mereciam os meus honrados leitores, um prémio!

A história que conto não tem nomes, nem tão pouco rostos, pois não é simplesmente de amigos de alguem que conheço.
Este post devia ser escrito de pernas para o ar. Porque por vezes é assim que o mundo está. Às vezes sinto isso, também. Mas quando me contam uma história como esta, sinto um arrepio subir pela minha "espinha", gelar-me as costas e esvaziar o meu pensamento de todas as ideias absurdas e vagas. Fica só o que é importante.

Na última semana alguém que conheço se preparava para ser tia, pela primeira vez. E alguém se preparava para ser pai, mãe, avós, também pela primeira vez, ao que sei. O momento é de espectativa! Redobrada, pois nas ecografias - onde raio tenham sido feitas - nunca conseguiram identificar realmente o sexo do bebé.

Nasce uma menina, da qual não sei sequer o nome. E aquela alegria e espectativa, transformam-se de repente em qualquer coisa que não sei o que é, porque a menina nasce sem uma perna... e sem um rim.

É de cortar a respiração, não é? COMO é que não conseguiram ver isto antes?
Sei que não importa nada, mas recordo cada uma das ecografias que a B. fez, e em que compreendi e vi tudo perfeitamente... Como é que isto passa despercebido, nos dias de hoje?
Acho que não vou escrever mais nada. Porque nada do que posso escrever aqui vai ser suficiente para transmitir o que sinto. E muito menos para sequer compreender um pouco do que aqueles pais estão a passar.

Fico triste e pensativo o resto da noite. Parece que Deus, por um momento só, não existe.

2004/11/24

o amor não acaba nunca

Um dia, daqui a muito tempo, talvez os nossos corpos não sejam já tão vigorosos e jovens como são agora. Talvez surjam rugas, com esta ou aquela preocupação, outras fruto de risos, de gargalhadas, de olhares risonhos – as melhores! Talvez as costas se cansem de carregar ao ombro a mala do portátil, ou os sacos do supermercado. E os olhos se gastem por estar horas à frente do monitor.

Fique a memória. Fique eu e tu. Fiquem os nossos filhos. Netos. Quem sabe até bisnetos.

Provavelmente até essa – a memória – irá falhar. Cansada daquelas aventuras em que me meto e que desgastam tanto. Mas que me fazem sonhar, me fazem pensar, exercitar a mente, sentir que estou a construir algo, a andar para a frente.
Sentirei saudade do tempo em que éramos jovens, porque já quase a sinto, do dia que passa hoje. Se fechar os olhos e imaginar sinto-a com toda a certeza. Como se estivesse em mim daqui a tantos anos. E a M. não será mais tão pequenina, e terá o destino dela traçado. E terá os dias dela curtos e atarefados, como os nossos agora, “sem tempo” para nada como tantas vezes praguejamos. E nós teremos mais tempo, mas menos qualidade de tempo, porque não poderemos gozar muitas coisas.

Será assim?... Se estiveres ao meu lado, será lindo. Sem ti por perto, não quero pensar. Será que fazia sentido ver a Madalena crescer, vê-la ter uma carreira, vê-la descobrir coisas, fazer conquistas, cair e levantar-se, como agora faz, vê-la apaixonar-se e desiludir-se, amar, casar, ter filhos, ter netos… sem ti ao meu lado? Por certo faria muito pouco sentido.

A vida é assim. Uma pressa. Quero ter tempo. Quero ter vagar para gozar as coisas, as pessoas que tenho ao meu redor. Quero ter mais e mais tempo. Mais. E mais ainda.

Quero que o amor não acabe nunca, como alguém disse, há tempos atrás.

2004/11/16

porque sorris assim?

Pomo-nos nós a pensar a todo o instante.

Ontem, depois de um fim de semana com pouco descanso, com uma constipaçãozeca e uma ameaça de conjuntivite, acordaste muito bem disposta. Tinha sido difícil adormecer-te no Domingo. Agora por vezes é assim. Não sei se estavas inquieta, se era simplesmente aquela vontade de estar sempre acordada a fazer tudo e mais alguma coisa. Acabaste por adormecer, já à volta das 23h...

De manhã bebeste o teu biberão como de costume. E deixei-te na tua caminha mais um pouco. Antes de ir tomar duche já te ouvia palrar baixinho... Pensei que irias acordar entretanto por isso tentei ser rápido. Depois do duche rápido, de fazer a barba, de me vestir, fui-te espreitar. Geralmente, mudo-te então a fralda, visto-te, e depois tomo o pequeno almoço contigo (contigo junto a mim, entenda-se, pois as minhas papas não despertam mais do que a tua curiosidade)!
Depois de te ter escutado a conversar, pensei que estivesses já bem acordada. Estavas a dormir, de barriga para baixo, os braços ao longo do corpo (para baixo), com a cabeça voltada para os pés, sobre o edredão fofinho, junto aos bonecos que tens aos pés da cama, desarrumados!... Que ternura és tu!

Deixei-te a dormir mais um pouco. Começaste a conversar de novo já pelas 10h20 - isto sim, são horas de acordar - e fui lá. Viste-me e sorriste muito, fazendo as gracinhas do costume. Ajudei-te a espreguiçar e reparei que os teus bracinhos, que esticas muito para cima e que costumavam deixar as tuas mãos junto à cabeça, já as deixam um pouco mais acima. Estas a ficar com os braços crescidos, a perder o aspecto de bebé pequenino. Não sei se acho muita piada, queria que fosses sempre pequenina, mas à medida que cresces dás tanto mais de ti, que até dói.

Estavas muito bem disposta! Descemos, e fomos no carro até ao colégio. Ao estacionar, olhei para ti dizendo "-Chegámos!", e obtive um grande sorriso, feliz, cúmplice, como de costume. Ficaste contente de ver as tuas amigas, que cuidam de ti, e apressaste-te a ir para o chão brincar com os teus amiguinhos pequeninos.

Passo o dia inteiro sem te ver. Levo comigo aquele calor que retiro do teu sorriso de manhã, daqueles instantes em que me atraso para cuidar de ti antes de te deixar no colégio. Esse teu sorriso, o estenderes os braços assim para mim, deixa-me mais forte, mais feliz, e mais leve durante todo o dia. Na verdade acho mesmo que transforma o meu carro numa espécie de nave espacial, que flutua em vez de andar sobre rodas, e quando caminho a pé acho que vou sempre a uns dez centímetros do chão.

Tu dás sentido a todas as coisas, a tudo o que desejo para nós, para mim e para a tua mãe, bem como para ti. Para a nossa família. Tu és a estrela da sorte que há em mim, o olhar sábio que eu amo e respeito. Que acarinho. Que protejo. Sem ti nada faria sentido.

Os dias correm depressa. Demasiado depressa. Uns atrás dos outros. Rapidamente. As histórias em mim começam e acabam. Atrasam-se. Prolongam-se. Desaparecem. Perdem-se como se não tivessem sequer começado. E os dias sem ti já vão tão longe, que parece que sempre aqui estiveste.
E aceleram-se os novos projectos. Aproximam-se outros dias. Outras histórias.

Até chegar novamente a ti, ao final do dia. Se por vezes esse final do dia é bem cedo, ontem foi mais tarde. Um dia mais cheio, nem por isso mais cansativo. Só mais ocupado (acho que estou a aproveitar os últimos dias assim).
Ao chegar a casa encontro aquele sorriso mais lindo do mundo! Não consigo entender onde o vais buscar quando me vês, sobretudo assim, ao fim do dia! Como seria tão melhor se te fosse buscar - em vez de deixar - ao colégio.
Sorris, esticas os braços para cima, de contentamento, depois ris e ris de novo. Mais intensamente! Os olhinhos achinesados! Finalmente os braços esticados para mim! Um abraço, um beijo, um carinho. As brincadeiras que tanto te divertem com o papá e a mamã. Irrepetíveis, cada uma delas.

Depois uma breve viagem alucinante pelas tuas permanentes conquistas. Ver-te gatinhar por toda a casa. Mexer em tudo. Encontrar tudo. Ver atentamente os teus livrinhos, virando as páginas de cartão. A atenção que dispensas a cada um dos teus brinquedos, espalhados por sítios concretos da casa. Os teus brinquedos são simples, ainda. Desenvolvem a tua criatividade e explora-los ao máximo. Gostas de brincar também com um púcaro de aço inoxidável (nosso). Bates constantemente no chão de madeira, o que deve fazer as delícias da vizinha de baixo.
Se não vês um de nós, vais à procura, por toda a casa, que conheces bem. Se estavas a brincar com algo, prendes com os dois dentinhos que tens na tua boca, e levas para onde quer que vás. Descobriste este "meio de transporte" e achas o máximo. Pelo caminho páras quando vês algo que suscita a tua curiosidade. Sentas-te, observas, tocas. Segues o teu caminho. Ficas contente quando encontras o teu destino.

Assim fizeste outro dia quando de manhã, te deixei a brincar no teu quarto, no tapete de borracha. Fui tomar duche mas deixei a porta aberta, para te poder ouvir. Dois minutos depois comecei a ouvir-te no corredor, e um instante depois já estavas sentada no chão frio da casa de banho, a fazer-me companhia, com um briquedito qualquer que trouxeste na boca.
Penduras-te no sofá, em pé. No móvel cheio de arestas que temos na sala. Tentas mexer no leitor de DVD, tirar os comandos que estão sempre por ali, puxar o fio do modem, provavelmente como me vês fazer para ligar o portátil à net.

Sorris! E esse sorriso, é aquilo que me transporta feliz, pela vida! É tão bom que dói, mas dói mesmo, não sei porquê!

2004/11/08

que fim de semana!...

Para melhor se entenderem e diferenciarem os 'posts' referentes a este fim de semana, decidi organizá-los por dia, o que mesmo assim é complicado, porque nos mesmos instantes se cruzaram estados de espírito diferentes e contraditórios.

2004/11/07

vinte e...

...oito!
É verdade! Hoje faço 28 anos. Tantos!

Passa-se um dia tranquilo, só com a família mais próxima cá em casa. Mesmo assim há algumas faltas. Mas foi um dia bem passado. A M. esteve muito bem disposta, ainda conseguiu fazer uma sestazinha e tudo no meio da confusão.
Penso naquilo que consegui ter aos 28 anos, e acho que não posso pedir muito mais! Esta sensação de preenchido que sinto tantas vezes, deixa-me ao mesmo tempo assustado. Claro que ainda há muito que quero e sonho fazer. Tanta coisa!! Mas sinto que os meus dias são bem preenchidos, e tirando algumas coisas que gostaria de ver resolvidas, sinto que a minha vida é feita de momentos felizes.
Talvez seja de olhar mais para os momentos felizes que para os outros. Talvez o segredo esteja aí. Talvez seja só porque hoje me sinto assim, e pronto.

A M. faz as suas graçolas para toda a gente durante o dia. Apaga as velas do meu bolo ao meu colo, com a B. ao meu lado, e é a melhor imagem que tenho guardada de ontem. Arrependo-me depois do que não fiz, do discurso que deixei para o ano. Raramente me arrependo, pois, do que faço ou digo.
Ao ver toda a gente sair, a M. diz adeus, até ao ponto de nos dizer adeus a nós também. Quando há muita gente cá em casa acho que ela fica sempre um bocado baralhada. É natural, é muita confusão.

Mais tarde, já estava ela na cama, tivemos ainda mais uma visitinha. Esperada, directamente chegada do estrangeiro. Já estávamos desconfiados - muito - e deram-nos uma boa notícia! Acende-se uma luzinha nova, e aqueles três que nos visitam, passam a ser quatro, naquele instante! Ficamos muito contentes: já vos estavamos a rogar pragas, e se não nos contavam nada, então é que íamos ficar mesmo LIXADOS com vocês!!

Ao apagar as velas faço um só desejo. Quero mudar na minha vida a única coisa que acho que não esta bem. Quero apagar o que não está bem. É só um desejo simples. E quero muito que se realize. E não sou o único a querer!

Que alucinante este fim de semana! Entre aniversários, jantares, festas, presentes... uma luz de uma vela que se apaga de repente, e outra que se acende com a força e encanto da vida.

2004/11/06

o jantar de sábado

O resto do jantar correu muito bem. Levámos a M. conosco, pensando que acabaria por adormecer no restaurante. Não dormiu. Entre as conversas com amigos, alguns com quem não falava há já mais tempo, outros que encontro mais vezes, o tempo passou-se rápido, e a imagem na minha memória depois daquele telefonema tendeu a diminuir.
Foi um encontro muito bom, apesar das desistências e das ausências bem marcadas. Fiquei a sentir que tenho amigos em várias cidades da Europa! Este sábado, por diversos motivos, estavam em Paris, Londres, Dublin, Colónia e... algures pelo Mar Mediterrêneo (desgraçada!).

M. - um outro M.

O M. é meu amigo há uns três ou quatro anos - apenas - mas o suficiente para o saber como um rapaz sensível, educado, com personalidade própria. Apareceu na minha vida assim meio de repente, pelo coração apaixonado de outra amiga minha, a quem quero sempre bem, apesar de por vezes não falarmos muito. Não falamos, pelo menos, tanto quanto devíamos.
Ela estava com outra pessoa, há já uns dois ou três anos, que eu conhecia bem. E naquela noite, depois de eu já saber que se estava a apaixonar por um outro rapaz, combinamos beber um café num bar aqui na praia. Apareceu ela, com ele, de mão dada. Só por isso fiquei assim tipo "colado" a ver eles de mão dada. Não estava nada à espera, afinal ela ainda estava, com o outro, supostamente!! Para mim foi demasiado rápido, imaginem!
O que raio tinha eu a ver com isso?! Nada.

Mas o aspecto dele também me surpreendeu. Completamente oposto ao "do outro". Cabelo comprido, corpo musculado, tatuagem tribal no braço. Pensei (ignorante) que ele não falava português. Afinal falava. Que encontro.
Mas no pouco tempo que estivemos juntos naquela noite, senti que ele era um rapaz "autêntico". Sabendo que estava ali para o conhecermos, podia sentir-se "posto à prova" ou desconfortável com a situação, mas mostrou-se só ele mesmo. O que se comprovou mais tarde, quando conversamos na net, sem que ele soubesse que era eu. Mostrou-se O MESMO, e isso para mim bastou.
Ficámos amigos, eles ficaram os dois juntos, ele veio viver de volta para Portugal, e estão juntos até hoje.

Nesta noite, dia 6 de Novembro, decidi juntar alguns amigos para jantar. Só faltavam eles e decidi ligar, estranhando a demora. A notícia do outro lado deixou-me gelado. Do ambiente de música, de vozes amigas a falar ao meu redor, das conversas familiares, ficou só o ruído, quando a voz da D. diz o que se passou.

A mãe do M. morreu.
Não consegui ouvir bem mais nada da conversa, parece que teve um ataque de coração, e eles estavam, assim, fora do país. Ela ainda pediu desculpa por não ter dito nada!... Eu só fiquei assim, surpreso, sem qualquer graça, sem saber o que dizer ou fazer.

Não conheci muito dela. Mas sei que era bastante jovem, penso que ainda nem 50 anos teria. Ouvi falar sempre muito bem dela, apercebi-me de que o M. era o filho exemplar para ela, que sempre a apoiava, que agora lhe custava bastante a distância dele, ainda que estivesse feliz por o saber bem. Ela gostava muito da D.
Conheci-a num Natal, talvez há três anos atrás. Os pais do M. vieram cá passar o Natal, e nós, eu e a B., acabámos por os encontrar no dia 25 e ficar por lá por casa com eles. Talvez tenha sido onde nos sentimos mais juntos, como casal, naquele Natal. Longe de brigas e ambientes familiares que então nos eram um pouco estranhos.
Ficou-me o jeito afável com que nos receberam. A doçura nos olhares, as histórias que se contaram naquela tarde, naquela noite. Gostei muito de os conhecer.

Não falei ainda com o M. Não sei o que lhe dizer. Nunca sabemos. Quando perdi a minha avó, recordo o sentimento que tive quando, dias depois, uma amiga me disse, com ar doce, que é mesmo assim, que vai sempre custar e que custa mais é quando estiver a família toda junta e ela não estiver lá. Pensei "o que raio é que ela sabe disto que estou a sentir?"
Sabia que também ela havia perdido o pai há poucos anos, e que sentia muito essa dor, mas mesmo assim, parecia que não queria que me desse opinião nenhuma. Hoje guardo as suas palavras, com carinho e um OBRIGADO, porque vieram esclarecer um pouco do que sinto.
Mas imagino que ao mesmo tempo que queria dizer tanta coisa ao M., talvez tudo o que de melhor lhe posso dar é estar disponível para ele. Dar-lhe um abraço apertado. Só para ele saber que estou aqui.
Gostava de lhe dizer que estivesse tranquilo, que ela se nos deixou é porque chegou o momento certo. Que de certeza que sabia que ele estava bem. Que teve uma vida cheia. Que o adorava. Que estava certa do seu amor por ela, enquanto filho, mesmo quando ele não o dizia. Que essa saudade, de um último adeus, de uma despedida para a qual não houve lugar, vai ficar sempre, que vai apertar sempre a garganta numa vontade enorme de chorar. Mas que ela se dissipará nos instantes bons que existiram, e que estou certo que foram muitos. As memórias, serão esse para sempre e grande ATÉ JÁ!
Não sei se lhe vou dizer algumas destas coisas. Provavelmente não. Porque na verdade, nunca sabemos MESMO o que os outros estão a sentir. Podemos apenas imaginar.

2004/11/03

aviso à navegação:

Não! Este blog não acabou!!

Estive a trabalhar (imaginem!), e não tem dado mesmo tempo para vir aqui. Mas logo logo estarei de volta. Vim só aqui deixar um OLÁ para todos!

2004/10/22

coisas novas para escrever

Mais um dia se passou. Tenho mesmo que escrever sobre algumas daquelas coisas que me incomodam, que me preocupam, que me despertam. Mas vai ficar para a semana.

Assuntos sérios, também não vai haver, por agora. Sob risco de transformar este blog em algo demasiado real, demasiado sério. E não quero isso.

O fim de semana que se avizinha vai ser agitado, o contrário do que a pequena M. está habituada. Ao invés de recarregar baterias em natação ao Sábado de manhã, grandes sestas a recuperar da natação durante todo o Sábado, mimos com os dois papás juntos nos intervalos dos soninhos. Encontros com uns ou outros amigos...

Vamos ter encontros, sim, mas é mais: baptizado no Sábado, e aniversário de família (a minha mãe), no Domingo. Implicações: menos descanso, menos nós três, mais toda a gente, menos natação. A B. já esteve a preparar as coisas para levarmos amanhã, pois o baptizado é às 11h30 em Palmela, depois almoçamos num restaurante óptimo que há por lá, depois há lanche daqueles que se prolongam até à noite, na casa dos nossos amigos, lá por perto - uns quilómetros de todo o terreno depois.
Por isso, parece que nos vamos mudar para lá! Ainda não sei se para a Capela, se para o restaurante, ou se para casa deles. Mas parece mesmo! Ovinho para a viagem, carrinho no porta-bagagens, cadeirinha para instalar na mesa para as refeições (a nossa mais recente oferta), uma muda de roupa para o caso de se sujar, pijama para regressar à noite, sopas, papas, boiões de fruta, biberãos de leite (em todas as suas combinações possíveis, porque a nossa menina não anda a comer muito bem), chuchas, colheres, pratos, copos, babetes, fraldas-pano, manta para a noite, fraldas, cremes, dodots, bolachas, brinquedos, bonecos para a distrair enquanto come, câmara de vídeo, máquina fotográfica digital, máquina fotográfica tradicional, e... tenho a certeza que me estou a esquecer de escrever aqui várias coisas!

Não se preocupem os futuros papás que tropecem neste 'post'! Não é assim tão grave! Acaba por ser quase natural! A verdade, é que vida como a conhecemos "antes de" acaba mesmo. Mas só o poder levar a M. connosco, e tê-la lá, com aquele sorriso que lhe é característico, significa tudo!
Depois conto como foi!

aventuras da minha princesa

A minha bebé está cada vez mais crescida! Cresce, de facto, rápido demais. É assustador. É que já me tinha habituado à ideia de ser papá de uma bebé pequenina, mas não de uma menina a crescer. Cada dia que passa parece que descobre qualquer coisa nova! Torna-se mais independente, faz graçolas, ganha personalidade, transmite mais, dá mais, pede mais. É o máximo!

Já vos disse (hoje) que aquilo que tenho em casa é um verdadeiro anjinho doce? É mesmo!

Ainda não gatinha. Tenta, mas é demasiado preguiçosa para desatar a correr a casa toda. Desloca-se um pouco. Vira-se para todo o lado e alcança as coisas ao seu redor. Rasteja um pouco, mas não gatinha. Por um lado, deixa-a estar assim mais um pouco. Podemos deixar - ainda - as arestas do mobiliário desprotegidas, as gavetas destrancadas, as tomadas destapadas, a mala do meu portátil no chão.

Já a sua destreza com as mãos é surpreendente! Aponta tudo o que observa, e acreditem que é mesmo TUDO! Pega nas coisas rapidamente (demais, por vezes) e alcança tudo com grande facilidade e habilidade. Os seus deditos são deliciosos!

Passa de deitada a sentada. O que leva a situações surpreendentes. Ontem à noite, por exemplo, quando julgavamos que estava a dormir, fui espreitar o quarto dela, e encontro a M. sentada, dentro da sua caminha, muito direita, a brincar com os seus bonequinhos. Já não é a primeira vez que a deixamos a dormir e aparece com a cabeça para os pés, junto aos bonequitos que ali tem, a brincar acordada. Mas sentada, com aquele ar crescido, de chucha na boca, foi a primeira vez.

Na viagem para o colégio, esta manhã, ainda ao meu lado no carro (no ovinho), decidiu colocar a maozita de fora, a chamar-me. Toquei-lhe a mão, com uma festinha, e ela agarrou-me os dedos e puxou-os para dentro. Depois larguei-a por uns instantes e lá apareceu a maozita outra vez. É ou não é um doce? Dá para resistir?

E depois são as graçolas diferentes que faz cada fim de semana, que ela adora porque é quando passa mais tempo, e um tempo de maior qualidade, com os dois papás juntos! Há lá melhor que isso!

2004/10/21

depois do biberão da noite

E enquanto acabo de fazer o download de mais umas músicas pelo kazaa...
Parece que sou (também) assim:

green aura
Your aura shines Green!


What Color Is Your Aura?
brought to you by Quizilla

as cores com que me desenho

Há dias atrás sugeri que me tentassem descrever. Um pouco de mim, pelo menos!
Porque não colocar aqui um pouco mais de mim? Não é grande segredo, mesmo. Achei divertidos alguns dos comentários. Por isso, cabe-me escrever aqui qualquer coisa.

Sou o João, tenho 27 anos, recém-papá da M. que tem agora pouco mais de oito meses. De facto, foi esta pequena estrela que veio revolucionar o meu mundo, que me levou a escrever este blog. Mais do que qualquer outra coisa, ela é a culpada deste blog existir como é. Ela é O MUNDO para mim!
Gosto de escrever, sempre gostei, e já tinha algumas coisas que tive mesmo de escrever quando ela nasceu. Na noite em que ela nasceu! Não me ocorreu logo escrever o blog, apesar de tudo, até ficar duas semanas em casa com varicela, impedido de tocar em qualquer coisa mais do que este laptop. Assim surgiu o "primeira estrela"!

Dedicado à M, às noites descansadas sob as estrelas a brilhar no céu, aos desejos pedidos às estrelas, às canções cantadas e escutadas em momentos mágicos e especiais.

Não, não trabalho em comunicação social nem em publicidade, mas é curioso que tenham escrito isso. Sou arquitecto, moro na zona da Caparica, pertinho do mar.

Gosto: das pessoas... dos animais... de viajar... de conhecer... de arriscar... de sonhar... de descobrir...

Gosto de um bom jantar em boa companhia! De partilhar. De aprender. De sorrir com vontade.

De não ter tempo contado para fazer as coisas. De poder estar com calma, e por vezes de andar numa correria para ver as coisas feitas. Gosto de escolher. Gosto de poder. De poder fazer.

Gosto de fechar os olhos e ver as coisas que não vejo de olhos abertos. De encontros. De empatias. De olhares. De abraços sinceros. Gosto de momentos.

De amar. Gosto (essencialmente) de sentir. Gosto de te sentir!...

(...)

Quando me lembrar de mais coisas eu digo...

gostava, mas gostava mesmo

De ter outro blog. Mas de que me serve outro blog se não for lido por vocês? Para ser lido por estranhos, por pessoas diferentes daquelas que chegaram até aqui, não vale a pena. Mesmo os que não conheço pessoalmente, são agora aqueles que não conhecia, porque parece que agora já conheço. E os que vão chegando são trazidos pelos capítulos que conto, pelos links que visito e que os atiram para junto de mim. Não os poderia ir buscar, assim, para um outro blog que não este.

Este é o meu blog.
Gosto de vos ter aqui! Se não gostarem de me ler, desliguem! Ou então liguem, se tiverem o meu telefone. Aceito queixas, reclamações, e todo o tipo de desabafos - claro, durante o horário de expediente!!

nasceu mais uma M.

A M. da V. e do N!! Nasceu dia 19, de madrugada, e correu tudo bem. Uma mensagem fresca logo pela manhã, emitida para toda a gente pelo papá N. - mais um babado. Depois foi tempo de um curto telefonema para contar algumas histórias tão bem conhecidas, por as ter vivido há tão pouco tempo... no entanto já parece tão distante!! Dá até saudades!
Apetece reviver tudo de novo e de novo. Recordar! Sonhar! A carga de emoção nestes momentos é enorme. E ao ver alguém passar pelo mesmo agora, é completamente diferente, porque sei tão bem o que se sente.
Parabéns aos papás, e bem vinda a pequena M!

depois de uns dias sem tempo

Na verdade, foi só o meu blog que perdeu as datas. Agora já estão repostas, o que dá uma noção mais exacta de quando foram criados os meus posts. Se bem que esta funcionalidade - estranhamente desaparecida - até tinha as suas vantagens!

Mas é melhor assim. Gostava de saber se já estão todos de volta, definitivamente, ao trabalho: já terminaram as férias, por agora? Quem anda por aí? Digam "olá"!

2004/10/14

por vezes...

... apetece-me contar todas as coisas sobre a M.

Outras vezes não.

Há já alguns dias que não escrevo muito sobre ela, porque, como agora, apetece-me guardá-la só para mim! É o MEU tesouro!

antes que chegue a hora...

Depois de uma breve análise às estatísticas de visita a este blog, tirei algumas conclusões:
  1. Há muito pouca gente na net entre as 5h e as 6h da madrugada. Porque raio será? Apenas 9 utentes registados?!?? Francamente, não se compreende.
  2. Já a hora mais visitada é entre as 14h e as 15h. Logo após o almoço... Dá uma moleza, não é? Não apetece mesmo nada trabalhar.
  3. As visitas são predominantemente durante a semana. Como vos compreendo bem, é melhor ler este blog que trabalhar, mas não é melhor ler o blog do que gozar um fim de semana!
  4. Mais acentuadas à segunda e à sexta-feira. Aqueles dias em que não apetece MESMO trabalhar, o primeiro porque ainda nos temos de habituar à nova situação e ver as novidades que possam ter surgido, pôr a leitura em dia, enfim: tudo é uma boa desculpa para fazer um pouco menos. E a sexta-feira, porque já estamos tão perto do fim de semana que já não apetece fazer NADA. Só para lixar o chefe, que nos obriga a ficar aqui até às 17h...

Como os compreendo bem! No entanto, deixo uma advertência: este blog não substitui o café, nas suas propriedades que nos permitem manter acordados a tarde toda, depois de um belo almoço. Pode, no entanto, servir para o acompanhar em qualquer momento (a si, não ao café)!

2004/10/12

tranquilo

Estou mais tranquilo! Não me vou dar ao trabalho de apagar posts. A vida é assim mesmo: traz-nos momentos e pessoas desagradáveis, e surpresas e amigos que tornam os nossos dias felizes.
Esta manhã fiquei com a M. Acho que ela merecia isso! Passeámos, que é como quem diz, levei-a comigo a tratar de alguns assuntos que tenho em mãos, mas acho que ela gostou bastante. Esteve comigo, passeámos de carro, dormiu um soninho, sorriu imenso e fez as delícias de por quem passou. E claro, as minhas também!

De que vale afinal trabalhar, trabalhar, trabalhar! Para ganhar muito dinheiro, comprar carros, casas, fazer grandes viagens, ou fazer projectos auspiciosos, se o melhor que a vida nos reserva é 'de graça'? E mais: é que essas coisas valiosas são efémeras. Nunca se sabe quando começam, quando terminam, quando estão perto, longe, bem ou mal. Por isso é bom que as aproveitemos.

Viver cada dia, isso é o que interessa. Para que, um dia, possamos pensar que vivemos mesmo aquilo que havia para viver. Hoje apeteceu-me estar com a M. Mais do que qualquer outra coisa! Porque ela é o que de mais importante para mim existe! Quero dar-lhe tudo, mas o que mais quero que tenha não posso - nem vou poder nunca - comprar. Quero que seja saudável e feliz! E isso não depende apenas de mim.

Mas por agora é bom tê-la por perto. Logo, se for preciso, trabalho um pouco até mais tarde.

2004/10/08

novo 'luke'

Estava para aqui a gastar o meu tempo a olhar para o meu blog, e pensei que podia, por exemplo, alterar o template! Criar um novo look!
Isto porque já tinha decidido que não ia ter tempo para escrever mais esta semana, porque tinha muito trabalho para fazer, e então quando fosse para estar ao computador seria para trabalhar. Há que despachar serviço.
Mas como há coisas que me empurram para aqui, porque de vez em quando há qualquer coisa que me tira o sono, e então acho que mais vale vir até ao blog escrever qualquer coisa... ou não, hoje decidi talvez alterar o meu template. O que acham?
Ainda não sei se escreva mais alguma coisa esta noite, mas o template estava muito branco... e com as letras assim mais pequeninas, só fica para ler quem tiver mesmo interesse. Quem interessa!

2004/10/07

porque tem de ser

Tinha de escrever mesmo qualquer coisa, senão ficava aqui engasgado, e seria um problema.
Já nem estou habituado a ser olhado como "um puto qualquer", embora na realidade, seja, de facto, um pouco "puto". Pelo menos pela idade. Mas será que é isso o que mais conta.
Há pessoas que vivem uma vida inteira e não aprendem nada. Outras aprendem muito pouco. Descobri isso ainda cedo, mesmo antes de aprender muita coisa.

Com o passar do tempo, descobri que aquilo que somos, se adquire aos poucos. Reflecte-se nos outros, no modo como nos olham e nos sentem. Se sou uma pessoa importante - para os que são importantes para mim - isso deve-se a uma qualquer troca que vale tudo (amor, amizade, etc.)...

Já em termos profissionais habituei-me a entender o olhar desconfiado daqueles que pensam (também): "- Olha para este puto aqui..."
Desisti de dizer que sou "a pessoa responsável" quando telefonam ou me procuram para vender ou apresentar um determinado produto. O melhor é dizer que o responsável não está. É raro conseguir encontrá-lo.
E habituei-me a ver a confiança em mim aumentar - apesar da minha idade - com as provas dadas. Com o tempo.

Já não estou habituado que me tratem como "um puto ignorante".
A B. diz a mesma coisa, quando se lhe põem a dar dicas sobre a M., achando que ela é uma mãe muito jovem, e por isso - obrigatoriamente - insegura! Não tem de ser assim, certo? O que é que as pessoas sabem MESMO sobre nós? Julgam-nos muitas vezes pelo simples aspecto, ou acham que são ou sabem mais só porque têm mais idade. Pois fiquem a saber que a idade não é tudo!

E tenho cada vez menos paciência para os que, só por ser mais velhos, se julgam também 'mais espertos'!! Estou farto de espertos (ainda bem que não conheço muitos)!
Não tenho paciência, nem necessidade de os escutar. Sobretudo quando esse tipo de conversas incomoda ou aborrece a minha pequena M., por estar presente. Aí então a conversa torna-se exclusivamente desnecessária.

Por um lado até é bom ser "puto".
Mas não sou ignorante. Nem esperto.
Desculpem lá a má disposição. Já tinha dito que não voltava a escrever estas coisas aqui, mas teve de ser. Assim já durmo melhor - espero eu! Qualquer dia apago estes 'posts'.

sem dormir

Detesto quando não consigo dormir.
Sobretudo quando tenho algo para te dizer e não digo.
Ainda mais quando isso me faz querer escrever aqui e não escrevo.
E quando penso que amanhã vou acordar mais cansado, e vou trabalhar pior, menos, e estar mais mal disposto com tudo. E porquê?

Logo quando tudo parecia correr tão bem...

Detesto não conseguir dormir!
Detesto!

2004/10/05

castelos na areia...

Os nossos últimos dias foram óptimos! Preenchidos calmamente entre uma praia quase deserta, com um mar calmo e de águas quentinhas, areia para fazer castelos de areia-molhada, conchas de todas as formas...
Vimos gaivotas, pescadores, peixinhos, passarinhos... Tudo para chamar a atenção da nossa princesa, que faz cada vez mais gracinhas. Na verdade ela está atenta a tudo. Cada detalhe. A cada dia que passa interage mais com tudo o que está ao seu redor, e é vê-la sentada na areia, sozinha, a tirar tudo de dentro do saquinho das coisas dela. Uma a uma! A fralda, o mudador, os cremes, os bonecos, os casacos para o frio, as t-shirts para a refeição. Vai tirando e sacudindo de perto de si, até o saco ficar vazio!
Estuda a sua destreza, ao pormenor: antes de adormecer na sua própria caminha, espreita tudo o que se passa por entre as grades. Por trás, está a nossa mesa de cabeceira, com um puxador que lhe chama a atenção, e então é vê-la com a ponta do dedinho indicador, a levantar o puxador para o escutar cair, vezes sem conta!
Rebentámos bolas de sabão num terraço com vista para o campo de golfe. Almoçámos com vista para o mar. Falámos estrangeiro, e falaram em estrangeiro connosco. Passeámos muuuito de carro. Talvez um pouco demais. Mas no regresso a M. dormiu bastante, quase o tempo inteiro.

À chegada ficou muito contente, nada como chegar a casa! E nós também, apesar de apetecer mesmo ficar mais uns dias por lá!... Agora já dorme, de volta ao seu quartinho. Depois conto mais detalhes, aventuras e desventuras dos nossos últimos dias.

Férias-férias, agora, só para o ano!...

2004/10/01

20

20 avisar que vou tirar uns dias de férias!... Não são sequer suficientes para que achasses que esta pausa nos 'posts' do meu blog fosse maior que o habitual. Mas como é por um bom motivo, decidi escrever!...
Só espero que esteja bom tempo! E que a comida seja boa! E os quartos confortáveis! E o sítio giro! E... e... e...
Até já!

2004/09/30

na minha cama com ela

Não é nada do que possam estar a imaginar!
As últimas noites da M. não têm sido muito boas. Sobretudo na semana passada. No fim de semana também não dormiu muito bem, custou-lhe a adormecer, e quando finalmente adormeceu acordava de hora a hora. Finalmente tem o seu primeiro dentinho cá fora. Talvez seja isso.
Nas duas últimas noites já dormiu bem melhor.

Hoje estava outra vez difícil adormecê-la. Geralmente (quase sempre) é a mamã que a adormece. Depois, se acorda, sou eu que vou lá. E resulta bem assim. Pelas 22h30 a B. levou-a para o quartinho dela. Da sala podia ouvi-la lamentar-se. Lutar contra o sono. Depois uns instantes de silêncio, de novo um lamento...
Passaram-se as 23h e deixei de ouvir qualquer som. Mantive-me por aqui, à espera que a mãe regressasse para continuarmos a fazer a lista das coisas que precisamos levar para o fim de semana... 23h20 e decidi ir espreitar. Imaginei que tivessem adormecido as duas no sofá do quarto da M. Fui devagarinho... no sofá ninguém. Pensei que a M. estivesse na caminha dela, e fui ao nosso quarto ver se a B. tinha acabado por se deitar assim mesmo. Ela estava cansada, tem tido reuniões todos os dias, por isso tem chegado sempre tarde... Mas não: estavam era AS DUAS a dormir aninhadas na nossa cama!!

Ninguém adormece tão bem a M. como a mãe! Ainda ao final da tarde, quando fiquei sozinho com ela, a tentei adormecer de todos os modos possíveis e imaginários, para estar com mais energias para o jantar, e nada! Foi só a mãe chegar, pelas 20h, e foi "tiro e queda"!
E ficam lindas as duas juntas!

2004/09/29

comentários em jeito de 'post'

Obrigado a todos pelos vossos comentários. Dos que conheço, e dos que não conheço! Dos que vou conhecendo, apesar de nunca ter visto a cara. Isso, de facto, não é tudo.
Não fiquem preocupados, eu escrevo bastante do que quero. Não me importo tanto assim com o que "os outros pensam", e acho mesmo que os que aqui vêm, gostam do que aqui encontram. Se não gostarem, podem sempre deixar de vir. Os que voltam, acho que estão para ficar, independentemente do que escreva. Chama-se lealdade, ou amizade. Chamem-lhe o que quiserem.

Respondendo aos comentários ao post de dia 26.09, e ao desafio que lancei, sobre mim. Tudo bem, que não é minimamente importante (não sou...), mas não deixa de ser divertido. Assim, aos meus comentadores, digo: lia atreve-te a adivinhar, lena, sinto-me marcado, mas continuo à espera... carla obrigado pelos elogios, andas perto, mas... não tão perto assim, su podes entrar no desafio (desmancha-prazeres!), e sim, eu depois até sou capaz de escrever aqui qualquer coisa sobre mim, o que interessa se moro no Porto ou em Lisboa, se tenho 19, 39 ou 59 anos?! Não vou pôr aqui a minha morada, nem o meu telefone, mas o meu telemóvel até que punha, também não é assim tão privado mesmo! Filipa: a descobrir o blogger ao mesmo tempo que a magia de uma gravidez, é sempre bom soltarmo-nos, e escrever qualquer coisa! E ao companheiro mais próximo (pelo menos em termos de data de nascimento) desta alucinante viagem da paternidade um obrigado também pelas palavras, não apenas aqui nos comentários, mas sobretudo no blog, escrito com uma intensidade e emoção imensos!

Sim, o desfazer de um anonimato não é por um nome, um local, uma ocupação, idade... é mais do que isso, e isso será preservado. No entanto sempre nos podemos divertir um pouco. E sim, sou mesmo capaz de escrever aqui qualquer coisa, para nos rirmos todos no final, se me "der na telha".

bons sonhos

Obrigado!...

Este não conto a ninguém! Porque há sonhos bons que não quero que acabem nunca. E se os contar, talvez acabem. E este não quero que acabe nunca.

É como um abraço apertado! Não quero deixar ir embora.

2004/09/26

blogs diferentes deste

Por vezes gostava de ter um blog como outros, diferentes deste. Há blogs em que claramente os seus autores escrevem para uma comunidade blog que não os conhece pessoalmente. Assim podem dizer mal de quem quiserem, ou simplesmente revelarem-se do modo mais autêntico, livres de tabus, de medo de chocar ou de ferir os outros. Quem de nós não tem pensamentos assim? Por vezes há coisas que não queremos expor àqueles que nos estão mais ou menos próximos. Talvez até para não magoar ou expor determinadas pessoas ou situações.

Mas há de facto coisas que gostava de aqui escrever, e que gostava de ter a vossa opinião, de ler os vossos comentários, se não tivesse entre os meus leitores tanta gente que conheço pessoalmente. Que me desculpem estes, que são de facto, aqueles de entre os meus leitores que mais significam para mim. Pois quando leio os seus comentários associo os seus nomes, frases e expressões ao local onde estarão quando os escrevem, no trabalho ou em casa, vejo as suas caras, imagino os sorrisos, as lágrimas partilhadas. E fazem-me sentir acompanhado, a cada passo.
Mas por vezes gostava de ter um daqueles blogs em que se pode contar coisas absolutamente descabidas. Muitos há que são assim, escritos no trabalho, longe dos cônjuges, dos amigos, dos colegas. Conhecidos certamente apenas pelos bloggers, pelos cibernautas. Verdadeiros, ou resultado de uma imaginação muito fértil, pois também a isto a Internet leva: à criação de personagens inventadas, diferentes daquilo que somos ou parecidas com o que gostaríamos de ser.

Qualquer dia faço uma breve apresentação minha, para aqueles que não me conhecem. Tipo, idade, ocupações, gostos pessoais, etc. Entretanto, seria divertido se tentassem adivinhar. Aceitam o desafio? Os comentários estão à vossa espera.

2004/09/25

felicidade?

A vida não é fácil, é certo. Passeamos por caminhos tortuosos, encontramos e desencontramo-nos de pessoas, melhores e piores, que dão cor, dor, calor, à nossa vida. Por vezes vivemos os tais momentos de felicidade. Outras vezes sofremos. Quem pode dizer que é verdadeiramente feliz? A felicidade expressa-se, como as restantes emoções, em momentos. A noção de felicidade é dada pela memória que nos fica, pela intensidade, pela expressão que damos a um dado instante ou a algo que traduz e dá sentido a essa felicidade.

Resta-nos saber encarar esses momentos, maximizando-os. Tento fazer os meus dias assim. Transformo em pequenino aquilo que me desagrada, e levo no pensamento as coisas boas que pontuam a minha existência, aqui e ali. E assim sinto-me feliz!
Ultimamente, claro que o tema que levo para o trabalho é a M! Torna toda a gente que encontro mais sorridente. Serei eu também mais sorridente?
A felicidade é também assim. Só encontramos aquilo que temos para dar. Se sorrirmos, será mais provável encontrarmos um sorriso em quem temos pela frente. Se estivermos sisudos, de igual modo nos irão responder.

Voltando ao início, as dificuldades da vida fazem-nos fechar sobre a nossa própria casca. Encerrarmo-nos, escondermo-nos. Mesmo quando nos damos, esperamos o dia em que tudo vai acabar mal, em que chegará a desilusão, a perda… E assim, passamos os dias a preparar-nos para a infelicidade. No dia em que ela chega, podemos dizer “eu sabia” ou simplesmente ficar calados. O que acontece por vezes é que nos preparamos de tal modo para não ser felizes, que quando somos, quando temos tudo para ser felizes, não o sabemos ver. Não o vemos, não o sentimos, e acabamos por não ser – de facto – felizes. É (isto sim) triste.

E como se combate? Não sei. Gostava de saber. Mas acho que é como o amor, a amizade, os sentimentos em geral. Por exemplo, duas pessoas que têm uma relação, em que um deles quer terminar porque o outro não muda em determinado aspecto. Este último diz que irá mudar. Mas se continuarem juntos é pouco provável que mude mesmo. Isto porque é difícil aprendermos com os outros, este género de coisas. São coisas que aprendemos sozinhos. Por vezes com dor, mas só assim mudamos. Tem de partir de dentro de nós. Não de fora. Como com a felicidade, só vemos aquilo que queremos ver, não aquilo que à nossa volta tentam que vejamos ou sejamos.

2004/09/21

mais um ano

Já não escrevia há uns dias. Mas não queria que este dia passasse em branco, por isso, embora não escreva na data indicada, este ‘post’ é para este dia.
É o 2º aniversário teu que passo sem ti por perto. Custa muito. Muito mais do que podia imaginar.

Na altura em que nos deixaste, alguém amigo me disse, com carinho, que nesse momento tudo parecia um pouco confuso, mas que o que iria custar mesmo seriam aqueles dias especiais ou os dias em que a família se reúne e que aquele elemento nos falta. Na altura pensei de que raio estaria ela a falar?! Quase considerei um abuso, um pouco demais quando os simples sentimentos que me davam já pesavam demasiado. No entanto entendi as suas palavras pela perda de alguém muito próximo, há poucos anos atrás.

Assim é, de facto. Nestes dias dói muito. O pensamento voa mais alto, tentamos rever tudo o que aconteceu, e neste dia não consegui dar um passo sem pensar que era hoje, o dia do teu aniversário. Farias 85 anos. Que idade linda, que gostaria de ter visto. E como gostaria de partilhar contigo o que vou fazendo no meu dia a dia. Não sei se seria bem assim, mas gosto de pensar que te contaria coisas que não tenho mais a quem contar. Não sei se te contaria, mas sempre falei contigo como não falo com mais ninguém. Por não te ter por cá, estou um pouco mais sozinho. Mas um pouco mais seguro, talvez, mais forte. Certamente poderia partilhar contigo tanta coisa!...
E poderia dar-te a M. ao colo. Ao teu doce colo. Para lhe contares histórias como a mim, ou fazer aquelas torradas quentes, com manteiga em excesso a escorrer. Ou os croassants quentinhos numa noite qualquer na tua casa. Ou os bolinhos que sempre me oferecias quando ia a tua casa, e que sabiam sempre bem mesmo quando não tinha fome. Ou as panquecas que fazias, e que tanto gostavas, e que dizias serem parecidas com os crepes que sei fazer. Ou o doce de Natal que só tu fazias, só no Natal, quase sem excepção, e que me deliciava, e a todos, e que fizeste, estranhamente, no teu último dia do pai, antecipando que não haveria outro Natal…

Que saudades tuas!... Tenho as lágrimas a escorrer pelo meu rosto. Porque em vez de deixar sair a dor na altura, espremi-a em mim, e agora vai saindo devagarinho. Custa mais. Tento guardar a recordação de tudo o que de bom te dei, tudo o que de bom foste para mim. Como estavas feliz naquele dia, ao telefone.

Mas penso com inquietação nas vezes em que penso ir àquele local lá no alto. Nas vezes em que penso lá ir e não vou, achando que não é isso que faz mais sentido à minha saudade. Por vezes, como hoje, a correria do dia a dia só me deixa lá ir quando os portões já não estão abertos. Sinto-te perto, ainda assim. Sabes que estou aqui? Do lado de fora? Tenho um carro novo, espero que me reconheças… Como gostava de te ter levado a passear nele.
E fico perturbado porque ainda não encontrei o tempo, o modo ou a coragem para ir ver a tua irmã, de quem tanto gosto. Por pensar que ela está distante, ocupada com outras coisas, que é melhor que se reencontre com os seus, ou que ela é sempre tão parecida contigo que me vai partir o coração vê-la…
Sabes, o avô voltou a dar-se com a irmã dele! Não tenho estado muito com eles, mas sei que ele os tem encontrado, agora mais do que eu, o que me deixa feliz.

Sinto falta do teu abraço!... Qualquer Natal destes, quando fizer sentido, fazemos os “canudos” outra vez.

2004/09/19

gostava de te falar sobre a tua mãe

Gostava também de te falar sobre o teu pai, mas a distância dele não me permite tal apreciação. Deixo isso para quem quiser, ou tiver disponibilidade para tal.

A tua mãe é a pessoa mais sensível e emotiva que já conheci! Isso é o legado mais valioso que ela deixou para ti, e é já tão claro que o herdaste! Tens a mesma intuição e sensibilidade que ela.
Sempre considerei a emotividade como uma das maiores qualidades que uma pessoa pode ter. Pelo menos para a pessoa que queria ter ao meu lado. Confesso que por vezes, pode não ser tão positivo assim. Essa emoção também pode ter aspectos menos positivos.
Foi isso que me conquistou nela. A capacidade de entrega, de amar, de sonhar sempre mais e de acreditar. Mesmo quando parece já não haver nada para acreditar.
A tua mãe tem um coração bom. Talvez o melhor que já conheci… Daqueles que dói, só de pensar nele magoado.

Conheci outras pessoas com quem imaginei desenhar uma história, um futuro. Mas virei tudo ao contrário por acreditar que o amor, o amor a sério vale mais que tudo o resto. Por vezes custa, posso ter magoado algumas pessoas, perdido alguns amigos. Bons amigos. Bons momentos. Quem sabe como teria sido a minha história se… E se…? E se…? Cá estão mais uns se’s…
Não teria a tua mãe aqui, e não troco por ninguém. Nem a ti! Num instante mágico de paixão começou uma história da qual fazes parte. Não sei se é muito bonita, se tem tanto de especial para os outros como tem para nós. Por vezes parece uma luta inglória. Outras vezes duas histórias diferentes que se unem num ponto comum: tu! Acho que é uma só história contada por duas pessoas diferentes. Só assim há encaixe. Com diferenças.

Não consigo deixar de pensar no que não partilhei com a tua mãe. No seu passado. Nas quantas histórias que me contou, que gostaria de te contar, mas que não será aqui. Nas histórias que te contarei devagarinho, com o correr dos anos. Nas histórias que não te contarei. Nas que aprenderás. Nas que saberás ver com a tua enorme sensibilidade. Acho que vais ser uma grande ajuda, em diversos aspectos, porque relativizas muitas questões, porque és um centro que nos enche de força. Que nos dá mais poder, mais valor, do que posições sociais elevadas, cargos profissionais de destaque, bons carros ou grandes casas. Tu és muito, mas muito mesmo, mais que tudo isso!

E no que partilhámos. Na magia que cresceu connosco. Nas viagens nos dias de Natal, entre as diversas famílias que compõem a tua família. Viagens com frio. Com sol. De dia, e de noite. A fugir ao trânsito. Ou algures na auto-estrada, a cruzar aquele sinal que aparece na noite de Natal e que avisa: “perigo renas”… nunca viram? Ele está lá. É só crer, ter imaginação e acreditar muito em alguém que se ama. Também isso é amar.

Sempre pensei que nunca iria magoar a tua mãe. Não é verdade. Por vezes magoo-a. Por vezes será ela a mim. No entanto, e para além do grande desejo de te conhecer, sempre soube que irias ajudá-la muito. Hoje, não sabemos como seria a vida sem ti. Mudaste tudo num instante, e nada parece possível sem ti. A tua capacidade de nos amar, o teu sorriso único, só para nós, preenche-nos por completo parecendo não deixar espaço para mais nada. Por um instante, não deixa mesmo. Mas isso, que é tão bonito, acompanha a tua mãe e é um amor maior assim que eu lhe queria oferecer. É como se fosse o nosso presente para ela. Teu e meu. Só nosso, e que mais ninguém lhe pode dar. E com ele virão muitas outras surpresas, fantasias, magias, encantos…!

Sei que isto que aqui escrevi é muito pouco. Muito pouco para ti, e muito pouco para o que tenho para te dizer sobre a tua mãe. Mas quando alguém nos é tão especial é difícil escrever o suficiente. É sempre quase nada. E não há nada como viver cada dia, juntos e de um modo único, para saberes o que quero aqui dizer!

há dias especiais

Esta noite é uma dessas ocasiões. O tanto para me trazer aqui a esta hora. Em paz. De coração aberto.

Estava a precisar de ver este filme. Peguei nele por curiosidade, desperta por me teres dito que iria gostar. Depois de o ter aqui emprestado por uns nove meses (os últimos, o que de certo modo desculpa o atraso na entrega) tive então oportunidade de o ver. Mexe de facto comigo, muito. Sobretudo neste momento, por todos os motivos. Parece que se prende nas coisas em que se foca a minha vida neste instante. Umas três ou quatro, pelo menos, que consigo detectar.
Ajudou-me, de certo modo.

Sinto que por vezes estou demasiado embrenhado nos projectos, nas construções, nos negócios, nas empresas, numa série de coisas que parecem fazer todo o sentido, e que me dão até algum prazer, mas que estão muito longe de ser aquilo que me faz feliz! Tenho – ainda, e graças a Deus por isso – noção de que não são, definitivamente, o que me faz feliz.
No entanto de vez em quando estou demasiado ocupado para sentir as estrelas que me fazem levitar, que me tornam de algum modo especial, que me dão algo para trocar com os que me são especiais, com todos aqueles de quem gosto.

Talvez tenhas razão quando dizes que estou mais fechado. Sinto isso, e detesto. Não gosto de ser assim, mas determinadas coisas fazem sentir-me assim. Determinadas pessoas. Determinadas expressões, atitudes ou ocasiões. No entanto, e ao contrário do que possam pensar, estou aqui de braços abertos para reencontros. Detesto o frio que afasta as pessoas! Todas as pessoas. Isto inclui-te! Sim, a ti! E a ti. E a ti. E a ti…

Estou a tentar organizar as minhas coisas. Estou a precisar de reorganizar a minha vida. Sinto que está tudo um pouco baralhado, e isso parte muito do meu trabalho, que se enreda sem me deixar muito tempo para pausas. É o peso de trabalhar sozinho, que tem – como é óbvio – muitas vantagens. Não o trabalhar sozinho. Mas a falta de rotina é positiva. Acabo por trabalhar menos sozinho hoje do que há dois ou três anos atrás. Mas tenho definitivamente de regrar um pouco as coisas. De arrumar as “gavetas”.

Bem assim como o resto das coisas. Para poder voltar a sentir que tenho razão. Que tudo se resolve quando assim tem de ser. Para poder voltar a sentir as tuas mãos. Para sentir as tais estrelas no céu a brilhar para mim. São luzes assim que gosto de ter a iluminar a minha noite, para que quando me apagares candeeiros no caminho não fique no escuro. Não tenha medo. Para tal, é preciso saber ver. Sentir.

Gosto quando preferes ficar aqui, perto de mim, mesmo que estejas a dormir no sofá há horas, quando te quero levar para a cama, para descansares. Gosto quando estás a meio do teu sono. Em paz. Quando o interrompo e depois não te lembras de nada. Como a M. no instante antes. Parece não dar por ir tratar dela, dar-lhe o leite… nada! Nem abriu os olhos!...

Assim se pulvilha a minha noite. De pensamentos positivos. De esperança. De cor. De amor. Gosto de sentir assim coisas boas. Fico com uma série de ideias de coisas para escrever, e sinto que sou capaz de passar aqui a noite. Mas não, a esta altura não tens razão, e a noite não é a melhor companheira, porque amanhã, à mesma hora de sempre, a M. acorda e alguém tem de cuidar dela. E depois ultimamente ela já não adormece outra vez, quer antes ficar a conversar, o que se por um lado é divertido, nos deixa extenuados! Vantagens (?!) de quem tem putos. Com os cães não é tanto assim… O By sempre dormiu até tarde cá em casa.

Ainda não me tinha dado conta da data que é hoje. Hoje os meus avós fariam mais um ano de casados. Penso que seriam sessenta, este ano. Talvez por isso escreva aqui hoje! Infelizmente a festa prometida não se celebra com os dois juntos. Ainda assim, parabéns! Aos dois!...

2004/09/13

1h25

Detesto quando isto me acontece. Domingo à noite é sempre boa noite para deitar a horas, para que as energias para uma nova semana se completem e recarreguem como deve ser. Para dormir tranquilo, para que uma semana de trabalho comece bem!
Não raramente não é assim.

Por vezes acabo por me deitar mais tarde do que devia, e é o suficiente para dormir pouco, acordar ainda com o sono para pôr em dia, e depois parece que o resto da semana corre toda assim, até estar a cair de cansado na sexta-feira.

Uma expressão na minha cabeça, a ecoar nos meus ouvidos atira comigo para aqui. Venho escrever não sei bem o quê. Venho escrever porque estou cansado de ter tantos pensamentos na cabeça, apesar de não vir aqui despejar nenhum deles. Como eu gostava. Mas só escrever este post aqui já me parece demais para um blog que não é anónimo, pelo menos para muitos de vocês. Não vos queria incomodar com posts confusos e conturbados. Mas de vez em quando lá aparece um. Desculpem lá (o mau jeito)!

Esta semana vou ter mesmo muito trabalho. E tem de ficar resolvido mesmo esta semana, senão continua para a próxima e vai acumular-se de tal maneira que depois acho que nunca mais acabo nada. Acho que vou optar por desligar o telefone por algumas horas todos os dias para conseguir terminar aqueles três projectos que se arrastam há semanas. Ocupar as manhãs com as obras. Deixar algum tempo para ver se, finalmente, volto a ir treinar… “mente sã em corpo são”. Requer um esforço extra para me organizar, mas tenho de estabelecer prioridades, e acho que voltar ao ginásio me vai saber bem.

Mas hoje, ainda, todas aquelas ideias permanecem na minha mente, deixando-me absolutamente perturbado.

Vou ficar por aqui mais um bocado. Aprendi que não adianta estar deitado para tentar adormecer mais depressa. A maior parte das vezes, antes pelo contrário… Por isso vou esperar que o sono chegue. Vou ler mais um bocadinho do Brazelton – que me esta a ajudar bastante a pôr algumas ideias no lugar. De entre os quatro livros que há cá em casa, já li um pouco na diagonal de cada um. Mas agora estou a começar a ler este – o certo, a meu ver – com mais atenção, e estou a adorar! Assim depois espero ler os outros.
Até agora parece-me que estou a fazer tudo bem, ou quase tudo. De acordo com a relatividade que me é possível. E a B. também. Falhamos em alguns pontos, é certo. Mas aquilo que nos sai naturalmente, e as coisas que acordámos em fazer de um determinado modo, por pensar ser o mais correcto, parece que são mesmo assim.
Queremos tudo de bom para a Madalena! Vou guardar este pensamento agora, de certeza vou adormecer muito mais tranquilo!...

2004/09/12

afinal...

Seremos ou não “sortudos”?
Jantar de sexta à noite: a minha avó fez 81 anos. Isso mesmo, 81! É fantástico ter uma avó assim, mais ainda quando tenho a oportunidade de a ver conviver com a minha filhota tantas vezes. De facto, a proximidade espacial entre as nossas casas permite um contacto muito próximo. Sobretudo quando a B. ainda estava com a princesa em casa, esse contacto era quase diário. Isso fez com que a M. se habituasse muito ao contacto com a bisavó.
Agora, com as férias (nossas), as estadias da M. com as avós, e a ida para o colégio, os contactos com a bisavó C. têm sido menos frequentes. Mas ainda assim é lindo vê-las juntas, como na sexta-feira. A minha avó não perde a oportunidade de a ter ao colo!!

Mais tarde, surgiu a conversa sobre ser ou não bom a M. estar no colégio da mãe. A conversa prolongou-se um pouco, o que me levou a questionar sobre o assunto. Não muito, porque nem sequer ponho outra opção. Mas o suficiente para escrever aqui.

A tia G. dizia que não era bom, nem para uma, nem para outra, porque já tinha tido ela mesma uma experiência semelhante, e que quanto a ela não foi nada positiva. No entanto a mim parece-me que, nesta idade, o que a M. entende da situação é relativo.
A B. diz que ela a vê passar no corredor, e interroga-se se a pequenina pensará que a mãe passa, aparece, desaparece… eu acho que não.
Acho que ela se está a adaptar bem aquele novo mundo, e que não pensa nisso. Pode até estranhar um pouco ver a mãe passar e não entrar na sala dela (porque o gabinete onde a mãe está fica logo ao lado do berçário), mas acho que ela acaba por andar entretida com os novos amigos, com os novos brinquedos, e com a sala colorida cujos desenhos ela adora descobrir cada detalhe.
Por seu lado, a mãe tem evitado ir lá durante o dia, e ao que sei, tem conseguido. Mas não vejo problema nenhum no facto da M. frequentar o colégio da mãe. Nem de sair um pouco com esta, à hora do almoço, para ir beber um café à esplanada. Nem de tantas outras coisas que poderão fazer da sua experiência na creche algo um pouco diferente do comum. Um pouco especial, ou particular. Acho que se tudo se passar com naturalidade não terá consequências graves. Antes pelo contrário. Só é necessário saber lidar com a situação, com normalidade.

E vocês, o que acham?

2004/09/09

e esta hein?

Nem foi preciso pedir por favor!
Adoro o haloscan!

odeio o haloscan

Costumo adorar, mas hoje, particularmente, ODEIO-O!!
Porque é que não tenho a opção de comentários no meu blog? E porque é que não consigo aceder à página do haloscan?

De repente, sem vocês, este blog ficou praticamente vazio.
Volta haloscan, estás perdoado!

2004/09/08

se precisares de mim, estou aqui!

Lembro-me várias vezes, de uma história qualquer - verídica - que me contaram há algum tempo atrás. Se calhar há sempre uma história assim que antecede este tipo de acontecimentos, porque parece que recordo mais do que uma história.
Era um rapaz, penso que teria uns 30 anos, emprego estável, casado, com um bebé acabado de nascer. Agora me recordo bem da história, de quem foi, e de quem me contou. Certa noite ligou a um amigo, no regresso a casa, pela noitinha, dizendo que precisava de o encontrar, para beber um café e conversar um pouco.
O amigo, despreocupado, disse que naquela noite não lhe dava jeito, que combinavam outra noite qualquer.

O que ele não sabia, é que aquela seria a sua última noite. Poderia não ter sido, talvez, se o amigo tivesse aceite o convite, e se tivesse encontrado com ele e conversado um pouco. Talvez só beber um café e falar de assuntos triviais. Talvez não mais do que isso.
Nessa noite, o rapaz estranhamente decidiu parar o seu carro no meio da Ponte 25 de Abril, e saltar de lá de cima para as águas do rio Tejo...

Pobre amigo terá ficado com um remorso terrível, a pesar na sua consciência por não ter estado disponível naquela noite. Por não ter lido naquele telefonema um qualquer pedido de ajuda. No entanto a culpa não foi dele. Não sei de quem foi. Acho que ninguém sabe. Não deixa de me chocar, e a nós, que partilhavamos esta conversa naquela noite, o facto de um recém-pai se suicidar. Assim. O que o justificou? Por muito que as coisas possam ser difíceis, parece-me que nada o pode justificar. Muito menos quando se é pai há tão pouco tempo! Mas deve ter sido mesmo difícil...

Tento sempre estar disponível para aqueles que gosto quando pressinto que precisam de alguma ajuda, de um apoio, de conversar. Por vezes posso chegar tarde demais, posso também eu não saber ler nas entrelinhas, e não ouvir um pedido de ajuda. Mas tento estar mais disponível para escutar, do que estou para que me escutem. Geralmente guardo as minhas coisas para mim.

Espero que nunca veja acontecer uma situação assim com um amigo meu, com uma pessoa que goste. Só pensar nisso aterroriza-me. Por isso, espero que se alguém precisar de mim, telefone, escreva, apareça, seja a que hora for. Posso não ser capaz de resolver os problemas, mas vou fazer tudo para que sejam menos consequentes, nem que isso seja só ouvir, ou só estar. Já aconteceu antes, escutar um amigo no silêncio. E por vezes isso é o que basta!...

2004/09/07

reencontro

Afinal não foi assim tão complicado. O almoço, já se sabe, nem sempre é fácil. Partindo do princípio que ela não conhecia a educadora e a auxiliar, até parece que correu muito bem!
Decidi ir dar uma espreitadela depois do almoço, antes de ir trabalhar. Cheguei lá, e… ela não estava! Disseram-me que tinha descido com a B. Fui à procura delas pelo colégio, e nada. Até que me disseram que tinham ido ao café com a D. Liguei-lhe, e lá estavam as três todas divertidas, a aproveitar o dia de sol. Diziam as duas: “Diz olá ao papá! É o papá ao telefone, diz-lhe que estás aqui na esplanada!”
Lá voltaram ao colégio. Entrou ao colo da “tia”D. e quando me viu riu-se muito, aninhou-se ao colo num miminho e depois passou para o meu colo. Levei-a para a sala dela, onde estivemos mais um bocadinho a brincar, e acabei por a adormecer na caminha dela.
Depois saí, e passado uma meia hora ela acordou, e foi com a mamã para casa.
Lanchou bem, e quando cheguei a casa estivemos os três a brincar. Ela ao meu colo, a mãe a aparecer ora de um lado, ora do outro, e era vê-la a gargalhar, a contorcer-se toda de tanto rir, de tanta excitação! Às tantas já não estávamos a fazer nada, só de olhar para ela ria-se à gargalhada. É lindo vê-la assim feliz.

Dormiu sossegadinha durante a noite. Tudo normal. A B. diz que ela gostou muito da auxiliar também, da educadora já calculávamos que gostasse. É claro que é uma adaptação, a novas pessoas, a um novo local com um ritmo próprio. Mas acho que ela se vai sair muito bem!

Esta manhã lá fomos outra vez! Desta vez, que tinha de ir um pouco mais cedo para o atelier, decidiu ficar a dormir… Teve de ser acordada devagarinho. Abri um pouco do estore, comecei por lhe trocar a fralda, ainda na cama, como fazemos à noite. Claro, que HOJE decidiu fazer um xixi! Depois limpei-a, vesti-a e saímos. No caminho conseguiu tirar uma meia do pé, para meter na boca, e depois o chapéu. Chegou contente ao colégio, reconheceu as novas “amigas” (pelo menos as adultas) e sorriu-lhes. Foi logo ao colo da Rute, e depois ficou entretida a brincar no tapete. Ainda conseguiu bolsar entretanto, coisa que também já não acontecia há uns dias. A R. disse-me que ela se entretem muito a brincar sozinha. E assim ficou ela, entretida! Que pensará ela?

PS: É verdade, quase me esquecia de contar uma coisa! Ainda ontem à tarde, a pequena M. já disputava os brinquedos com os seus novos amiguinhos. Afinal aprende e adapta-se depressa. Pelos vistos, mais depressa que os pensamentos do papá!

2004/09/06

m. no i.

Pois é, pois é...
Hoje é o primeiro dia da M. no colégio. A B. preparou o biberão, bebeu-o como de costume, ficou mais um pouquinho na cama, a preguiçar... Acordou devagarinho, a conversar como de costume. Abri o estore devagar, fechou os olhos como se estivesse muita luz, sorriu com aquele sorriso lindo, como habitual.
Peguei-a ao colo, levei-a comigo a tomar o meu pequeno almoço. Ficou sentada na cadeira das refeições, a brincar, a observar-me muito séria (ainda meia a dormir), a sorrir quando percebia que eu estava a olhar para ela.
Fui tomar duche, vestir-me, lavá-la, vesti-la, e por fim saimos de casa.
Escolhi uma música que ela gosta, bem calminha, para a (curta) viagem. E no caminho expliquei-lhe - tanto quanto possível - que íamos passear até ao colégio I. onde estava a mamã, e onde ela ía poder brincar com os outros meninos, com muitos brinquedos novos, com a educadora R. que a ía tratar muito bem.
Como estava ao meu lado, coloquei a minha mão sobre as suas maozinhas, e ela colocou as dela sobre a minha. Chegámos num instante.

Na noite anterior perguntava-me como seria melhor fazer. Ficar lá o dia inteiro? A manhã toda? Sair e regressar ao almoço? Como se sentiria melhor ela, para fazer uma boa adaptação? É estranho ir a um lugar que para ela é novo, e ao contrário do habitual, que ela tem como certo, que é estar sempre connosco, mesmo que seja num sítio estranho, ou em sítios conhecidos com outras pessoas, conhecidas (avós)... desta vez estaria num local novo, com pessoas novas, e sem nós. Pus-me a pensar como seria melhor, mais suave para ela, mas não consegui encontrar solução... Perguntei à B. quando pensaria "aparecer". Ela disse que queria evitar ir lá, que não iria aparecer quando a fosse deixar...

Não sei se achei boa ideia ou não. Mas o facto é que, ainda com a M. a sair do carro, no estacionamento, e já estava a B. à porta do colégio!! Tratou logo de me roubar a M., e disse que a ía levar a ver os outros meninos, das outras salas todas. Depois preparava-se para subir ao berçário, e aí fomos os três. A R. estava já a porta, com um grande sorriso, a dizer: "Ela está tão grande! Já não a via desde a festa!"

Entrámos com ela. Foi vê-la observar tudo com atenção, os adultos, os outros bebés, os brinquedos, a sala com aquelas pinturas todas na parede. Sentou-se, perto de nós, com o restante grupo, e ficou a brincar um pouquinho. Mostrei-lhe a sua caminha. A B. deu algumas indicações à educadora, e por fim saiu (custou, mas saiu).
A M. lá ficou, a brincar, mas deu-me ideia que estava com uma atitude calma e passiva, como ela é habitualmente. Se pegava num brinquedo, havia logo outro que lho tirava, e ela ficava a observar... condescendente. Mas há-de se habituar a isso também, e a saber como fazer para poder ela tirar os brinquedos aos outros, quando os quer, ou simplesmente ficar com aqueles que escolhe. Mas senti esse seu "handicap". Apetece dar-lhe sempre tudo!!!

Depois despedi-me dela e saí, enquanto estava entretida com os brinquedos novos! Liguei à hora do almoço e parece que estava um bocadinho complicado... A R. atendeu o telefone e disse-me que ela estava a chorar um bocadinho, por causa da agitação toda, mas que ela já lhe ía continuar a dar a sopa. Depois disse-me que ela estava a rir!! Típico, quando percebe que estamos a falar dela, ri-se, logo depois de estar a chorar. O telefonema foi rápido, para não incomodar.

Vou agora até lá para mais uns mimos... Depois a B. sai às quinze horas, por isso vou logo trabalhar de novo.
Parece que estou a viver um filme que não é o meu. Por vezes parece que estou a ver as coisas a passar ao lado, que não estou a viver a minha vida, e hoje é um dia desses! Porque é que a M. não está aqui, de repente a acordar de uma sestazinha, a interromper o meu trabalho, a minha hora de almoço, aqui em casa?... Que vazio não a ver aqui, não a saber com os avós.
Até já querida, o papá vai já!

2004/09/04

se

Todos temos um se na nossa vida.
E se eu não tivesse aceite este emprego, se não tivesse fugido, se tivesse apanhado aquele avião, se tivesse chegado a horas, se não me tivesse cruzado no teu caminho, se, se, se, se, se...

O que farias? O que terias feito? Como seria a tua vida agora?

E se esse se se referir ao futuro? Sim, se esse se corresponder a espectativas, questões, opções a ainda por tomar? Se eu aceitar este emprego, se eu não fugir, se eu apanhar o avião, se chegar a tempo, se alguém se cruzar no meu caminho, se, se, se, se, se...

Onde irias? O que dirias? O que farias?

Quantas e quantas vezes, nos pomos a pensar qual seria a nossa atitude perante determinado cenário. Todos temos isso em mente. Por exemplo, próximo de um jackpot no totoloto, pensamos se nos sair o prémio, em tudo aquilo que faríamos. Se.
Se formos aumentados, se aparecer um novo trabalho (essa conheço bem), se.

Há sempre um se na mente de cada um. A rodopiar, a rebolar, a preguiçar. Por vezes a gerar um pequeno turbilhão de pensamentos. O meu se é mesmo assim, um se como todos os outros. Como seria? Passado, presente ou futuro. Um se com questões em aberto, para qualquer dia encontrar respostas ou... para encontrar respostas devagarinho!

2004/09/03

bons sonhos

Hoje escrevo sobre a diferença entre o meu sono, e o sono da M. Ou sobre a diferença entre o sono das crianças, dos bebés, e o nosso (dos adultos).
A M. foge do sono até não poder mais. Luta contra ele porque quer ficar acordada sempre, junto a nós, a brincar, a ver as coisas todas. Sabemos que tem de dormir, mas raramente quer. Quando quer, aninha-se no colinho da mãe, e sorri para a chucha e para o “amiguinho ó-ó”, que é como chamamos ao ursinho que acompanha o seu sono. Mas este sorrir é muito raro. Normalmente rejeita (sobretudo a chucha), esse objecto que ela já sabe, lhe trás um sono imenso!
Num instante adormece, sossegadinha. Outras vezes vira-se de um lado para o outro. Serão dores de dentes? Será dificuldade em respirar? Especturação? Vontade de ficar acordada?
Fica mais agitada quando está menos tempo connosco, sobretudo aquele final da tarde que a mamã geralmente (ainda) lhe pode proporcionar. É quando se sente “em casa”. Depois as brincadeiras connosco os dois, um pouco mais tarde, e é um dia normal. Come melhor, dorme melhor, nos seus ritmos e horários certos. Quando as coisas se alteram, o resultado muda também.

Insónias?... Acho que não tem. Aquelas noites em que me custa a adormecer, e que fico a ver as horas no relógio a passar, sem o sono a chegar, e em que cada minuto que passa penso que falta menos para ter de acordar no outro dia. Penso em tudo e mais alguma coisa. Sobretudo naquilo que me incomoda. Penso em coisas de trabalho, clientes, contas, pagamentos, prazos, coisas assim. E penso nas pessoas que me rodeiam, no que queria fazer e não fiz, no que fiz mas não queria ter feito, no que disse ou no que não disse. Por vezes não penso em nada. Ou tento não pensar em nada. Por vezes o sono simplesmente não chega, por uma qualquer ansiedade que nem tem de ser má. Pode ser só expectativa, como aquelas noites na véspera de uma qualquer viagem, em que só apetece é que passe depressa para acordarmos logo no outro dia e nos por-mos a caminho!

Mas fico deliciado ao ver que, ainda nos meus braços, a pequena M. adormece, no biberão da noite, quase sempre num instante. Por vezes abre os olhos, espreita-me. Mas adormece vencida pelo sono, de barriguinha confortada, no aconchego da sua cama.

2004/08/29

pequeno almoço em família

Ainda estou a recuperar de uma gripalhadazita - já devo ter estado mais vezes doente este ano do que na minha vida inteira!!

Assim, a B. acordou cedo para dar o biberão à M., e depois de a arranjar foi comprar pão fresquinho. Pequeno almoço de domingo: pão (por vezes ainda quente) com manteiga e sumo de laranja a acompanhar!
Desta vez sentamo-nos os três à mesa, na sala. A M. ao colo da mamã, entusiasmada ao ver-nos comer o pão. A mamã tirou um pedaço de codea para ela roer também. E então era eu, a B. e a M. a comer pãozinho ao pequeno almoço. E ela toda importante, por estar aq